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Em tempos de iPhone eu prefiro um Walkman

Iphone gollum 

A Apple, mãe do iPod, apresentou seu telefone-faz-tudo há uns dias, o tal de iPhone. Com uma porrada de novidades como o multitouch (“aperte a tela”) ele veio ser mais um colhedor de almas.

Falar mal de Apple no meio dos geeks é pedir para levar porrada. O pessoal é evangélico daquela empresa. Defendem-na fervorosamente com a própria vida se for necessário. Pra fazer uma referência posso usar Grenouille: na apresentação do iPhone foi como se todos respirassem O Perfume. Ficaram embriagados e loucos de prazer e desejos.

Entretanto o iPhone é uma porcaria. Toda aquela tecnologia pra no fim fazer o quê? Se comunicar, de longe. Aí que fica minha indignação. Já não chega aquela porcaria de iPod afastar as pessoas do mundo real agora lançam outra.

Na metade do ano passado presenciei uma cena um tanto quanto triste, mas retrato dessa sociedade individualista do consumo. Numa concessionária os pais de uma garota de ~14anos estavam comprando um carro novo – um carrão por sinal – e ela enconstada na escada com aquele precioso nas mãos, hipinotizada: fora da realidade. My ipod, my precious.

Além de pregar o individualismo, esta porcaria (permita-me referir-me deste modo àquilo) tem diversos problemas de usabilidade. A tela vai riscar fácil fácil e mexer com uma só mão é quase impossível.

Então evangelistas da Apple: façam sopa. Prefiro meu Walkman de K7 para corridas no parque. E só lá de vez em quando, ainda dou prioridade para companhia humana.

[VIDEO]http://www.youtube.com/watch?v=JuvUN5LZSro[/VIDEO]

Postado em 15/1/2007 por rslonik

46 Comentários to “Em tempos de iPhone eu prefiro um Walkman”

Charles 15/1/2007 às 1:55 pm

Cena triste uma garota não prestar atenção em carros numa concessionária? E se ela, por ter 14 anos, saber que no fim das contas não é ela quem vai dirigir, de que adiantaria ficar acompanhando a compra? Deixa a guria com o iPod dela! Sabe-se lá de que chateação a música salvou ela, já que não tem nada mais chato do que ficar acompanhando os outros em compras de produtos que não te interessam…

Ibrahim Cesar 15/1/2007 às 3:51 pm

Tudo que a Apple toca vira ouro. De onde vêm essa fascinação, é claro que se deve à maçã dourada jogada por Éris no Olimpo. Apple é uma empresa de Éris, daí seu sucesso.

Charles 15/1/2007 às 6:55 pm

Cena triste uma garota não prestar atenção em carros numa concessionária? E se ela, por ter 14 anos, saber que no fim das contas não é ela quem vai dirigir, de que adiantaria ficar acompanhando a compra? Deixa a guria com o iPod dela! Sabe-se lá de que chateação a música salvou ela, já que não tem nada mais chato do que ficar acompanhando os outros em compras de produtos que não te interessam…

Fabiana 15/1/2007 às 3:57 pm

Eu até aderi a febre do iPod, comprei um ano passado, não fiquei nem dois meses com ele. Não gostei, ainda tem o lance da bateria, que é um inferno pra trocar, ou seja além de tudo é descartável. Estragou, joga fora.

Assim, escuto música no meu celular mesmo, pelo menos se estragar, é mais barato e dá pra trocar a bateria.

Vinícius Silv 15/1/2007 às 4:55 pm

Tem gente que só se aproxima de outras pessoas, principalmente da família, se amarrarem todos juntos a força. Que o mundo moderno afasta as pessoas é verdade, agora que é culpa de um ou outro produto é besteira.

E quanto o iPhone, é bonitão mas eu não consigo ficar delirando nele como a maioria fica. Deve ser porque eu não preciso de tudo que ele faz e sempre acho que se você tirar um desse do bolso em qualquer grande cidade brasileira te levam ele embora antes que você diga Apple.

gnomo 15/1/2007 às 5:29 pm

Bom, eu sou um garoto pobre que mora em campinas – sp, e sempre quis ter um iPod, mas é porque eu gosto muito mesmo de música, meu HD tem 80 gigas e posso te garantir que 70 é de música, facilitaria a minha vida.

