“O preço médio do metro quadrado cobrado nos lançamentos com dois dormitórios em São Paulo registrou queda de R$ 440 no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado.”
Não é novidade para quem me segue no twitter ou acompanha o novo-MUNDO que sou um pessimista nato, pois bem, com a ultra-valorização dos imóveis não poderia ser diferente. É um setor da economia que gosto de observar, principalmente no dia a dia, olhando imóveis pela cidade. E desde o começo de 2011 é fácil perceber que a oferta disparou de forma insana. Todo prédio que olho em Curitiba tem lá suas duas, três, até quatro placas de Vende-se ou Aluga-se. A oferta cresceu além da demanda, dá pra ver.
Será que todo consumidor potencial que existia já foi consumido pela onda de crédito e está endividado por 30 anos, ou será que uma parte dos consumidores em potencial não aceitou os preços que o mercado está pedindo? Difícil de responder essas e quaisquer outras questões sobre a oferta e demanda do setor imobiliário. Quem tem acesso aos dados, as instituições de corretores, por exemplo, dificilmente irão dizer que o mercado está saturado. Existe muito dinheiro nesse jogo.
É esperar para ver. Enquanto espero, vou pagando meu aluguel de 0,38% o valor do imóvel – sim, alugar está barato!
E aí, acreditar? Não? Os argumentos são bons e como ele disse, tudo que irá destruir o mundo não passa de hipóteses!
Pessoalmente gosto dessa visão, que é mais simples. Porque os seres humanos são um nadinha no mundo e creio ser difícil qualquer ação nossa possa ter uma influência grande demais.
O segmento da construção civil teve em 2012 o segundo ano consecutivo de queda nas vendas acumuladas do primeiro bimestre. Nos dois primeiros meses deste ano em comparação a igual período de 2010, a quantidade de imóveis comercializados caiu 26,5%, passando de 1.078 unidades para 793, segundo levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead).
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A construtora Mascarenhas Barbosa Roscoe, cujo proprietário é o presidente do Sinduscon-MG, é uma das empresas que confirmaram rever os lançamentos de 2012. No entanto, ele não informou os números da redução.
Pires, que também é proprietário da ETS, empresa de locação de máquinas, afirma que o mesmo aconteceu com o setor de aluguel de equipamentos, um dos termômetros da construção civil. “Se antes alugava 100 máquinas, atualmente alugo 70”, diz.
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A Construtora Lider foi outra empresa que admitiu rever os lançamentos. Porém, a decisão chegou após a construtora entrar com pedido de recuperação judicial, já deferido pelo juiz Sálvio Chaves, titular da 2ª Vara Empresarial de Belo Horizonte. O passivo da companhia junto a credores soma R$ 67 milhões.
Parece que a farra dos imóveis arrefeceu. Em toda entrevista os corretores e representantes de construtoras e/ou imobiliárias juram de pés juntos que isso é apenas um movimento de estabilização, e que os preços vão se manter nessa faixa. Mas se as construtoras estão tendo prejuízos e falindo já com os resultados extraordinários de valorização do ano passado, o que vai ser delas num cenário em que os preços se tornam estáveis ou até mesmo se corrigem.
Será que a mítica bolha imobiliária brasileira vai finalmente se mostrar real? Será que dura até a Copa? Quem viver verá. Eu? Prefiro ter uma boa liquidez por enquanto, e ficar na tocaia de boas oportunidades que logo logo vão surgir.
As grandes empresas jogar cocô nos consumidores, e o que o governo faz a respeito? Nada. São as empresas de telefonia, os bancos, TV a cabo, varejistas e muitas construtoras com serviço MEDÍOCRE. No vídeo abaixo você pode ver o sofrimento de um casal com um problema absurdo em um apartamento comprado da MRV.
Tomei conhecimento do vídeo na reportagem da Gazeta do Povo: “Apartamentos da “nova classe média” são entregues com todo tipo de defeito“. Após não conseguir negociar uma solução com a construtora, a moradora resolveu postar o vídeo no Youtube, e só assim conseguiu atenção necessária. A construtora está reformando o apartamento com problemas.
Em Janeiro desse ano os imóveis usados em SP registraram queda de 5,2%. No entanto, o presidente do SECOVI-SP não acredita que os preços irão se retrair porque em janeiro é natural essa queda devido a sazonalidade.