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Arquivo da categoria “Liberdade”

4 Assuntos internacionais para acompanhar

Síria

Em um lugar com milênios de história que incluem civilizações antigas, o que está em discussão é o futuro do país. O ditador Bashar al-Assad está sofrendo forte oposição ao regime. O que começou como protestos pacíficos nas ruas logo se tornou uma guerra civil. Organizações internacionais dizem que mais de seis mil civis já foram mortos pelo exército sírio comandado por al-Assad. O banho de sangue chamou a atenção da comunidade internacional que já instaurou sanções econômicas ao governo sírio e até à família do ditador. Mas estas ações não trouxeram diminuição da violência, e alguns países já estudam intervenção militar para destituir al-Assad. Até o Brasil recebeu pedido da ONU para enviar tropas, no caso de uma intervenção militar internacional.

Eleições EUA

O processo de escolha do candidato a presidência pelo Partido Republicano, que irá disputar contra Barack Obama, do Partido Democrata, está próxima de um fim. A concorrência entre Rick Santorum e Mitt Romney e outros pré-candidatos passou por uma extensiva votação entre delegados do partido em todos os estados da nação. Romney venceu nos estados mais importantes e está próximo de ser anunciado como o candidato que irá tentar ganhar a Casa Branca após um mandato de Barack Obama. Este último tentará a reeleição frente a um público americano decepcionado por tantas promessas de mudanças que tropeçaram na crise econômica e na impressionante dívida pública dos Estados Unidos.

Irã

A pedra no sapato dos EUA no Oriente Médio. O país persa a anos enfrenta a comunidade internacional no tocante ao seu programa nuclear. Enquanto o presidente Mahmoud Ahmadinejad nega que as pesquisas tenham fim militar, diversos países, principalmente Israel e EUA, dizem o contrário. Tendo o controle de extensas reservas de petróleo e do Estreito de Ormuz (estreito marítimo entre Irã e Omã por onde os EUA escoam petróleo comprado do Kwait, Iraque, Arábia Saudita e outros países), o Irã é uma grande e pontuda pedra no sapato dos EUA. Afim de parar o programa nuclear daquele país, diversas sanções econômicas começaram a ser impostas, inclusive por parte da França e Inglaterra. Ahmadinejad,em retaliação, parou de vender petróleo para algumas companhias destes países mais Estados Unidos. E prometeu que se a situação se deteriorar o próximo passo é fechar o Estreito de Ormuz. Do outro lado, o primeiro ministro de Israel está em campanha para levar o país a atacar o Irã, que é a maior ameaça ao país judeu.

Mercado Financeiro

PIGS: Portugal, Italia, Grécia e Espanha (Spain). O termo que apareceu em publicações econômicas se tornou lugar-comum para citar os países europeus que estão em situação financeira calamitosa. Em alguns casos incluem-se a Grã-Bretanha e a Irlanda no acrônimo, que se torna PIIGGS. Porcos ou não, o modo com que estes países conduziram suas economias na última década levou a aumento exagerado da dívida pública sem a contraparte do aumento de produtividade ou desenvolvimento tecnológico e econômico. A Grécia é o mais icônico dos países, já deu calote disfarçado (ganhou de credores perdão de parte da dívida), instituiu pacotes de cortes de gastos que diminuiu salários e os congelou, diminuiu aposentadorias, cortou gastos com saúde, educação e outros setores. Agora precisa crescer para conseguir para conseguir honrar seus compromissos, fato que só vai acontecer através de um milagre, já que todo investimento baseado em aumento da dívida não foi capaz de aumentar a produtividade do país nos anos de ouro, imagina agora com dramáticos cortes. Nos outros países a situação é diferente mas o buraco é o mesmo. Na Espanha o nível de desemprego está em 23%, para você comparar, o nível de desemprego dos EUA em profunda crise econômica está em pouco menos de 9%, o do Brasil está em 5,7%, e algumas cidades estão próximos de 3%, como é o caso de Curitiba. Mais da metade dos jovens até 25 anos na Espanha estão sem trabalho. Os detalhes dessa crise eu não tenho, mas é sabido que a Espanha passou por uma grave bolha imobiliária, entre outros problemas.

