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Estamos de olho

A Catho foi intimada pelo Ministério Público por exibir vagas que não existem, ou vagas já preenchidas, em seu site. Com uma desculpa meio estranha a Catho safou-se – “porém uma investigação apontou que um erro de script no banco de dados da Catho”.

via Véio, que viu na Info Abril.

E no G1 a notícia que dois adolescentes, um de 13 e outro de 16 foram para a delegacia porque postaram fotos do acidente da TAM.

Nos dois casos, a Catho e os garotos estavam errados, mas essa vigilância de informação me preocupa. No mesmo dia duas notícias assim significa que eles estão em cima do que VOCÊ escreve e publica na Web, estão vigiando seu direito de expressão.

Começa assim, ajudando. Depois as justificativas tornam-se confusas. E mais tarde nem de justificativas eles precisam.

Liberdade e Lei na era da informação: comofas/

foto: PhoebeJ.

Postado em 7/11/2008 por rslonik

14 Comentários to “Estamos de olho”

Wlademyr 8/11/2008 às 4:38 pm

Acho que a web é uma extensão da sociedade, nem mais nem menos. Se esse tipo de controle é exercido em publicações impressas é correto acontecer também na web.

Temos que ficar de olho e se acontecer algum abuso agente grita.

Wlademyr 8/11/2008 às 1:38 pm

Acho que a web é uma extensão da sociedade, nem mais nem menos. Se esse tipo de controle é exercido em publicações impressas é correto acontecer também na web.

Temos que ficar de olho e se acontecer algum abuso agente grita.

Nash 8/11/2008 às 9:56 pm

Apesar de perninente, achei bastante precipitado o seu comentário. O Ministério Público tem por função primordial fiscalizar e zelar pela paz pública.

Seria impossível exercer uma boa fiscalização sem o que você chamou de “vigilância da informação”. Não acho que seja preocupante, mas sim bastante saudável que tenhamos pelo menos uma parcela do setor público de olho no que acontece na web. Claro que temos problemas estruturais muito mais sérios do que 2 moleques que não respeitam a dor alheia, ou uma famigerada empresa que ganha dinheiro iludindo internautas, mas nem por isso devemos tapar o Sol com a peneira.

A internet é um ambiente que se torna uma extensão da sociedade, como bem pontuou o colega que comentou acima. Esse ambiente, por sua vez favorece (e muito) o anonimato e a consequente impunidade. E cabe aqui lembrar que a famosa liberdade de expressão é vedada ao anonimato, como está na Constituição Federal.

Posto isso, penso que não há problema algum com “vigiar seu direito de expressão”, muito pelo contrário. Esse é um sinal de que o Estado ainda não está totalmente podre, como parece, e que se preocupa com este espaço.

Abraço e parabens pela qualidade das suas reflexões.

Nash 8/11/2008 às 6:56 pm

Apesar de perninente, achei bastante precipitado o seu comentário. O Ministério Público tem por função primordial fiscalizar e zelar pela paz pública.

Seria impossível exercer uma boa fiscalização sem o que você chamou de “vigilância da informação”. Não acho que seja preocupante, mas sim bastante saudável que tenhamos pelo menos uma parcela do setor público de olho no que acontece na web. Claro que temos problemas estruturais muito mais sérios do que 2 moleques que não respeitam a dor alheia, ou uma famigerada empresa que ganha dinheiro iludindo internautas, mas nem por isso devemos tapar o Sol com a peneira.

A internet é um ambiente que se torna uma extensão da sociedade, como bem pontuou o colega que comentou acima. Esse ambiente, por sua vez favorece (e muito) o anonimato e a consequente impunidade. E cabe aqui lembrar que a famosa liberdade de expressão é vedada ao anonimato, como está na Constituição Federal.

Posto isso, penso que não há problema algum com “vigiar seu direito de expressão”, muito pelo contrário. Esse é um sinal de que o Estado ainda não está totalmente podre, como parece, e que se preocupa com este espaço.

Abraço e parabens pela qualidade das suas reflexões.

SLK R 9/11/2008 às 11:11 am

Pensei muito a respeito, porém sem chegar a conclusão alguma.

Quando digo, por exemplo, que o Google é um perigo potencial à liberdade, não é porque eles tem acesso a tanta informação jamais imaginada, mas porque a ferramenta deles pode estar em um estágio de desenvolvimento perigoso. Enquanto empresa o máximo que eles fariam é lobby para lucrar mais, mas e se um governo toma conta daquela tecnologia?

Alguém já disse, creio que Asimov, que a tecnologia evolui muito mais depressa que o juízo da humanidade. E isso pode ser muito perigoso.

Ou seja, fiscalizar é bom, mas criar mecanismos de controle pode ser uma forma de estancar o desenvolvimento cultural de um povo. Espero que fiquem a punir os maus, mas sem intimidar os que criar outras coisas.

SLK R 9/11/2008 às 8:11 am

Pensei muito a respeito, porém sem chegar a conclusão alguma.

Quando digo, por exemplo, que o Google é um perigo potencial à liberdade, não é porque eles tem acesso a tanta informação jamais imaginada, mas porque a ferramenta deles pode estar em um estágio de desenvolvimento perigoso. Enquanto empresa o máximo que eles fariam é lobby para lucrar mais, mas e se um governo toma conta daquela tecnologia?

Alguém já disse, creio que Asimov, que a tecnologia evolui muito mais depressa que o juízo da humanidade. E isso pode ser muito perigoso.

Ou seja, fiscalizar é bom, mas criar mecanismos de controle pode ser uma forma de estancar o desenvolvimento cultural de um povo. Espero que fiquem a punir os maus, mas sem intimidar os que criar outras coisas.

Guilherme Nagüeva 10/11/2008 às 9:26 pm

Eu não sei até que ponto concordo com essa vigilância. Se o ser humano soubesse como usar esse poder a coisa ficaria interessante, mas infelizmente não é assim. O “juízo da humanidade” vai querer controlar opniões, mas você nunca vai ver esse juízo punindo pornografia infantil por exemplo.

A la Cicarelli, vamos todos bloquear o YouTube por causa de um vídeo produzido por terceiros e divulgado por “quartos”.

Dê a eles esse poder e a liberdade de expressão será controlada, é mais ou menos por aí.

Guilherme Nagüeva 10/11/2008 às 6:26 pm

Eu não sei até que ponto concordo com essa vigilância. Se o ser humano soubesse como usar esse poder a coisa ficaria interessante, mas infelizmente não é assim. O “juízo da humanidade” vai querer controlar opniões, mas você nunca vai ver esse juízo punindo pornografia infantil por exemplo.

A la Cicarelli, vamos todos bloquear o YouTube por causa de um vídeo produzido por terceiros e divulgado por “quartos”.

Dê a eles esse poder e a liberdade de expressão será controlada, é mais ou menos por aí.