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Passe Livre é

Estudantes querem andar no minhocão de graça!!!

Manifestantes em Curitiba bloquearam várias linha de ônibus para protestar e pedir o Passe Livre. Interessante coincidência que as manifestações voltem a acontecer com mais frequência perto do período eleitoral.

Pois bem, a reivindicação do Passe Livre só vem provar que a qualidade de ensino no Brasil é péssima. Acredito que os estudantes não compreendem algo chamado CUSTO. Um ônibus usa combustível, tem manutenção, não sai de graça para as empresas e a prefeitura.

O que os estudantes querem é simples: milhares deles andando gratuitamente, e com isso uma tarifa mais alta para o trabalhador. Que massa hein.

Coitado daqueles que vão da região metropolitana para o centro todos os dias para trabalhar de pedreiro. Coitado daquelas donas de casa que precisam ir até o centro.

Ou será que os estudantes acreditam naquela coisinha que algum barbudo os ensinou na sala da aula? Tal de socialismo. Jovens tendem a traduzir isso como “tudo de graça”.

Lamentável.

Postado em 11/4/2008 por rslonik

73 Comentários to “Passe Livre é”

Adriano 11/4/2008 às 12:10 pm

Isso é coisa dos “maria-vai-com-as-outras”… bem típico dos adolescentes brasileiros q acham bonito usar camiseta do Che e nem sabem quem ele foi realmente. Se soubessem o que é socialismo jogariam a camiseta no lixo. Adolescentes burros, país sem futuro.

Adriano 11/4/2008 às 9:10 am

Isso é coisa dos “maria-vai-com-as-outras”… bem típico dos adolescentes brasileiros q acham bonito usar camiseta do Che e nem sabem quem ele foi realmente. Se soubessem o que é socialismo jogariam a camiseta no lixo. Adolescentes burros, país sem futuro.

Evandro Cesar 11/4/2008 às 12:30 pm

Muito bem observado. As pessoas podem até saber o que é custo, mas na verdade ninguém se importa muito não é? Me diz uma coisa, qual será o valor mensal do passe para um estudante, fiquei curioso…

Evandro Cesar 11/4/2008 às 9:30 am

Muito bem observado. As pessoas podem até saber o que é custo, mas na verdade ninguém se importa muito não é? Me diz uma coisa, qual será o valor mensal do passe para um estudante, fiquei curioso…

Alexandre 11/4/2008 às 12:56 pm

Não é tão simples assim: “os estudantes querem simplesmente andar de graça nos ônibus”. A constituição deveria garantir o direito de ensino ao cidadão, mas existem pessoas que moram longe da instituição de ensino e que não podem pagar a condução. Como a constituição pode garantir o direito dela ao ensino? Claro, há reivindicações muito mais importantes (na minha opinião), já que a constituição também deveria garantir saúde, segurança, etc. Mas é utopia pensar que o Estado vai garantir tudo isso…

Alexandre 11/4/2008 às 12:56 pm

Não é tão simples assim: “os estudantes querem simplesmente andar de graça nos ônibus”. A constituição deveria garantir o direito de ensino ao cidadão, mas existem pessoas que moram longe da instituição de ensino e que não podem pagar a condução. Como a constituição pode garantir o direito dela ao ensino? Claro, há reivindicações muito mais importantes (na minha opinião), já que a constituição também deveria garantir saúde, segurança, etc. Mas é utopia pensar que o Estado vai garantir tudo isso…

Alexandre 11/4/2008 às 9:56 am

Não é tão simples assim: “os estudantes querem simplesmente andar de graça nos ônibus”. A constituição deveria garantir o direito de ensino ao cidadão, mas existem pessoas que moram longe da instituição de ensino e que não podem pagar a condução. Como a constituição pode garantir o direito dela ao ensino? Claro, há reivindicações muito mais importantes (na minha opinião), já que a constituição também deveria garantir saúde, segurança, etc. Mas é utopia pensar que o Estado vai garantir tudo isso…

Henrique Artur Wint 11/4/2008 às 2:16 pm

Individualismo coletivo é algo interessante, todos com interesses iguais e único, defendendo a sua ‘manada’ de burrice. O problema em ser tão individualista é não pensar nas outras conseqüências.
Querem ônibus de graça, ok. Só que os postos de saúde fecharam mais cedo, a prefeitura também, o IPTU sobre e a taxa sobre a energia elétrica das vias públicas.. resolver é simples, o problema é que surge o individualismo coletivo de não querer esses cortes para quem não recebe passagem gratuita.
O estado tem obrigação de pagar passagem para alunos que mora a mais de 2km das escolas.

Henrique Artur Wint 11/4/2008 às 2:16 pm

Individualismo coletivo é algo interessante, todos com interesses iguais e único, defendendo a sua ‘manada’ de burrice. O problema em ser tão individualista é não pensar nas outras conseqüências.
Querem ônibus de graça, ok. Só que os postos de saúde fecharam mais cedo, a prefeitura também, o IPTU sobre e a taxa sobre a energia elétrica das vias públicas.. resolver é simples, o problema é que surge o individualismo coletivo de não querer esses cortes para quem não recebe passagem gratuita.
O estado tem obrigação de pagar passagem para alunos que mora a mais de 2km das escolas.

Henrique Artur Wint 11/4/2008 às 11:16 am

Individualismo coletivo é algo interessante, todos com interesses iguais e único, defendendo a sua ‘manada’ de burrice. O problema em ser tão individualista é não pensar nas outras conseqüências.
Querem ônibus de graça, ok. Só que os postos de saúde fecharam mais cedo, a prefeitura também, o IPTU sobre e a taxa sobre a energia elétrica das vias públicas.. resolver é simples, o problema é que surge o individualismo coletivo de não querer esses cortes para quem não recebe passagem gratuita.
O estado tem obrigação de pagar passagem para alunos que mora a mais de 2km das escolas.

