Governo, Universidades e Empresas

Assisti um filme meio tosco hoje baseado em um RPG, chama-se A Era da Escuridão – Mutant Chronicles. Nele uma máquina do mal caiu na Terra no passado, os povos se uniram e conseguiram trancá-la nas profundezas. Em 2700 e lá vai tacadas o mundo é controlado por quatro corporações em guerra constante, numa das batalhas a tal máquina malígna é reativada e os mutantes assassinos são liberados. Uma galera se junta, e depois de 90% deles morrerem, conseguem se livrar da tal máquina.
O ar bizarro do filme não evita que algumas questões sejam postas à pensamento. Uma em especial me chamou a atenção. Antigamente o governo eram os reis e o clero. Até que o primeiro comerciante macho ficou puto e mandou a população meter fogo na cadeia, conseguiram diminuir o poder do rei. Foi em 1789, Bastilha na França.
Agora o que vivemos é uma ância que vem de décadas pelo liberalismo, no qual o Governo torna-se mínimo regulamentador das ações civis e comerciais. Os governantes que abrem as pernas para lobistas são patéticos, acham que estão ganhando, quando na verdade o governo está sendo desfacelado. O poder dos governantes se esvai sob uma dominação do capital. Em poucas décadas é bem possível que empresas tomem conta de mais setores essencialmente públicos. Já imaginou a privatização da Justiça?
Nas Universidades existe um grito forte de união com a iniciativa privada, o que foi um dia bem público, Conhecimento, hoje está sendo transformado em indicadores na tela de Diretores de Corporações. Numa visão micro, essas pessoas que gritam a favor do namoro das Universidades com as Empresas estão corretas. Se existe algo que impulsiona um País a ser forte neste mundo Capitalista, é o dinheiro e domínio tecnológico. Porém esquecem que a mais lembrada das épocas é da Grécia, que produziu as bases para quase tudo que se sabe no mundo moderno. E na Grécia não existia uma pressão de interesses econômicos sobre a descoberta de novos conhecimentos.
Deixa eu acabar esse texto por aqui antes que coloque mais afirmações sem embasamento teórico, afinal eu não posso pensar sem que alguém já tenha feito isso antes, escrito e sido aceito.
