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Sobre o filme Segurança Nacional

Seguranca-Nacional

No final do ano passado assisti um trailer que me deixou animado, era do filme Segurança Nacional. A pegada do filme é a seguinte: traficantes estão perdendo mercado devido ao sistema de vigilância da amazônia, o SIVAM, e da Lei do Abate que permite a Força Aérea derrubar qualquer avião não identificado após tentativa de contato.

A ideia é boa demais, pena que o filme ficou só nisso, só na qualidade da ideia.

É tanta coisa executada na gambiarra que o filme parece ser de um daqueles cineastas do interior da Paraíba que animam a comunidade com suas produções. Logo no começo tem gente levando tiro e chacoalhando como filmes dos anos 40, ficou hilário.

Muitas das interpretações não ajudaram, tirando os figurões principais, como Thiago Lacerda, nada se salva. Os atores que fazem os papéis de traficantes demonstram que aquela é, provavelmente, sua primeira experiência frente a uma câmera! O presidente do Brasil, papel de Milton Gonçalves, ficou estranho, com falta de confiança no taco, dá dó.

Os cenários também não ajudam. A sala do CINDACTA que aparece no filme é tosquinha demais, o centro de comando para o qual levam o presidente chega a ser engraçado, mas deve ser por causa do baixo orçamento, eu sei.

Santa Catarina é a base de tudo para o filme. O diretor Roberto Carminatti é nascido em Florianópolis e talvez esse filme é uma homenagem para a cidade, todas as cenas de cidade acontecem lá! O Presidente está indo para Florianópolis, o Agente fodão da ABIN mora lá, o senador corrupto mora lá, etc etc. A ação acontece lá. Dá impressão que Floripa é vizinha de Manaus e capital do Brasil!

Polícia de Santa Catarina, ABIN e Exército Brasileiro são uma coisa só. Ora o agente trabalha com uns, ora com outros. E o cara é Jack Bauer, surra e atira e corre e e e etc.

Enfim, grandes ideias trazem grandes responsabilidades. O filme não é tão grande quanto o trailer monta ou quanto eu esperei. Mas no final não fiquei com arrependimento de ter visto ou reclamando do trabalho do diretor. O que ficou para mim é a coragem do cara em tentar fazer um filme de ficção deste nível, sem tanto apoio, num país que ainda não tem uma indústria de grandes produções tão ativa quanto deveria.

Recomendo o filme Segurança Nacional, assistam e depois comentem comigo o que acharam.

Postado em por rslonik

13 Comentários to “Sobre o filme Segurança Nacional”

Hypescience 20/9/2010 às 2:46 pm

Apesar de você recomendar no final, o resto da sua crítica não me dá vontade nenhuma de assistir.

Uma das grandes cacas foi não ter usado o título “Tropa de Elite 2″, só isso seria o suficiente par o filme dar lucro.

FeFo 24/9/2010 às 1:20 pm

Bueno, eu não gostei… Interpretações horríveis! O que foi aqueles gritos do pessoal do ônibus? O que era aquela perseguição na Serra do Rio do Rastro? Gol GII? Vou te contar viu! Pode até achar desculpa falta de grana, mas criatividade nessas horas ajuda! Ah sei lá! A gente é muito acostumado com filmes mais americanizados, e talvez por isso espera-se algo do genero, e quando sai atravessado… pena! Recomendo pelo cinema nacional apenas, pq filmãooo eu não achei!

FeFo 24/9/2010 às 1:20 pm

Bueno, eu não gostei… Interpretações horríveis! O que foi aqueles gritos do pessoal do ônibus? O que era aquela perseguição na Serra do Rio do Rastro? Gol GII? Vou te contar viu! Pode até achar desculpa falta de grana, mas criatividade nessas horas ajuda! Ah sei lá! A gente é muito acostumado com filmes mais americanizados, e talvez por isso espera-se algo do genero, e quando sai atravessado… pena! Recomendo pelo cinema nacional apenas, pq filmãooo eu não achei!

Paraiba (adjetivo) 24/9/2010 às 8:23 pm

Haha! Engraçado é que aqueles filmes toscos rodados no interior da Paraiba são independentes e de baixo orçamento, enquanto que tal filme com produção das melhores regiões do pais saiu no mesm nivel.

Alessandropaschoal 13/10/2010 às 4:50 am

Eu assisti nesse feriado do dia 12 de outubro.Achei legalzinho; e estranho pq filme deste genero neguinho acha que e americano; e desta vez mostrou que aqui no Brasil tem forca armada tb; senti orgulho do Brasil.Nada contra Eua; mas eu sou brasileiro.Ta certo; producao e limitada ;comparado com os americanos; mas so a coragem de se fazer esse filme ja e louvavel numa area onde a maioria e puxa saco de americano( digo tal criticos de cinema ).E um filme p brasileiro ver.na musica e como comparar o Ira ! ao Nirvana.Prefiro o Ira!

Genivan 26/12/2010 às 2:55 pm

Oi amigos, compartilho completamente com esse comentário! Parabéns! Mas o que muito me preucupou foi a negligência sobre o tema atômico: a utilizacao da bomba atômica na Amazônia.
Os atores e o cenário durante a explosão continuaram intáctos, nada mudou, e como disse o presidente, a população estava fora de risco radioativo. Meu Deus, que ignorância! Tratar um assunto como esse dessa forma é banalizar o tema, para o qual deveríamos todos estar atentos e conscientes sobre causas e efeitos. Esse tema não deve ser tratado senão para conscientização da poplulação, dada a gravidade do problema radioativo que enfrentamos hoje em torno do paneta.
Deus nos proteja da ignorância e nos livre dos seus financiadores!!

Um Feliz Ano Novo, com mais reflexão e ação pela a paz!

Bélulla 2/5/2011 às 5:02 pm

Acredito que a desculpa de pouca grana porque era brasileiro não cola. Como é que Tropa de Elite foi tão bom – os dois, o 1 e o 2 – e esse Segurança Nacional foi esse lixo. Fiquei triste, boto fé que fizeram de propósito pra sacanear mesmo as Forças Armadas – em especial o Exército.
Cara, uma das coisas mais impressionantes foi a reunião dos chefes das Forças (Ex, Mar e Aer), tudo com cara de 40 anos, quando todo mundo sabe que ninguém consegue chegar ao posto máximo com essa idade… Além disso, mostra um milico do exército de barba! Meu Deus! Fizeram de sacanagem, só pra zoar mesmo e ridicularizar ainda mais o Exército Brasileiro…

Bélulla 2/5/2011 às 5:03 pm

Ah…
E que idéia preconceituosa foi essa de comparar Segurança Nacional com “filmes do interior da Paraíba”?
Pelo visto o diretor era lá da região Sul…

vini 21/11/2011 às 9:12 am

Não achei o filme tão ruim não. Perto da ponte aérea Rio-Marrocos, colocar Floripa ao lado de Manaus não soa tão absurdo. E outra: vai saber quantos filmes americanos comentem o mesmo tipo de “falha” e nós, por não conhecermos as locações nem reparamos?. Só uma coisa me doeu no filme: colocar o som de DT-180 na XT-660 da cena da prisão do deputado. Essa combinação de som errado e situação absolutamente impossível doeu mesmo. Acho que a cena da prisão do deputado foi ainda mais fantasiosa que a bomba atômica em poder de traficantes.