Mas a grande sacanagem de hoje em dia, é um aparelho que faça de tudo, e tudo meia boca. Você compra um celular que toca música, faz ligação, tem câmera, e num sei o que mais, e todas essas funcionalidades são ruins, a resolução da máquina é horrível, o som é quase mono, ou então cabem 10 músicas…

Acho que se for pra ter uma coisa tecnológica hoje em dia, tem que ter muita cabeça, e comprar um de cada um, uma máquina digital, BOA, um celular que apenas faça ligação, porque foi pra isso que ele foi inventado, e um MP3 BOM também. Acho que isso não tira a pessoa da realidade, mesmo porque há hora pra tudo =D

Ibrahim Cesar 15/1/2007 às 8:51 pm

Tudo que a Apple toca vira ouro. De onde vêm essa fascinação, é claro que se deve à maçã dourada jogada por Éris no Olimpo. Apple é uma empresa de Éris, daí seu sucesso.

Fabiana 15/1/2007 às 8:57 pm

Eu até aderi a febre do iPod, comprei um ano passado, não fiquei nem dois meses com ele. Não gostei, ainda tem o lance da bateria, que é um inferno pra trocar, ou seja além de tudo é descartável. Estragou, joga fora.
Assim, escuto música no meu celular mesmo, pelo menos se estragar, é mais barato e dá pra trocar a bateria.

Cesar 15/1/2007 às 5:59 pm

Rafael, me parece que o seu "problema" não é com a Apple, mas com a tecnologia dos portáteis em si.

Gosto da Apple. Admiro a forma de apresentar do Steve Jobs, e entre ela e a Microsoft, fico com a maça. Mas não sou fanático, não tenho um Mac nem uso os produtos da Apple. Prefiro meus linux boxes ;-)

Quanto aos DAPs da Apple (Digital Audio Players) existem outros muitos melhores que justificam a troca de um walkman. Acho os iPods até que visualmente atraentes, mas muito pouco flexíveis quanto ao software e hardware, por isso dou preferência a um DAP muito pouco conhecido no Brasil: iRiver.

Sobre o iPhone, ainda prefiro um celular que faça seu papel de celular dos anos 1990. Para te falar a verdade, não gosto de tela de lcd colorida, ainda prefiro à moda antiga. Sem falar que o software é muito mais robusto e funcional. Não testei o iPhone, mas achei o visual legal (sempre gostei disso na Apple).

Quanto ao problema social de "isolamento", bom, isso eu não tenho muito sobre o que comentar. Não sei se isso é bom ou ruim, mas embora não saiba, não apostaria que seja ruim.

Vinícius de F 15/1/2007 às 6:30 pm

Concordo com o gnomo, é melhor ter os equipamentos certos para suas funções do que um tudo em um. Eu prefiro ter tudo separado e sou feliz. Celular safado que só faz ligação, iPod para ouvir MP3, uma boa CyberShot para tirar fotos e videogames para jogar.

Aldemir Silva 15/1/2007 às 6:31 pm

Bom Rafael, meu walkman de k7 deve ter tabto pó que nem deve funcionar mais. Eu quero um iPod, mas por motivos de ordem superior (leia-se pobreza) me viro com o meu Xing Ling….

Vinícius Silva 15/1/2007 às 9:55 pm

Tem gente que só se aproxima de outras pessoas, principalmente da família, se amarrarem todos juntos a força. Que o mundo moderno afasta as pessoas é verdade, agora que é culpa de um ou outro produto é besteira.

E quanto o iPhone, é bonitão mas eu não consigo ficar delirando nele como a maioria fica. Deve ser porque eu não preciso de tudo que ele faz e sempre acho que se você tirar um desse do bolso em qualquer grande cidade brasileira te levam ele embora antes que você diga Apple.

