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Por que eles conseguem e nós não?

A Alemanha é um país de primeiro mundo que se tornou um estado unificado após a guerra Franco-Prussiana em 1871. Participou ativamente da primeira guerra mundial, e depois da segunda guerra mundial, que foi o evento humano mais mortal da história.

Berlim tomada pelos aliados, destruída, o povo alemão com a moral mais baixa possível, a sociedade praticamente desestruturada. E pouco mais de 50 anos depois, a Alemanhã é uma das três maiores economias do mundo. Tecnologia de ponta e cultura fervilhante.

De acordo com o último censo realizado lá, mais de 30% da população não tem religião alguma, 60 e poucos por cento são católicos ou protestantes, e o resto é de minoria mista.

Aí olho para meu país com centenas de anos, jamais destruído por guerras, jamais invadido por tropas estrangeiras…

Alguém no twitter, com conhecimento de causa, me disse o seguinte:

Alguma coisa esse país deve ter de ruim! Fui buscar na minha caixinha de preconceitos e lembrei que sempre quando vejo em algum filme ou programa de TV, os alemães parecem ser um povo TRISTE. Coloquei isso no twitter, e recebi como resposta:

Então que o povo alemão seria extraterrestre e por um motivo bizarro são melhores (ops Hitler)…aí pensei em outro país, um país que tenha uma origem semelhante a do nosso Brasil, e pensei na Austrália.

Austrália é um país colozinado a partir de 1770. Os ingleses carregavam os navios com PRESIDIÁRIOS e os jogavam lá na terra recém descoberta. Austrália hoje é um país avançado, em tecnologia, cultura e economia.

Alguém pode me explicar por que o nosso país não consegue?

Postado em por rslonik

19 Comentários to “Por que eles conseguem e nós não?”

Plumbob 4/11/2010 às 3:36 pm

Em algum dado momento, a Austrália decidiu dar aulas de civilidade, de convivência comunitária. Esse tipo de aula fica enraizada na cultura do país e por isso os australianos conseguem construir cidades fantásticas e surfar ao mesmo tempo.

O Brasil nunca teve aula de convivência civil, nem nos melhores colégios você encontra aulas do tipo. É por isso que aprendemos a não devolver o troco que o caixa entregou a mais sem querer. E essa cultura de “não ser otário” continua e se perpetua por toda a vida.

Mesmo que hoje quase todas as crianças estejam no colégio, elas continuam apredendo essa cultura, vendo os colegas, os professores e os próprios pais agindo da maneira “que se dane o outro, o meu primeiro”.

Isso explica os assaltos terem aumentado apesar de o povo ter muito mais poder de compra do que antigamente. O poder de compra não substitui a cultura da violência.

Há duas coisas a serem feitas:

1. Forçar o governo a incluir aulas convivência comunitária.
2. Parar de ensinar seu filho a ser um bostinha.

Doege 4/11/2010 às 3:42 pm

Não foi o evento mais mortal da história não. Lembre-se de quando Cortéz chegou na América e dizimou TODOS os incas. Ou quando os romanos “conquistaram” o Egito. Ou os gregos dizimando os persas. A segunda guerra mundial foi apenas o evento mais recente. A cultura genocída é algo inerente do ser humano.

Gbomfim 4/11/2010 às 5:27 pm

Sem a menor pretensão de estar certo, li em algum lugar que um estudo sugeria que tem a ver com a temperatura. Nenhum povo consegue desenvolvimento, que aparentemente acontece com mais facilidade nas regiões frias. Não procurei nada que contrarie ou confirme o estudo.

Jethro 4/11/2010 às 7:47 pm

Será que estaria relacionado à ditadura militar, ao imperialismo cultural individualista dos EUA que nos foi implantado? Acho que se nossa cultura fosse mais nossa e menos antropofágica, teríamos nos desenvolvido mais. Gbomfim, a Austrália é quente PA CARAI.

Marcos 4/11/2010 às 9:23 pm

Então, acontece que a Austrália não é lá um lugar muito frio também. Mas caso seja realmente isso, o negócio era transferir todo mundo pra Antártida até todos voltarem educados.

Jaomatheus 5/11/2010 às 11:35 am

Facil explicar, no nosso país, o povo Recebe para não trabalhar, e que trabalha de verdade que paga por isso. Dai a maioria da população prefere votar em alguem que “sofreu na vida” do que em alguem que tenha estudo ou conhecimento para administrar um país.