DEF-STK 11/4/2008 às 3:15 pm

Pq ao invés de manifestar, os estudantes não se juntam compram um onibus e fazem o transporte gratuitamente entre eles ? Pq aí complica né, tem que pagar o onibus, a gasolina, o motorista, a manutenção e etc… Pode ser oferecida outra opção também, eles utilizam o transporte gratuitamente e após se formarem eles trabalham de graça, “opa trabalhar de graça não” se não quer trabalhar de graça, não queira que os outros trabalhem de graça pra você

DEF-STK 11/4/2008 às 3:15 pm

Pq ao invés de manifestar, os estudantes não se juntam compram um onibus e fazem o transporte gratuitamente entre eles ? Pq aí complica né, tem que pagar o onibus, a gasolina, o motorista, a manutenção e etc… Pode ser oferecida outra opção também, eles utilizam o transporte gratuitamente e após se formarem eles trabalham de graça, “opa trabalhar de graça não” se não quer trabalhar de graça, não queira que os outros trabalhem de graça pra você

DEF-STK 11/4/2008 às 12:15 pm

Pq ao invés de manifestar, os estudantes não se juntam compram um onibus e fazem o transporte gratuitamente entre eles ? Pq aí complica né, tem que pagar o onibus, a gasolina, o motorista, a manutenção e etc… Pode ser oferecida outra opção também, eles utilizam o transporte gratuitamente e após se formarem eles trabalham de graça, “opa trabalhar de graça não” se não quer trabalhar de graça, não queira que os outros trabalhem de graça pra você

DEF-STK 11/4/2008 às 3:24 pm

UPDATE: Aqui em SP tem um programa do governo estadual que é o seguinte, o governo paga a faculdade para o estudante e em troca ele trabalha nos finais de semana de graça para o governo nas escolas estaduais no programa amigos da escola, é raríssimo encontrar alguém que faça parte desse programa… é como diz o ditado pimenta nos olhos dos outros é refresco

DEF-STK 11/4/2008 às 3:24 pm

UPDATE: Aqui em SP tem um programa do governo estadual que é o seguinte, o governo paga a faculdade para o estudante e em troca ele trabalha nos finais de semana de graça para o governo nas escolas estaduais no programa amigos da escola, é raríssimo encontrar alguém que faça parte desse programa… é como diz o ditado pimenta nos olhos dos outros é refresco

DEF-STK 11/4/2008 às 12:24 pm

UPDATE: Aqui em SP tem um programa do governo estadual que é o seguinte, o governo paga a faculdade para o estudante e em troca ele trabalha nos finais de semana de graça para o governo nas escolas estaduais no programa amigos da escola, é raríssimo encontrar alguém que faça parte desse programa… é como diz o ditado pimenta nos olhos dos outros é refresco

Lemp - Coisas de Homem 11/4/2008 às 4:41 pm

Boaa, é foda, brasileiro quer tudo de graça.

É igual o povo do MST. Aquele povo sim me irrita. Ficam fazendo vandalismo, e quando conseguem as terras, vendem e começam tudo de novo.

Muito bom o post

Lemp

Lemp - Coisas de Homem 11/4/2008 às 4:41 pm

Boaa, é foda, brasileiro quer tudo de graça.

É igual o povo do MST. Aquele povo sim me irrita. Ficam fazendo vandalismo, e quando conseguem as terras, vendem e começam tudo de novo.

Muito bom o post

Lemp

Lemp - Coisas de Homem 11/4/2008 às 1:41 pm

Boaa, é foda, brasileiro quer tudo de graça.

É igual o povo do MST. Aquele povo sim me irrita. Ficam fazendo vandalismo, e quando conseguem as terras, vendem e começam tudo de novo.

Muito bom o post

Lemp

LucianaWeb 11/4/2008 às 6:54 pm

Olha o povo com peninha das empresas de ônibus!
Se é tão oneroso e pouco lucrativo, porque tanta gente quer ter uma frota. E por que tem tanto perueiro? Deve ser um sofrimento mesmo ter um frota de ônibus rodando e cobrando R$1,90 de cada pessoa e pagando salario mínimo ao trocador e motorista.

LucianaWeb 11/4/2008 às 6:54 pm

Olha o povo com peninha das empresas de ônibus!
Se é tão oneroso e pouco lucrativo, porque tanta gente quer ter uma frota. E por que tem tanto perueiro? Deve ser um sofrimento mesmo ter um frota de ônibus rodando e cobrando R$1,90 de cada pessoa e pagando salario mínimo ao trocador e motorista.

LucianaWeb 11/4/2008 às 3:54 pm

Olha o povo com peninha das empresas de ônibus!
Se é tão oneroso e pouco lucrativo, porque tanta gente quer ter uma frota. E por que tem tanto perueiro? Deve ser um sofrimento mesmo ter um frota de ônibus rodando e cobrando R$1,90 de cada pessoa e pagando salario mínimo ao trocador e motorista.

DEF-STK 11/4/2008 às 9:11 pm

Luciana, distribua os cosméticos de graça para os estudantes e voltaremos a conversar

DEF-STK 11/4/2008 às 9:11 pm

Luciana, distribua os cosméticos de graça para os estudantes e voltaremos a conversar

DEF-STK 11/4/2008 às 6:11 pm

Luciana, distribua os cosméticos de graça para os estudantes e voltaremos a conversar

Jr 11/4/2008 às 9:37 pm

Uma pena ler a maioria destes comentários com tao pouco fundamento e mal pensado. Se pelo menos se esforçassem para entender toda a situaçao nao sairiam falando tanta besteira desse jeito. Apoio a manifestaçao como muitas outras que devem ser feitas.

