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IPI, cidadania e o país

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As bicicletas pagam IPI. Os carros não

Os carros, gigantes de uma tonelada rodando a custo de muita gasolina e agora álcool, tem o privilégio de não pagar um imposto, para que seu preço caia.

As bicicletas que consomem energia humana, ajudam pessoas a tornarem-se mais saudáveis, tem que continuar pagando IPI.

Se o povo entendesse isso, haveria revolta.

Mas o povo não é educado, o povo é burro.

Pôcacete, não me conformo com esse abuso. Carro sem IPI, bicicleta com IPI.

A realidade veio na cabeça num post do Apocalipse Motorizado.

A dificuldade em reclamar, um desestímulo para a cidadania

A complexidade do governo está fora do controle da sociedade. Gostaria de enviar para alguém importante um e-mail reclamando deste fato do IPI. Mas para quem? Quem responde por isso? Sou um cidadão brasileiro médio, quase ensino superior completo, pago meus impostos e não sei qual pedaço do governo responde sobre o Imposto sobre Produto Industrializado.

Se eu não sei, imagine o resto do povão que está interessado em saber como o Max que ganhou o BBB vai gastar o dinheiro.

Aí lembro que existia um DIRETOR de garagem em algum orgão público. E que a lista dos funcionários do legislativo paranaense não era pública até uma semana atrás (ainda cercada por fatos extremamente nebulosos).

Cristovão Buarque: “fechar o Congresso Nacional”

O senador que foi candidato à presidência com as propostas fortemente orientadas para a educação, defendeu a realização de um plebscito nacional para perguntar à população do nosso país se a forma de representação atual é ou não o que nós queremos.

Cristovão Buarque nessa proposição traz para a luz uma coisa que a maior parte dos brasileiros não se dá conta: este é o nosso país, e somos nós que fazemos ele.

Desânimo em viver aqui

“Vou ver se acho alguém para reclamar sobre o IPI”

Fui ao site do Governo Federal: http://brasil.gov.br/ …. não acessa. Sem colocar o WWW, o site não entra. A dificuldade já começa aí, é um pequeno detalhe mas que mostra a falta de interesse dos responsáveis em fazer o site ser universalmente acessível. Em fazer o Governo ser acessível.

Daí para a frente é um stress gigante. A disciplina que frequento nesse semestre chama-se Ergonomia da Informação e trata justamente do stress psicológico causado por excesso de informação, por exemplo. Ergonomia não é somente LER (Lesão por esforço repetitivo), vai além e revela que um site mal formulado pode causar problemas no usuário. Algo equivalente a entrar em um prédio público que está fedendo, ou com ar condicionado exagerado. Ou exageradamente quente, e por aí vai.

Até para reservar seus direitos nosso governo falha miseravelmente

Entristecido por saber que nosso país poderia ser bem melhor. E pelo site não entrar em o www, olhei para o rodapé do site do Brasil buscando pelo contato com o “webmaster”. Não encontrei o que desejava, mas fui surpreendido pela declaração de copyright do Site do Governo.

© 2005-2007 Governo Federal – Todos os direitos reservados.

Nem nisso o Governo funciona. Estamos no ano de 2009 e a data do COPYRIGHT (mais um problema aqui) está limitada a 2007. Claramente por falta de atualização.

E copyright, todos os direitos reservados. Reservados para quem? Quem é o dono do site? O Governo? Quem manda no Governo? O Presidente? Quem paga o salário do Presidente?

Por que uma licensa restritiva se todas as informações alí presentes são de propriedade de todos os brasileiros?

Por ocasião do Copyright, lembrei da Agência Brasil

Nem tudo é merda no esgoto. Quem sabe um dia o rio seja limpo e poderemos deixar as crianças banharem-se nele. Se o Site do Brasil consegue ter erros até no rodapé e na licensa, não entendo como um outro orgão público faz a lição de casa corretamente. É como o pai que faz coisas ruins, mas o filho não segue o exemplo.

