A história em números
Número de anos vividos no século 21 (números relativos à população) já passou o século 17.
A economia já passou a soma de todas as outras excetuando dessa conta o século 20.
Singularidade, bebê.
via The Economist

Número de anos vividos no século 21 (números relativos à população) já passou o século 17.
A economia já passou a soma de todas as outras excetuando dessa conta o século 20.
Singularidade, bebê.
via The Economist
Isso vai ser uma série no novo-MUNDO: Rico pra quê?
Nessa série iremos ilustrar o porque é interessante se apoiar no lado materialista da vida. Quem é inteligente já entendeu que estou sendo irônico nisso, sabe como é, né? “Entendedores entenderão”. Quem não entender que procure ajuda psiquiátrica.
Brigas entre irmão são corriqueiras desde que Caim atirou em Abel naquela novela das oito que não lembro o nome. De lá para cá o que mudou é a tecnologia, e o acesso a tecnologia. As pessoas com mais posses materiais tem acesso a objetos mais variados e interessantes para protagonizar o ato da briga.
E no caso de hoje, demonstraremos isso com um ato de amor entre irmãos.
Um deles estava lá, mexendo no iPad, e o outro provavelmente de saco cheio de ler algo de papel. Este, querendo brincar em algum joguinho no aparelho, começou a chatear o irmão. Mas nessa família rica o iPad é melhor que MPTudo, pois também serve de Educador:
DE CHAPA!

Uma análise das relações de 43 mil corporações identificou um pequeno grupo de empresas, principalmente bancos, como detentores de grande parte da economia.
O artigo chegou a identificar 143 companhias que detém 40% da rede de negócios global. O top 20 incluiu Banco Barclays, JPMorgan Chase & Co, e o The Goldman Sachs Group.
A super concentração da economia não é boa ou ruim em essência, mas a inter-conexão do seu núcleo é. Faz com que pouquíssimas pessoas tenham controle da economia mundial nas mãos. Disse John Driffill, da Universidade de Londres, para a New Scientist.
Um pesquisador de estruturas complexas, George Sugihara, fala de um porém: essa concentração não é coisa de conspiração internacional, e sim um movimento natural. Segundo ele, na natureza existem diversas estruturas complexas semelhantes a essa.

Bolsas da Europa sobem com ganhos de empresas – Veja
“A companhia italiana do setor de petróleo Eni subiu 4,5%, e o índice FTSE MIB da Bolsa de Milão ganhou 2,49%, para 16.289,65 pontos, após o primeiro-ministro Silvio Berlusconi obter um voto de confiança no Parlamento. Na semana, o FTSE MIB subiu 4,90%.”
Enquanto países europeus registram problemas atrás de problemas para honrar com suas dívidas, e no processo pedem ajuda de centenas de bilhões de euros, grandes corporações do continente marcam lucros ainda maiores que os do ano passado. Quem entende?

O ano era 2008, mês de setembro, quando a gota d’água que faltava fez o copo da economia dos Estados Unidos transbordar. A bolsa despencou com força, o medo se generalizou, e todos correram para investimentos mais seguros (dólar e títulos dos EUA). Procura maior, preço sobe. O reflexo foi sentido em todo o planeta, no Brasil, o dólar disparou 13% em um mês, e “pegou de surpresa” muitas empresas que gananciosamente tinham operações atreladas ao dólar, “apostas” de que a moeda continuaria caindo.
Duas grandes empresas que sentiram a pancada foram a Sadia e a Aracruz (hoje nenhuma das duas existe, a primeira se juntou com a Perdigão no grupo Brasil Foods, e a segunda se aliou a Votorantim Celulose e Papel para formar a FIBRIA).
As empresas estão envolvidas em operações com derivativos [de câmbio], que geraram prejuízos e abalaram a credibilidade das empresas exportadoras no mercado acionário. As ações das duas companhias foram as que mais caíram na sexta-feira: Sadia PN teve forte queda de 34,83% e fechou cotada R$ 6,60; Aracruz PNB despencou 15,81%, cotada a R$ 7. [O Globo]
Bilhões de reais “sumiram” da noite para o dia. Milhares de investidores lesados por atos irresponsáveis.
Certamente não foi a primeira vez que uma crise pegou “de surpresa” grandes empresas. E é claro que não vai ser a última. Aliás, passaram-se três anos e a notícia que se vê hoje é esta: “Alta do dólar pega indústria no contrapé“.
Se a reviravolta do mercado de câmbio não for um ponto fora da curva como na crise de 2008, as empresas vão sofrer com a alta dos insumos importados e das despesas financeiras em dólar. Companhias relatam que os custos já estão subindo à medida que faturam os insumos nos portos. Até agora, optaram por absorver a alta dos custos com redução do lucro, mas, se o real ficar acima de R$ 1,80, os reajustes serão incontornáveis, com consequências para a inflação.
Aí a inflação sobe, nós pagamos mais caro, e toda aquela bola de neve vem aí chicoteando a bundinha dos mais fracos.
Lembre que dias atrás o problema que causava inflação era o Real forte. Parece piada.