Jr 11/4/2008 às 9:37 pm

Uma pena ler a maioria destes comentários com tao pouco fundamento e mal pensado. Se pelo menos se esforçassem para entender toda a situaçao nao sairiam falando tanta besteira desse jeito. Apoio a manifestaçao como muitas outras que devem ser feitas.

Jr 11/4/2008 às 6:37 pm

Uma pena ler a maioria destes comentários com tao pouco fundamento e mal pensado. Se pelo menos se esforçassem para entender toda a situaçao nao sairiam falando tanta besteira desse jeito. Apoio a manifestaçao como muitas outras que devem ser feitas.

Sir Blue 11/4/2008 às 8:12 pm

Passe Livre?

Faça um investimento de 300 reais e compre uma bicicleta. Eu vendo a minha! A canaleta é toda sua…

gordohorta 11/4/2008 às 8:25 pm

Meu, falou tudo e mais um pouco. Só de lembrar dos milhões de trabalhadores que gastam quase a metade do próprio salário para condução, já fica validado o argumento do texto.
E, tem mais. Quem já foi estudante, sabe muito bem que a vida é muito mansa nesta fase para a grande maioria que só vive em festas, fumando maconha e bebendo cerveja.

Bia Mosca 12/4/2008 às 4:50 pm

Esse último comentário me lembrou uma patricinha, lá da Unesp, que vendo uma manifestação dos estudantes que queriam moradia disse: não é possível que essas pessoas não têm nem R$200,00 para pagar um aluguél! Não, querida, tem gente que não tem não, e quer estudar. Claro que o excesso de reinvindicações faz parte de uma fase de antítese da vida, pra depois construímos a síntese, ou patética “fase adulta”. Ponderação, gente…

Bia Mosca 12/4/2008 às 4:50 pm

Esse último comentário me lembrou uma patricinha, lá da Unesp, que vendo uma manifestação dos estudantes que queriam moradia disse: não é possível que essas pessoas não têm nem R$200,00 para pagar um aluguél! Não, querida, tem gente que não tem não, e quer estudar. Claro que o excesso de reinvindicações faz parte de uma fase de antítese da vida, pra depois construímos a síntese, ou patética “fase adulta”. Ponderação, gente…

Bia Mosca 12/4/2008 às 1:50 pm

Esse último comentário me lembrou uma patricinha, lá da Unesp, que vendo uma manifestação dos estudantes que queriam moradia disse: não é possível que essas pessoas não têm nem R$200,00 para pagar um aluguél! Não, querida, tem gente que não tem não, e quer estudar. Claro que o excesso de reinvindicações faz parte de uma fase de antítese da vida, pra depois construímos a síntese, ou patética “fase adulta”. Ponderação, gente…

Mateus 13/4/2008 às 11:48 pm

No Rio de Janeiro há passe livre para estudantes da rede pública, mas fazendo um cálculo simples, você pode ver quanto um estudante que pega um ônibus pra ir e um pra voltar gastaria em um mês de 30 dias (menos os domingos, 26 dias, então):
R$54,60
Agora, se é um estudante da rede pública, é provável que o aluno não tenha dinheiro pra pagar uma escola particular, então especula-se que ele seja de classe média-baixa ou pobre.
Levando em conta ainda que o Rio de Janeiro é grande, existem muitos alunos que usam 2 ônibus, o que resultaria em um gasto mensal de: R$109,20

Toda criança e adolescente têm direito à educação. Mas para ter educação, é necessário que ela tenha acesso à educação, sem passe livre e sem dinheiro, não é possível que a criança vá à escola.

Mateus 13/4/2008 às 11:48 pm

No Rio de Janeiro há passe livre para estudantes da rede pública, mas fazendo um cálculo simples, você pode ver quanto um estudante que pega um ônibus pra ir e um pra voltar gastaria em um mês de 30 dias (menos os domingos, 26 dias, então):
R$54,60
Agora, se é um estudante da rede pública, é provável que o aluno não tenha dinheiro pra pagar uma escola particular, então especula-se que ele seja de classe média-baixa ou pobre.
Levando em conta ainda que o Rio de Janeiro é grande, existem muitos alunos que usam 2 ônibus, o que resultaria em um gasto mensal de: R$109,20

Toda criança e adolescente têm direito à educação. Mas para ter educação, é necessário que ela tenha acesso à educação, sem passe livre e sem dinheiro, não é possível que a criança vá à escola.

Mateus 13/4/2008 às 8:48 pm

No Rio de Janeiro há passe livre para estudantes da rede pública, mas fazendo um cálculo simples, você pode ver quanto um estudante que pega um ônibus pra ir e um pra voltar gastaria em um mês de 30 dias (menos os domingos, 26 dias, então):
R$54,60
Agora, se é um estudante da rede pública, é provável que o aluno não tenha dinheiro pra pagar uma escola particular, então especula-se que ele seja de classe média-baixa ou pobre.
Levando em conta ainda que o Rio de Janeiro é grande, existem muitos alunos que usam 2 ônibus, o que resultaria em um gasto mensal de: R$109,20

Toda criança e adolescente têm direito à educação. Mas para ter educação, é necessário que ela tenha acesso à educação, sem passe livre e sem dinheiro, não é possível que a criança vá à escola.

K. 14/4/2008 às 4:08 am

Acho que nessa discussão sobram discursos de reprodução e faltam os de reflexão. Pensemos um pouco além da profundidade que dá pé até para formiga.

O estudante é (e se muitos não são, não tira os direitos daqueles que são) pessoas que se dedicam ao aprendizado, estudo, aprimoramento intelectual e moral. Se a nossa democracia ocidental não funciona fora do papel, é porque nossa população – e aqui não me limito a brasileiros – não tem o grau de instrução mínimo para que tal sistema dê certo. Isso porque para que a coisa vá para a frente, não é preciso honestidade da população: apenas inteligência e suficiente instrução. Uma reforma política, tributária, previdenciária, agrária, não vai resolver questão alguma do Brasil, enquanto a população continuar ignorante, vítima ingênua e envolta em ilusões de uma mídia sutil e persuasiva.