A linha de licenseamento de conteúdo do site da Agência Brasil está assim:

O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

E logo abaixo temos dois links com canais de contato com os responsáveis pelo site. Minha opinião é que o site da Agência Brasil deve ser colocado como exemplo para o resto dos órgãos públicos. Mesmo tendo Portugal e Argentina no seu rodapé. hehehe.


Portugal  Argentina

Precisa-se de fiscal de cidadania

Os problemas são dezenas de milhares. Contudo temos um número mais do que suficiente de fiscais: 180 milhões. Basta que cada um faça uma parte do serviço. Basta que cada um seja brasileiro e ajude a formar um país justo e que respeite a sua própria Constituição.

Nosso desejo deve valer, somos o país. Vamos decidir por incentivos para transportes alternativos, como um corte de IPI para as bicicletas. Vamos pensar a respeito da representação buscando criar mecanismos efetivos, que não permitam que uma simples garagem seja cabide de empregos, um escoadouro do dinheiro público. E se nosso poder não for respeitado pelos representantes atuais, vamos fazer o que o senador Burque propõe, vamos repensar a democracia.

Caso contrário, a história do Brasil continuará sendo montada em hipocrisia, com dono, e com copyright.

Postado em por rslonik

18 Comentários to “IPI, cidadania e o país”

anselmo 12/4/2009 às 4:45 pm

Sempre achei que as bicicletas poderiam ser bem mais baratas mesmo – tenis também.

E não é só vc que não consegue comunicar-se com a União.

O (citado) Cristovam Buarque também não:

(…)
Você recebeu alguma resposta para essa carta?

Nada.

Ela já foi encaminhada há mais de um mês, né?

Faz mais ou menos um mês. Você viu o que a provocou. Saiu uma foto do presidente no jornal com as crianças. Aí eu fiz seguinte: eu fui lá na cidade, Caruaru, e identifiquei cada uma das crianças. Daí eu procurei uma por uma; fui na casa delas, fui na escola, comi o lanche, conversei com os professores. E fiz essa carta. Aliás se a Folha quiser procurar esse documento como uma reportagem, eu terei o maior prazer…eu terei o maior prazer em publicar.

Então continuamos indo para trás.

(entrevista do Cristovam Buarque à Folha: http://www1.folha.uol.com.br/folha/treinamento/educacao/te2406200509.shtml

anselmo 12/4/2009 às 1:45 pm

Sempre achei que as bicicletas poderiam ser bem mais baratas mesmo – tenis também.

E não é só vc que não consegue comunicar-se com a União.

O (citado) Cristovam Buarque também não:

(…)
Você recebeu alguma resposta para essa carta?

Nada.

Ela já foi encaminhada há mais de um mês, né?

Faz mais ou menos um mês. Você viu o que a provocou. Saiu uma foto do presidente no jornal com as crianças. Aí eu fiz seguinte: eu fui lá na cidade, Caruaru, e identifiquei cada uma das crianças. Daí eu procurei uma por uma; fui na casa delas, fui na escola, comi o lanche, conversei com os professores. E fiz essa carta. Aliás se a Folha quiser procurar esse documento como uma reportagem, eu terei o maior prazer…eu terei o maior prazer em publicar.

Então continuamos indo para trás.

(entrevista do Cristovam Buarque à Folha: http://www1.folha.uol.com.br/folha/treinamento/educacao/te2406200509.shtml

tigerii 12/4/2009 às 5:28 pm

Quantos empregos a industria automobilística gera direta e indiretamente?

Agora vamos as bicicleta.

pronto, aí está tua resposta, economia > meio ambiente, isso até nos EUA, Finlândia e agregados.

tigerii 12/4/2009 às 2:28 pm

Quantos empregos a industria automobilística gera direta e indiretamente?

