Preços dos carros cairão, GM quebrará?

O governo brasileiro cortou impostos para carros com motor até 1L. 7% de isenção para possibilitar uma queda de preços e permitir a continuidade de vendas. As montadoras trabalham com margens apertadas devido a concorrência animalesca permeada por processos como o Just in Time. Somente uma queda de impostos pode reduzir os preços.
As demissões em massa só começaram. Em Curitiba já passam de 2 mil empregos terminados por empresas montadoras ou parceiras. A GM anunciou que está contratando acessores para planejar seu plano de concordata. E o senado dos EUA, exemplarmente, foi contra um pacote de ajuda às montadoras.
E agora? Exigir que o governo ajude mega-corporações para preservar empregos? Deixar que tais empresas quebrem causando a demissões de milhares de empregados dia após dia?
Acredito que a saída é uma resposta não que se encaixa na filosofia destes dois questionamentos. Deve-se buscar a empregabilidade dos atingidos pela crise, mas sem ajudar as empresas que se aproveitaram por anos do sistema falho para encher o traseiro de seus executivos com milhões de dólares.
Estamos apenas no começo desta crise pessoal. Estoquem comida.