Agora, eu gostaria de saber: que tipo de sociedade que se propõe ao progresso, que não incentiva o estudo? O Estado cobra mais da metade do seu dinheiro em impostos. As companhias de ônibus faturam centenas de milhares de reais explorando passageiros e funcionários, e ainda se discute se é ou não para existir passe livre? Francamente, enquanto houver o pensamento de que “quem não tem 200 reais não é gente” e “comprem bicicletas” ou “trabalhem em meio período e estudem no resto do tempo”, isso aqui vai continuar sendo república de bananas. Estudante tem que estudar, aprender a não obedecer sem refletir, a não acreditar sem refletir, a não pagar só porque uma empresa (que quer tudo, menos o seu bem-estar) diz ser necessário. Necessário para quem? Abram-se os Livros-Caixa dessas empresas, retirem-se as faixas de lucro advindas dos estudante e observe-se o tamanho do lucro que sobra.

Desigualdade social, problema muito superior à pobreza, se forma quando o interesse do capital privado é colocado acima do interesse humano. O discurso de muitos aqui demonstra uma faixa social evidente. Repetem como autômatos opiniões cristalizadas em jornais, colunas como as do Jabor e do Mainardi, deslumbrados com uma retórica reacionária e conservacionista (disfarçada de oposição). Claro que a maioria dos estudantes são bêbados e maconheiros, sim. Mas isso não os impede de ler, pensar, produzir ciência e conhecimento. Coisa que até aqui, esse post não chegou sequer perto de fazer.

Lutar por melhores condições de estudo
Estudar por melhores condições de luta.

K. 14/4/2008 às 4:08 am

Acho que nessa discussão sobram discursos de reprodução e faltam os de reflexão. Pensemos um pouco além da profundidade que dá pé até para formiga.

O estudante é (e se muitos não são, não tira os direitos daqueles que são) pessoas que se dedicam ao aprendizado, estudo, aprimoramento intelectual e moral. Se a nossa democracia ocidental não funciona fora do papel, é porque nossa população – e aqui não me limito a brasileiros – não tem o grau de instrução mínimo para que tal sistema dê certo. Isso porque para que a coisa vá para a frente, não é preciso honestidade da população: apenas inteligência e suficiente instrução. Uma reforma política, tributária, previdenciária, agrária, não vai resolver questão alguma do Brasil, enquanto a população continuar ignorante, vítima ingênua e envolta em ilusões de uma mídia sutil e persuasiva.

Agora, eu gostaria de saber: que tipo de sociedade que se propõe ao progresso, que não incentiva o estudo? O Estado cobra mais da metade do seu dinheiro em impostos. As companhias de ônibus faturam centenas de milhares de reais explorando passageiros e funcionários, e ainda se discute se é ou não para existir passe livre? Francamente, enquanto houver o pensamento de que “quem não tem 200 reais não é gente” e “comprem bicicletas” ou “trabalhem em meio período e estudem no resto do tempo”, isso aqui vai continuar sendo república de bananas. Estudante tem que estudar, aprender a não obedecer sem refletir, a não acreditar sem refletir, a não pagar só porque uma empresa (que quer tudo, menos o seu bem-estar) diz ser necessário. Necessário para quem? Abram-se os Livros-Caixa dessas empresas, retirem-se as faixas de lucro advindas dos estudante e observe-se o tamanho do lucro que sobra.

Desigualdade social, problema muito superior à pobreza, se forma quando o interesse do capital privado é colocado acima do interesse humano. O discurso de muitos aqui demonstra uma faixa social evidente. Repetem como autômatos opiniões cristalizadas em jornais, colunas como as do Jabor e do Mainardi, deslumbrados com uma retórica reacionária e conservacionista (disfarçada de oposição). Claro que a maioria dos estudantes são bêbados e maconheiros, sim. Mas isso não os impede de ler, pensar, produzir ciência e conhecimento. Coisa que até aqui, esse post não chegou sequer perto de fazer.

Lutar por melhores condições de estudo
Estudar por melhores condições de luta.

K. 14/4/2008 às 1:08 am

Acho que nessa discussão sobram discursos de reprodução e faltam os de reflexão. Pensemos um pouco além da profundidade que dá pé até para formiga.

O estudante é (e se muitos não são, não tira os direitos daqueles que são) pessoas que se dedicam ao aprendizado, estudo, aprimoramento intelectual e moral. Se a nossa democracia ocidental não funciona fora do papel, é porque nossa população – e aqui não me limito a brasileiros – não tem o grau de instrução mínimo para que tal sistema dê certo. Isso porque para que a coisa vá para a frente, não é preciso honestidade da população: apenas inteligência e suficiente instrução. Uma reforma política, tributária, previdenciária, agrária, não vai resolver questão alguma do Brasil, enquanto a população continuar ignorante, vítima ingênua e envolta em ilusões de uma mídia sutil e persuasiva.

Agora, eu gostaria de saber: que tipo de sociedade que se propõe ao progresso, que não incentiva o estudo? O Estado cobra mais da metade do seu dinheiro em impostos. As companhias de ônibus faturam centenas de milhares de reais explorando passageiros e funcionários, e ainda se discute se é ou não para existir passe livre? Francamente, enquanto houver o pensamento de que “quem não tem 200 reais não é gente” e “comprem bicicletas” ou “trabalhem em meio período e estudem no resto do tempo”, isso aqui vai continuar sendo república de bananas. Estudante tem que estudar, aprender a não obedecer sem refletir, a não acreditar sem refletir, a não pagar só porque uma empresa (que quer tudo, menos o seu bem-estar) diz ser necessário. Necessário para quem? Abram-se os Livros-Caixa dessas empresas, retirem-se as faixas de lucro advindas dos estudante e observe-se o tamanho do lucro que sobra.