Agora vamos as bicicleta.

pronto, aí está tua resposta, economia > meio ambiente, isso até nos EUA, Finlândia e agregados.

tigerii 12/4/2009 às 5:31 pm

*Agora vamos as bicicletas

(a massa quer e exige botão edit comment no wordpress aqui no novo-mundo.Você vai responder que não, afinal pedir é fácil, fazer é dificil, imagina isso num governo )

:D

tigerii 12/4/2009 às 2:31 pm

*Agora vamos as bicicletas

(a massa quer e exige botão edit comment no wordpress aqui no novo-mundo.Você vai responder que não, afinal pedir é fácil, fazer é dificil, imagina isso num governo )

:D

Felix 12/4/2009 às 7:47 pm

Paga caro nas bicicletas quem quer, pois se você comprar as peças separadas e montar/mandar montar não há IPI.

Felix 12/4/2009 às 4:47 pm

Paga caro nas bicicletas quem quer, pois se você comprar as peças separadas e montar/mandar montar não há IPI.

felipe 13/4/2009 às 12:38 am

A desinformação que gira em torno das políticas públicas é gigantesca. como vc bem disse, se nós que TENTAMOS zelar pela decência encontramos dificuldades, imagine esse povo que assiste o Faustão…
Exemplificando também os fatos, ano passado enviei ao TSF um email sobre as cotas públicas nas universidades. Tempão depois recebi um email do ministro, ou pelo menos alguém que falava em nome dele. A inteligencia deles é tanta, que nem sequer me responderam o que perguntei, dizendo coisas sem sentido sobre as cotas e ainda fazendo parecer que eu as apoiava; ou seja, nem sequer interpretar um texto nossos órgaos públicos conseguem, e falo isso na experiencia de quem tem parentes no serviço público.

felipe 12/4/2009 às 9:38 pm

A desinformação que gira em torno das políticas públicas é gigantesca. como vc bem disse, se nós que TENTAMOS zelar pela decência encontramos dificuldades, imagine esse povo que assiste o Faustão…
Exemplificando também os fatos, ano passado enviei ao TSF um email sobre as cotas públicas nas universidades. Tempão depois recebi um email do ministro, ou pelo menos alguém que falava em nome dele. A inteligencia deles é tanta, que nem sequer me responderam o que perguntei, dizendo coisas sem sentido sobre as cotas e ainda fazendo parecer que eu as apoiava; ou seja, nem sequer interpretar um texto nossos órgaos públicos conseguem, e falo isso na experiencia de quem tem parentes no serviço público.

Léo 19/4/2009 às 2:53 pm

Mandou bem, bom post…

Mas, se esse referendo do Cristõvão Buarque passar – e eu duvido que passe – eu acho que votaria a favor do atual sistema de representatividade. Nós, como povo, somos numéricamente bem representados, mas – como você disse -, o povo é Burro! Não sabe votar.

Léo 19/4/2009 às 11:53 am

Mandou bem, bom post…

Mas, se esse referendo do Cristõvão Buarque passar – e eu duvido que passe – eu acho que votaria a favor do atual sistema de representatividade. Nós, como povo, somos numéricamente bem representados, mas – como você disse -, o povo é Burro! Não sabe votar.

Léo Silveira 20/4/2009 às 4:00 am

Gostei muito de seu texto e concordo em gênero, número e grau com suas colocações, realmente enquanto o povo ficar ligado na Globo e em Outros canais que só falam de famosos e fofocas, isso não irá mudar.

Entretanto sou a favor da criação de um partido voluntário, onde com a força todos teríamos mais chances de mudar realmente as cosia por aqui. Já que existe o “Amigo da Escola” porque não criar o amigo do Brasil com voluntários em todos os setores.

Fico triste quando vejo o maracanã lotado, pessoas obcecadas por um time. Gritam, xingam, brigam e até matam por um time. Pagam preços abusivos pelos ingressos, compram suvenir, camisas e todo tipo de parafernalha. Alguns choram na derrota, outros riem na vitória, mas tudo isso apenas por um time de jogadores muito bem pagos e sócios podres de ricos.