Rogerio Souza 5/11/2010 às 7:40 pm

Elementar meus caros leitores amigos, a ÚNICA causa de o Brasil não ser uma grande potência, chama-se: CORRUPÇÃO (leia-se também FALTA DE ÉTICA) em todos os níveis que se possa imaginar.

A solução é simples, porém a longo prazo: EDUCAÇÃO, porém como já entramos em um círculo vicioso, onde por conta da corrupção não se oferece um ensino de qualidade, fica difícil chegar a algum lugar.

Alessandro Feijó 8/11/2010 às 11:51 am

Simples, teu texto já indica a causa

Falta de guerras. Na guerra, sobrevivem os melhores e mais fortes. Temos uma população de fracos.

É triste mais guerra é importante pra qualquer povo progredir. O mesmo rola na natureza, peleia braba mano!

Anônimo 9/11/2010 às 7:42 pm

Bem, eu não virei aqui apontar motivos e tal, mas como pessoa que mora na Alemanha (aproveitamento de estudos pela universidade), posso dizer que a maior diferença que encontrei foi a ausência do jeitinho. Não se pode dizer que os alemães sejam mais inteligentes ou educados. Há de tudo aqui. O que não há é o nosso vício de querermos ter vantagem em tudo. Estou falando usando o ‘nós’ para não ficar aquela impressão de falar somente dos outros. O fato é: o mal do Brasil está no ‘jeitinho’ e isso é cultural, não se extrai fácil. Há muito tempo acho que políticos são apenas exemplos de brasileiros a quem deram a chance de pegar mais. Ser honesto em nosso país é ser visto como otário.

Anônimo 9/11/2010 às 7:42 pm

Bem, eu não virei aqui apontar motivos e tal, mas como pessoa que mora na Alemanha (aproveitamento de estudos pela universidade), posso dizer que a maior diferença que encontrei foi a ausência do jeitinho. Não se pode dizer que os alemães sejam mais inteligentes ou educados. Há de tudo aqui. O que não há é o nosso vício de querermos ter vantagem em tudo. Estou falando usando o ‘nós’ para não ficar aquela impressão de falar somente dos outros. O fato é: o mal do Brasil está no ‘jeitinho’ e isso é cultural, não se extrai fácil. Há muito tempo acho que políticos são apenas exemplos de brasileiros a quem deram a chance de pegar mais. Ser honesto em nosso país é ser visto como otário.

Eliel Cezar 10/11/2010 às 8:16 pm

Desconfio de uma combinação letal de modelo de colonização com altas doses de cultura hibérica e catolicismo.

1. Modelo de Colonização: o Brasil, por possuir muitos recursos naturais, foi alvo de um modelo de colonização de extração de recursos, assim como a África. Dos colonizadores, ficou essa cultura do foda-se, se isso aqui é de todos, então não é de ninguém. Quando der, vou para um lugar melhor. Já Austrália e EUA foram colônias de povoamento. Ou seja, lá as coisas são de todos, de verdade, pois os colonizadores não pensavem em vazar.

2. Cultura Hibérica + Catolicismo: o jeitinho Brasileiro é original de Portugal. A cultura hibérica é cheia de “falhas de caráter”, e é uma das origens remotas da nossa malandragem. Some a isso o pensamento retrógrado da Igreja Católica, e temos como resultado todo um continente fodido (América Latina).

Inclusive se olharmos para a Europa, veremos que Espanha, Portugal e Grécia (alguns dos países tradicionalmente submissos à Igreja) também são os de economia mais frágil. Quanto a Itália, muitos economistas defendem que ela poderia ser uma potência Européia, não tivesse o Vaticano dentro de si, como um câncer.

Já os países como Alemanha, Inglaterra, Austrália e EUA são de tradição protestante, com uma filosofia que encoraja o progresso e o bem estar dos cidadãos.

Mera coincidência?

Abimo Corde 11/11/2010 às 3:58 pm

Sem querer iniciar uma discussão sem fim, não posso deixar de dizer: devia se informar melhor sobre o caráter dos “hibéricos” (sic). Como já falei no outro post do rafael, vou repetir aqui: culpar os colonizadores não passa de mais um “jeitinho”, até porque é algo que não existe nem em Portugal, nem na Espanha, etc… O que o Brasil precisa é parar de colocar a culpa de tudo em outros, olhar para o umbigo e mudar pelas próprias mãos, afinal o Brasil continua riquíssimo em riquezas naturais, e não está mais sob uma colonização.