Desigualdade social, problema muito superior à pobreza, se forma quando o interesse do capital privado é colocado acima do interesse humano. O discurso de muitos aqui demonstra uma faixa social evidente. Repetem como autômatos opiniões cristalizadas em jornais, colunas como as do Jabor e do Mainardi, deslumbrados com uma retórica reacionária e conservacionista (disfarçada de oposição). Claro que a maioria dos estudantes são bêbados e maconheiros, sim. Mas isso não os impede de ler, pensar, produzir ciência e conhecimento. Coisa que até aqui, esse post não chegou sequer perto de fazer.

Lutar por melhores condições de estudo
Estudar por melhores condições de luta.

Rafael Slonik 2 14/4/2008 às 10:51 am

K, seu comentário não faz jus a realidade. Você tem idéia de quantos estudantes ESTUDAM?

Saída do Colégia Estadual do Paraná: milhares de alunos. Centenas ficam descubrindo sua sexualidade depois que a aula termina, outras centenas vão ao SHOPPING CENTER pagar R$8 numa meia-entrada de CINEMA. Fora as outras centenas que se dirigem para alguns bares.

É ingênuo dizer que o estudante não tem 80 reais para um mês de ônibus. Nossa Constituição dá o direito do Passe Livre, mas qual é? Isso é para estudantes sem condições (que no caso já ganham Passe com tarifa reduzida). Porque a grande maioria não se importa de encher o rabo de bebida numa balada que pagou vinte reais só para entrar.

Rafael Slonik 2 14/4/2008 às 10:51 am

K, seu comentário não faz jus a realidade. Você tem idéia de quantos estudantes ESTUDAM?

Saída do Colégia Estadual do Paraná: milhares de alunos. Centenas ficam descubrindo sua sexualidade depois que a aula termina, outras centenas vão ao SHOPPING CENTER pagar R$8 numa meia-entrada de CINEMA. Fora as outras centenas que se dirigem para alguns bares.

É ingênuo dizer que o estudante não tem 80 reais para um mês de ônibus. Nossa Constituição dá o direito do Passe Livre, mas qual é? Isso é para estudantes sem condições (que no caso já ganham Passe com tarifa reduzida). Porque a grande maioria não se importa de encher o rabo de bebida numa balada que pagou vinte reais só para entrar.

Rafael Slonik 2 14/4/2008 às 7:51 am

K, seu comentário não faz jus a realidade. Você tem idéia de quantos estudantes ESTUDAM?

Saída do Colégia Estadual do Paraná: milhares de alunos. Centenas ficam descubrindo sua sexualidade depois que a aula termina, outras centenas vão ao SHOPPING CENTER pagar R$8 numa meia-entrada de CINEMA. Fora as outras centenas que se dirigem para alguns bares.

É ingênuo dizer que o estudante não tem 80 reais para um mês de ônibus. Nossa Constituição dá o direito do Passe Livre, mas qual é? Isso é para estudantes sem condições (que no caso já ganham Passe com tarifa reduzida). Porque a grande maioria não se importa de encher o rabo de bebida numa balada que pagou vinte reais só para entrar.

K. 15/4/2008 às 7:54 am

Certo, meu caro. Falemos sobre realidade, então.

Primeiramente, eu faço, sim, boa idéia da quantidade de alunos que realmente estudam. Primeiro porque sou aluno (ainda que da

pós-graduação) e segundo porque sou professor de língua portuguesa. Entendo o motivo de sua revolta: de fato, muita gente

está lá para não estudar, às vezes até para obstruir o andamento do estudo.

Mas já que falamos em realidade, falemos MESMO dela. Porque em um cenário real, não há NADA de errado em descobrir e explorar

sua sexualidade. Aliás, uma das poucas coisas boas que a escola de hoje permite é a experiência social pluralizada, onde você

pode conviver com a igualdade e com a diferença. Bebida, cinema, motel. Tudo isso, prezado, faz parte do desenvolvimento

cultural, social e individual da pessoa. Não, ela não precisa virar bêbado, como eu não virei. Nem precisa largar tudo para

passar a vida fazendo sexo, como eu não larguei.

Só que cinema, drogas (lícitas ou não) e sexo são (ou podem ser) prazeres da vida. Nenhum obrigatório, e se você não consegue

achar graça neles, não há também nada de errado. No entanto, só existem na nossa sociedade duas instituições que o sujeito só

freqüentará por coerção social: escola e prisão.

Assim, se estamos em uma sociedade onde o indivíduo é FORÇADO pelo Sistema (aqui entenda algo maior do que o Estado, que é a

maior engrenagem do Sistema,mas não a única) a estudar, então esse mecanismo, se nos propusermos a ser moralmente coerentes,

tem que garantir a gratuidade disso.

E tem que garantir por alguns motivos. Primeiro, porque se 80 alunos querem fazer esbórnia, isso não necessariamente é um

simples “ato de rebeldia adolescente”. Claro que para nós, que nos propomos a ser adultos, é muito mais fácil definir assim a

coisa. No entanto, o desinteresse do aluno pode (e às vezes o faz) representar uma crítica, uma insatisfação geral com o

sistema e método de ensino, que às vezes por pura falta de instrução o aluno não sabe exteriorizar de outra forma. E não

sabe, não porque é “burro”, mas porque ninguém o ensinou corretamente a reclamar, a reinvindicar, a questionar com coerência.

Resta a ele anarquizar a sala de aula.