Kirchner considera ‘absurdo’ o domínio inglês das Malvinas

A presidente argentina, Cristina Kirchner, afirmou nesta segunda-feira que considera “absurdo” manter o domínio britânico das ilhas Malvinas, localizadas a 14.000 quilômetros de distância da Grã-Bretanha. “Essas terras correspondem à nossa plataforma marítima”, reforçou Cristina durante o ato principal em memória aos mortos do combate pela posse do território, ocorrido há 30 anos, realizado em Ushuaia, cidade no extremo sul do país.

na VEJA

Para a Polícia de Londres, o movimento Occupy XYZ é terrorista

Em Londres um grupo de baderneiros (visão de direita) justiceiros (visão de esquerda) invadiu um prédio vazio que pertence a um dos maiores bancos daquele país, o UBS. O argumento deles é, digamos, convincente.

“Enquanto mais de 9.000 famílias foram despejadas por não pagar o financiamento – a maioria por causa da recessão causada pelos bancos – o UBS e outras gigantes instituições financeiras estão sentadas em uma porrada de propriedades abandonadas”.

Tá, não foi bem com essas palavras, mas em essência foi isso.

O Banco faz um financiamento, o banco estimula crédito podre, o banco faz seguro contra o crédito podre, a bolha estoura, o banco recebe o seguro contra os títulos ruins que vendeu, e recebe todas as casas que financiou. Tudo amparado pelo Estado e pelas Leis. É de uma justiça quase divina.

Se alguém ainda tem dúvidas que a Lei existe para colocar pobre na cadeia

O primeiro, presidente de uma grande empresa participou de uma fraude de mais de 3 bilhões de dólares. Incrivelmente acabou sendo preso, sentença? 40 meses de prisão.

O segundo, roubou uma nota de 100 dólares de um banco, se entregou no dia seguinte por remorso. Sentenciado a 15 anos de prisão.

Democracia? Que grande piada! Igualdade? Hahahaha

A maioria que acompanha o novo-MUNDO já sabe de tudo isso, mas no caso de algum desavisado passar por aqui, fica mais um registro de como funciona a sociedade humana.

O caminho de hoje leva a tudo, menos ao Capitalismo

Alguns vem me dizendo que estou indo para um lado socialista, e para estes eu tenho uma resposta pronta: muito pelo contrário. Defendo o capitalismo e o lado bonito dele, que é o trunfo dos Estados Unidos em primeiro lugar, é permitir que um trabalhador consiga chegar a uma condição boa de vida depois que trabalhar muito.

Sabem o que acontece hoje? O trabalhador (nos EUA e aqui), não tem oportunidades de começar algo próprio. Vai abrir um negócio? Com que dinheiro? Empréstimos não são para qualquer um.

Então trabalhe para alguém para começar. E lá vai o cidadão fazer uma faculdade (nos EUA a maioria é privada, e cara). Com um empréstimo o estudante consegue terminar seus anos de estudo, e começa sua vida adulta de trabalhador com débitos na faixa de 30, 50 mil dólares para pagar.

Aí consegue um emprego, e ao sair da casa dos pais precisa pagar todo tipo de novos custos: moradia, transporte, alimentação, etc etc etc. No tempo em que este empregado pagou seu empréstimo estudantil, terá que pagar o financiamento do seu carro, e depois o financiamento de sua casa.

Por uma vida toda, escravo dos bancos que faturam bilhões, e que quando agem criminosamente, usam toda sua influência para roubar os cofres públicos, para que não quebrem.

Isso parece capitalismo para você? Não ter oportunidades iguais para todos?

Para mim isso é comunismo, só que o Partido não é tão claro como na China. O Partido engloba corrupção, muitos políticos, CEO’s, sistema judiciário, grandes banqueiros e empresários e uma boa parte da mídia. Estes vão sugar a população dizendo que é para o nosso bem. E quem ousar levantar uma palavra contra o Partido será processado e preso, por ser comunista.