Rafael Slonik 15/1/2007 às 7:00 pm

Amanhã entra um post para reavivar a discussão com a K7.

Cesar, você não é um fanático. Você pondera sobre o que é o iPhone e tal. Como eu disse acima: o que me incomoda é o fanatismo.

Convergência não está sendo massa. Acredito que os caras já estão com tecnologias a mil avançadas. Mas vão liberar aos poucos para fazer mais dinheiro.

Eles nunca pensam na objetividade, se estão falando tanto de convergência é porque "aí tem". Pode ter certeza disso.

gnomo 15/1/2007 às 10:29 pm

Bom, eu sou um garoto pobre que mora em campinas – sp, e sempre quis ter um iPod, mas é porque eu gosto muito mesmo de música, meu HD tem 80 gigas e posso te garantir que 70 é de música, facilitaria a minha vida.

Mas a grande sacanagem de hoje em dia, é um aparelho que faça de tudo, e tudo meia boca. Você compra um celular que toca música, faz ligação, tem câmera, e num sei o que mais, e todas essas funcionalidades são ruins, a resolução da máquina é horrível, o som é quase mono, ou então cabem 10 músicas…

Acho que se for pra ter uma coisa tecnológica hoje em dia, tem que ter muita cabeça, e comprar um de cada um, uma máquina digital, BOA, um celular que apenas faça ligação, porque foi pra isso que ele foi inventado, e um MP3 BOM também. Acho que isso não tira a pessoa da realidade, mesmo porque há hora pra tudo =D

Cesar 15/1/2007 às 10:59 pm

Rafael, me parece que o seu “problema” não é com a Apple, mas com a tecnologia dos portáteis em si.

Gosto da Apple. Admiro a forma de apresentar do Steve Jobs, e entre ela e a Microsoft, fico com a maça. Mas não sou fanático, não tenho um Mac nem uso os produtos da Apple. Prefiro meus linux boxes ;-)

Quanto aos DAPs da Apple (Digital Audio Players) existem outros muitos melhores que justificam a troca de um walkman. Acho os iPods até que visualmente atraentes, mas muito pouco flexíveis quanto ao software e hardware, por isso dou preferência a um DAP muito pouco conhecido no Brasil: iRiver.

Sobre o iPhone, ainda prefiro um celular que faça seu papel de celular dos anos 1990. Para te falar a verdade, não gosto de tela de lcd colorida, ainda prefiro à moda antiga. Sem falar que o software é muito mais robusto e funcional. Não testei o iPhone, mas achei o visual legal (sempre gostei disso na Apple).

Quanto ao problema social de “isolamento”, bom, isso eu não tenho muito sobre o que comentar. Não sei se isso é bom ou ruim, mas embora não saiba, não apostaria que seja ruim.

Norberto Kawakami 15/1/2007 às 11:18 pm

Convergência de tecnologias significa, na maioria das vezes que quando uma delas ficar obsoleta, você terá que trocar todas as outras a reboque…
Ou então, você fica com um celular que não fala, um tocador de MP3 que não toca, uma tela minúscula que não passa filme direito, que mais você quer convergir?

Norberto Kawakami 15/1/2007 às 9:18 pm

Convergência de tecnologias significa, na maioria das vezes que quando uma delas ficar obsoleta, você terá que trocar todas as outras a reboque…
Ou então, você fica com um celular que não fala, um tocador de MP3 que não toca, uma tela minúscula que não passa filme direito, que mais você quer convergir?

Vinícius de Figueiredo 15/1/2007 às 11:30 pm

Concordo com o gnomo, é melhor ter os equipamentos certos para suas funções do que um tudo em um. Eu prefiro ter tudo separado e sou feliz. Celular safado que só faz ligação, iPod para ouvir MP3, uma boa CyberShot para tirar fotos e videogames para jogar.

Aldemir Silva 15/1/2007 às 11:31 pm

Bom Rafael, meu walkman de k7 deve ter tabto pó que nem deve funcionar mais. Eu quero um iPod, mas por motivos de ordem superior (leia-se pobreza) me viro com o meu Xing Ling….