Mais do que isso, ainda que em um mundo onde isso fosse mesmo a realidade, afirmo peremptoriamente: a atitude de 99 não

justifica a punição de 1. Se UM aluno quer realmente estudar, e ainda por cima concorda em estudar por esse método e regime

educacionais PÉSSIMOS (permita-me repetir isso para frisar, o sistema educacional Brasileiro é LAMENTÁVEL de ruim) ele

deveria ter, isso sim, é incentivo. Passe livre para ir e voltar para casa, refeições gratuitas e de qualidade, livros

didáticos suficientes e professores bem formados (porque não vou entrar na discussão de “bem pagos”). Agora, já que o tópico

de hoje é Realidade, vamos dar um desconto para a merenda escolar (que não chega nas escolas por sofrer de desvio de verbas)

e nem nos livros didáticos (que não chegam por questões políticas que me embrulham o estômago só de lembrar).

Agora, defender o interesse de uma empresa que cobra quase dois reais para cada pessoa que sobe no ônibus? Meu caro, é esse

tipo de política social que amplia a desigualdade. É esse tipo de política social que faz com que hajam muitos alunos que NÃO

TÊM MESMO OITENTA REAIS PARA GASTAR NO ÔNIBUS. Porque uma coisa é gastar 80 reais comprando um livro, tomando cerveja ou indo

ao cinema. São gastos arbitrários, destinados à formação do sujeito como pessoa (e se você nunca tomou um porre e acordou

arrependido no dia seguinte, então não deve esta fazendo nem idéia do que estou falando). Nada justifica que um estudante

deixe de ir ao cinema (e o que ele vai assistir é problema dele, não nosso) porque deu os oitenta reais que tinha para uma

companhia de ônibus.

Repito: abra o livro-caixa de uma empresa dessas, remova a receita referente aos estudantes, e pasme ao ver que é

absurdamente interessante ser dono de uma empresa de transporte público (público?!).

Finalmente, tenho alunos, professores e colegas pesquisadores que freqüentam bares diariamente, que fumam maconha

diariamente, e isso não os impediu em momento algum (às vezes até ajudou) de produzir ciência e conhecimento para a

sociedade. A retórica clássica chama seu tipo de argumento por “entimema”, um silogismo, uma “suposta verdade” que dá sustentação a argumentações distantes da materialidade da vida real. “Estudante só quer saber de zonear” é bem diferente de “estudante quer zonear”. E ingênuo, caríssimo, é possuir microcomputador, website com domínio registrado, e se acreditar pertencente à maioria representativa dos estudantes brasileiros. Vá morar fora da casa dos pais em uma cidade inóspita recebendo um auxílio de 300 reais da Universidade para pagar TODAS as suas despesas (casa, comida, xerox) e, quando sobrarem 20 reais (se sobrarem) no fim do mês, você me diz se acha mais coerente enfiá-los no bolso (para não ser chulo) de uma empresa que fatura mensalmente a casa das centenas de milhares de reais, ou se vai gastá-los consigo mesmo (e se você preferir pagar o domínio desse blog com eles, ao invés de ir no cinema ou fumar maconha, eu vou te dar todo o apoio, já que o dinheiro e a decisão são suas). E antes que você me diga que estou falando de minorias, devo agora eu chamar a atenção à realidade e te dizer: Contei com calma agora e cheguei a 4 alunos e 6 colegas meus que vivem essa EXATA situação. minoria no Brasil são as faixas A, B e C da sociedade. Tem muito, mas MUITO mais pobres do que “remediados” no Brasil, prezado, e enquanto estudante tiver que pagar para chegar na escola, vai continuar assim.

O passe livre não é um privilégio, Rafael, é um direito adquirido com dificuldade

e à custa da militância de muita gente (da qual não fiz parte mas à qual sou grato). Meia-tarifa não é benefício, é incentivo

ao gasto. Estudante tem que pegar seu parco dinheirinho e gastar em livros, em diversão, em cinema e cultura (ainda que seja

cultura de massas), porque se isso contribui ao seu ver muito pouco para a educação, garanto para você que ficar dentro de um ônibus contribui menos. Quem realmente estuda sabe disso.

K. 15/4/2008 às 7:54 am

Certo, meu caro. Falemos sobre realidade, então.

Primeiramente, eu faço, sim, boa idéia da quantidade de alunos que realmente estudam. Primeiro porque sou aluno (ainda que da

pós-graduação) e segundo porque sou professor de língua portuguesa. Entendo o motivo de sua revolta: de fato, muita gente

está lá para não estudar, às vezes até para obstruir o andamento do estudo.

Mas já que falamos em realidade, falemos MESMO dela. Porque em um cenário real, não há NADA de errado em descobrir e explorar

sua sexualidade. Aliás, uma das poucas coisas boas que a escola de hoje permite é a experiência social pluralizada, onde você

pode conviver com a igualdade e com a diferença. Bebida, cinema, motel. Tudo isso, prezado, faz parte do desenvolvimento

cultural, social e individual da pessoa. Não, ela não precisa virar bêbado, como eu não virei. Nem precisa largar tudo para

passar a vida fazendo sexo, como eu não larguei.

Só que cinema, drogas (lícitas ou não) e sexo são (ou podem ser) prazeres da vida. Nenhum obrigatório, e se você não consegue

achar graça neles, não há também nada de errado. No entanto, só existem na nossa sociedade duas instituições que o sujeito só

freqüentará por coerção social: escola e prisão.

Assim, se estamos em uma sociedade onde o indivíduo é FORÇADO pelo Sistema (aqui entenda algo maior do que o Estado, que é a

maior engrenagem do Sistema,mas não a única) a estudar, então esse mecanismo, se nos propusermos a ser moralmente coerentes,

tem que garantir a gratuidade disso.