Porque não temos essa mesma garra e união para brigarmos pelos nossos direitos, nossa moradia, saúde, educação, segurança e respeito por nossa gente?…Um time???, uma “gelada” ou uma “piranha” qualquer tem mais valor do que nossa dignidade???…

Pelo que vejo sim, e o mais triste e saber que não irá mudar, não nos próximos 500 anos.

A não ser que seja criado um partido voluntário Brasileiro (PVB),e que chegue em todas as esferas do poder, até mesmo nas forças armadas, para trazer de volta o Brasil para os Brasileiros.

Precisamos de pessoas que se sujeitem a ganhar no máximo uma ajuda de custo e não esses salários, que mais parece de Reis e rainhas do que de servidores “públicos”.

Isso nos chamar de burros e nós apenas baixarmos as orelhas, concordamos e assim continuamos vendo o que passa de bom, gostodo e lindo na novela, esquecemos que também somos responsáveis por essa “merda” de politicagem que está por aí.

Está na hora de acordar realmente para a realidade da vida do nosso posso, chega de hipocrisia, novela, bbb, consumismo, miguchos, carro zero, celular de ponto.

Ou querem esperar mais 500 anos???

Léo Silveira 20/4/2009 às 1:00 am

Gostei muito de seu texto e concordo em gênero, número e grau com suas colocações, realmente enquanto o povo ficar ligado na Globo e em Outros canais que só falam de famosos e fofocas, isso não irá mudar.

Entretanto sou a favor da criação de um partido voluntário, onde com a força todos teríamos mais chances de mudar realmente as cosia por aqui. Já que existe o “Amigo da Escola” porque não criar o amigo do Brasil com voluntários em todos os setores.

Fico triste quando vejo o maracanã lotado, pessoas obcecadas por um time. Gritam, xingam, brigam e até matam por um time. Pagam preços abusivos pelos ingressos, compram suvenir, camisas e todo tipo de parafernalha. Alguns choram na derrota, outros riem na vitória, mas tudo isso apenas por um time de jogadores muito bem pagos e sócios podres de ricos.

Porque não temos essa mesma garra e união para brigarmos pelos nossos direitos, nossa moradia, saúde, educação, segurança e respeito por nossa gente?…Um time???, uma “gelada” ou uma “piranha” qualquer tem mais valor do que nossa dignidade???…

Pelo que vejo sim, e o mais triste e saber que não irá mudar, não nos próximos 500 anos.

A não ser que seja criado um partido voluntário Brasileiro (PVB),e que chegue em todas as esferas do poder, até mesmo nas forças armadas, para trazer de volta o Brasil para os Brasileiros.

Precisamos de pessoas que se sujeitem a ganhar no máximo uma ajuda de custo e não esses salários, que mais parece de Reis e rainhas do que de servidores “públicos”.

Isso nos chamar de burros e nós apenas baixarmos as orelhas, concordamos e assim continuamos vendo o que passa de bom, gostodo e lindo na novela, esquecemos que também somos responsáveis por essa “merda” de politicagem que está por aí.

Está na hora de acordar realmente para a realidade da vida do nosso posso, chega de hipocrisia, novela, bbb, consumismo, miguchos, carro zero, celular de ponto.

Ou querem esperar mais 500 anos???

Sidnei 20/4/2009 às 11:11 pm

Sim, o governo inevitavelmente é a origem de grande parte dos problemas. E impostos (roubo praticado pelo governo) só servem para dar boa vida àqueles que estão no poder.

Sidnei 20/4/2009 às 8:11 pm

Sim, o governo inevitavelmente é a origem de grande parte dos problemas. E impostos (roubo praticado pelo governo) só servem para dar boa vida àqueles que estão no poder.