Tiago Madeira 15/1/2007 às 8:47 pm

Bom… Eu prefiro um iPhone… pra falar com a companhia humana quando ela está longe, e ainda ter fotos dela. ;-) hueahuehauea

Concordo que a tecnologia às vezes nos afasta, e eu não usaria metade dos recursos do iPhone. Não é algo que eu tenho tanta vontade de ter não, prefiro um bom laptop com wireless. Mas o iPhone é lindo! hehehe

Rafael Slonik 16/1/2007 às 12:00 am

Amanhã entra um post para reavivar a discussão com a K7.

Cesar, você não é um fanático. Você pondera sobre o que é o iPhone e tal. Como eu disse acima: o que me incomoda é o fanatismo.

Convergência não está sendo massa. Acredito que os caras já estão com tecnologias a mil avançadas. Mas vão liberar aos poucos para fazer mais dinheiro.

Eles nunca pensam na objetividade, se estão falando tanto de convergência é porque “aí tem”. Pode ter certeza disso.

Daniel F. Pigatto 15/1/2007 às 9:48 pm

Isso é coisa de momento. O sucesso logo passa e cai no esquecimento. Vai ser mais um produto lá jogado num canto do quarto, riscado, juntando pó e não terá mais novidades alguma para ninguém.

Mas que os lançamento da Apple criam uam certa expectativa, isso não dá pra negar.

Ah, eu não usaria um rádio portátil para ouvir k7. E nem um disc man. Utilizaria um MP3 player, que é mais atual, já tem um preço acessível (pros pobres como eu) e serve como pen drive. =D

Tiago Madeira 16/1/2007 às 1:47 am

Bom… Eu prefiro um iPhone… pra falar com a companhia humana quando ela está longe, e ainda ter fotos dela. ;-) hueahuehauea

Concordo que a tecnologia às vezes nos afasta, e eu não usaria metade dos recursos do iPhone. Não é algo que eu tenho tanta vontade de ter não, prefiro um bom laptop com wireless. Mas o iPhone é lindo! hehehe

Daniel F. Pigatto 16/1/2007 às 2:48 am

Isso é coisa de momento. O sucesso logo passa e cai no esquecimento. Vai ser mais um produto lá jogado num canto do quarto, riscado, juntando pó e não terá mais novidades alguma para ninguém.

Mas que os lançamento da Apple criam uam certa expectativa, isso não dá pra negar.

Ah, eu não usaria um rádio portátil para ouvir k7. E nem um disc man. Utilizaria um MP3 player, que é mais atual, já tem um preço acessível (pros pobres como eu) e serve como pen drive. =D

Paulo Diniz 16/1/2007 às 12:40 am

Mas como assim?? Quer dizer então que se a garota é consumista porque estava interessada no ipod e não no carro? Não estou entendendo seu raciocínio.

Paulo Diniz 16/1/2007 às 5:40 am

Mas como assim?? Quer dizer então que se a garota é consumista porque estava interessada no ipod e não no carro? Não estou entendendo seu raciocínio.

Rafa 16/1/2007 às 4:46 am

O kid tem um histórico loooongo de odiação irrestrita a coisas que não lhe agradam, heeheh. =D

Rafa 16/1/2007 às 9:46 am

O kid tem um histórico loooongo de odiação irrestrita a coisas que não lhe agradam, heeheh. =D

Rafael Slonik 16/1/2007 às 10:06 am

Paulo, a guria seria obrigada a andar todo dia no carro. Pelo menos olhar, meio que de longe.

Mas não, tava no canto como se fosse o gollum, não tirava o olho da porcariazinha branca.

Rafael Slonik 16/1/2007 às 3:06 pm

Paulo, a guria seria obrigada a andar todo dia no carro. Pelo menos olhar, meio que de longe.

Mas não, tava no canto como se fosse o gollum, não tirava o olho da porcariazinha branca.