E tem que garantir por alguns motivos. Primeiro, porque se 80 alunos querem fazer esbórnia, isso não necessariamente é um

simples “ato de rebeldia adolescente”. Claro que para nós, que nos propomos a ser adultos, é muito mais fácil definir assim a

coisa. No entanto, o desinteresse do aluno pode (e às vezes o faz) representar uma crítica, uma insatisfação geral com o

sistema e método de ensino, que às vezes por pura falta de instrução o aluno não sabe exteriorizar de outra forma. E não

sabe, não porque é “burro”, mas porque ninguém o ensinou corretamente a reclamar, a reinvindicar, a questionar com coerência.

Resta a ele anarquizar a sala de aula.

Mais do que isso, ainda que em um mundo onde isso fosse mesmo a realidade, afirmo peremptoriamente: a atitude de 99 não

justifica a punição de 1. Se UM aluno quer realmente estudar, e ainda por cima concorda em estudar por esse método e regime

educacionais PÉSSIMOS (permita-me repetir isso para frisar, o sistema educacional Brasileiro é LAMENTÁVEL de ruim) ele

deveria ter, isso sim, é incentivo. Passe livre para ir e voltar para casa, refeições gratuitas e de qualidade, livros

didáticos suficientes e professores bem formados (porque não vou entrar na discussão de “bem pagos”). Agora, já que o tópico

de hoje é Realidade, vamos dar um desconto para a merenda escolar (que não chega nas escolas por sofrer de desvio de verbas)

e nem nos livros didáticos (que não chegam por questões políticas que me embrulham o estômago só de lembrar).

Agora, defender o interesse de uma empresa que cobra quase dois reais para cada pessoa que sobe no ônibus? Meu caro, é esse

tipo de política social que amplia a desigualdade. É esse tipo de política social que faz com que hajam muitos alunos que NÃO

TÊM MESMO OITENTA REAIS PARA GASTAR NO ÔNIBUS. Porque uma coisa é gastar 80 reais comprando um livro, tomando cerveja ou indo

ao cinema. São gastos arbitrários, destinados à formação do sujeito como pessoa (e se você nunca tomou um porre e acordou

arrependido no dia seguinte, então não deve esta fazendo nem idéia do que estou falando). Nada justifica que um estudante

deixe de ir ao cinema (e o que ele vai assistir é problema dele, não nosso) porque deu os oitenta reais que tinha para uma

companhia de ônibus.

Repito: abra o livro-caixa de uma empresa dessas, remova a receita referente aos estudantes, e pasme ao ver que é

absurdamente interessante ser dono de uma empresa de transporte público (público?!).

Finalmente, tenho alunos, professores e colegas pesquisadores que freqüentam bares diariamente, que fumam maconha

diariamente, e isso não os impediu em momento algum (às vezes até ajudou) de produzir ciência e conhecimento para a

sociedade. A retórica clássica chama seu tipo de argumento por “entimema”, um silogismo, uma “suposta verdade” que dá sustentação a argumentações distantes da materialidade da vida real. “Estudante só quer saber de zonear” é bem diferente de “estudante quer zonear”. E ingênuo, caríssimo, é possuir microcomputador, website com domínio registrado, e se acreditar pertencente à maioria representativa dos estudantes brasileiros. Vá morar fora da casa dos pais em uma cidade inóspita recebendo um auxílio de 300 reais da Universidade para pagar TODAS as suas despesas (casa, comida, xerox) e, quando sobrarem 20 reais (se sobrarem) no fim do mês, você me diz se acha mais coerente enfiá-los no bolso (para não ser chulo) de uma empresa que fatura mensalmente a casa das centenas de milhares de reais, ou se vai gastá-los consigo mesmo (e se você preferir pagar o domínio desse blog com eles, ao invés de ir no cinema ou fumar maconha, eu vou te dar todo o apoio, já que o dinheiro e a decisão são suas). E antes que você me diga que estou falando de minorias, devo agora eu chamar a atenção à realidade e te dizer: Contei com calma agora e cheguei a 4 alunos e 6 colegas meus que vivem essa EXATA situação. minoria no Brasil são as faixas A, B e C da sociedade. Tem muito, mas MUITO mais pobres do que “remediados” no Brasil, prezado, e enquanto estudante tiver que pagar para chegar na escola, vai continuar assim.

O passe livre não é um privilégio, Rafael, é um direito adquirido com dificuldade

e à custa da militância de muita gente (da qual não fiz parte mas à qual sou grato). Meia-tarifa não é benefício, é incentivo

ao gasto. Estudante tem que pegar seu parco dinheirinho e gastar em livros, em diversão, em cinema e cultura (ainda que seja

cultura de massas), porque se isso contribui ao seu ver muito pouco para a educação, garanto para você que ficar dentro de um ônibus contribui menos. Quem realmente estuda sabe disso.

K. 15/4/2008 às 4:54 am

Certo, meu caro. Falemos sobre realidade, então.

Primeiramente, eu faço, sim, boa idéia da quantidade de alunos que realmente estudam. Primeiro porque sou aluno (ainda que da

pós-graduação) e segundo porque sou professor de língua portuguesa. Entendo o motivo de sua revolta: de fato, muita gente

está lá para não estudar, às vezes até para obstruir o andamento do estudo.

Mas já que falamos em realidade, falemos MESMO dela. Porque em um cenário real, não há NADA de errado em descobrir e explorar

sua sexualidade. Aliás, uma das poucas coisas boas que a escola de hoje permite é a experiência social pluralizada, onde você

pode conviver com a igualdade e com a diferença. Bebida, cinema, motel. Tudo isso, prezado, faz parte do desenvolvimento

cultural, social e individual da pessoa. Não, ela não precisa virar bêbado, como eu não virei. Nem precisa largar tudo para

passar a vida fazendo sexo, como eu não larguei.

Só que cinema, drogas (lícitas ou não) e sexo são (ou podem ser) prazeres da vida. Nenhum obrigatório, e se você não consegue

achar graça neles, não há também nada de errado. No entanto, só existem na nossa sociedade duas instituições que o sujeito só

freqüentará por coerção social: escola e prisão.

Assim, se estamos em uma sociedade onde o indivíduo é FORÇADO pelo Sistema (aqui entenda algo maior do que o Estado, que é a

maior engrenagem do Sistema,mas não a única) a estudar, então esse mecanismo, se nos propusermos a ser moralmente coerentes,

tem que garantir a gratuidade disso.

E tem que garantir por alguns motivos. Primeiro, porque se 80 alunos querem fazer esbórnia, isso não necessariamente é um

simples “ato de rebeldia adolescente”. Claro que para nós, que nos propomos a ser adultos, é muito mais fácil definir assim a

coisa. No entanto, o desinteresse do aluno pode (e às vezes o faz) representar uma crítica, uma insatisfação geral com o

sistema e método de ensino, que às vezes por pura falta de instrução o aluno não sabe exteriorizar de outra forma. E não

sabe, não porque é “burro”, mas porque ninguém o ensinou corretamente a reclamar, a reinvindicar, a questionar com coerência.

Resta a ele anarquizar a sala de aula.

Mais do que isso, ainda que em um mundo onde isso fosse mesmo a realidade, afirmo peremptoriamente: a atitude de 99 não

justifica a punição de 1. Se UM aluno quer realmente estudar, e ainda por cima concorda em estudar por esse método e regime

educacionais PÉSSIMOS (permita-me repetir isso para frisar, o sistema educacional Brasileiro é LAMENTÁVEL de ruim) ele

deveria ter, isso sim, é incentivo. Passe livre para ir e voltar para casa, refeições gratuitas e de qualidade, livros

didáticos suficientes e professores bem formados (porque não vou entrar na discussão de “bem pagos”). Agora, já que o tópico

de hoje é Realidade, vamos dar um desconto para a merenda escolar (que não chega nas escolas por sofrer de desvio de verbas)

e nem nos livros didáticos (que não chegam por questões políticas que me embrulham o estômago só de lembrar).

Agora, defender o interesse de uma empresa que cobra quase dois reais para cada pessoa que sobe no ônibus? Meu caro, é esse

tipo de política social que amplia a desigualdade. É esse tipo de política social que faz com que hajam muitos alunos que NÃO

TÊM MESMO OITENTA REAIS PARA GASTAR NO ÔNIBUS. Porque uma coisa é gastar 80 reais comprando um livro, tomando cerveja ou indo

ao cinema. São gastos arbitrários, destinados à formação do sujeito como pessoa (e se você nunca tomou um porre e acordou

arrependido no dia seguinte, então não deve esta fazendo nem idéia do que estou falando). Nada justifica que um estudante

deixe de ir ao cinema (e o que ele vai assistir é problema dele, não nosso) porque deu os oitenta reais que tinha para uma

companhia de ônibus.

Repito: abra o livro-caixa de uma empresa dessas, remova a receita referente aos estudantes, e pasme ao ver que é

absurdamente interessante ser dono de uma empresa de transporte público (público?!).

Finalmente, tenho alunos, professores e colegas pesquisadores que freqüentam bares diariamente, que fumam maconha

diariamente, e isso não os impediu em momento algum (às vezes até ajudou) de produzir ciência e conhecimento para a

sociedade. A retórica clássica chama seu tipo de argumento por “entimema”, um silogismo, uma “suposta verdade” que dá sustentação a argumentações distantes da materialidade da vida real. “Estudante só quer saber de zonear” é bem diferente de “estudante quer zonear”. E ingênuo, caríssimo, é possuir microcomputador, website com domínio registrado, e se acreditar pertencente à maioria representativa dos estudantes brasileiros. Vá morar fora da casa dos pais em uma cidade inóspita recebendo um auxílio de 300 reais da Universidade para pagar TODAS as suas despesas (casa, comida, xerox) e, quando sobrarem 20 reais (se sobrarem) no fim do mês, você me diz se acha mais coerente enfiá-los no bolso (para não ser chulo) de uma empresa que fatura mensalmente a casa das centenas de milhares de reais, ou se vai gastá-los consigo mesmo (e se você preferir pagar o domínio desse blog com eles, ao invés de ir no cinema ou fumar maconha, eu vou te dar todo o apoio, já que o dinheiro e a decisão são suas). E antes que você me diga que estou falando de minorias, devo agora eu chamar a atenção à realidade e te dizer: Contei com calma agora e cheguei a 4 alunos e 6 colegas meus que vivem essa EXATA situação. minoria no Brasil são as faixas A, B e C da sociedade. Tem muito, mas MUITO mais pobres do que “remediados” no Brasil, prezado, e enquanto estudante tiver que pagar para chegar na escola, vai continuar assim.

O passe livre não é um privilégio, Rafael, é um direito adquirido com dificuldade

e à custa da militância de muita gente (da qual não fiz parte mas à qual sou grato). Meia-tarifa não é benefício, é incentivo

ao gasto. Estudante tem que pegar seu parco dinheirinho e gastar em livros, em diversão, em cinema e cultura (ainda que seja

cultura de massas), porque se isso contribui ao seu ver muito pouco para a educação, garanto para você que ficar dentro de um ônibus contribui menos. Quem realmente estuda sabe disso.

K. 15/4/2008 às 8:17 am

Ah, sim, e se alguém quiser continuar esse debate por email (para não ter que ficar retornando nesse post antigo) pode se sentir à vontade: capa [arroba] fclar.unesp.br. O [arroba] é para evitar que Search Engines peguem o email e mandem SPAM.

K. 15/4/2008 às 8:17 am

Ah, sim, e se alguém quiser continuar esse debate por email (para não ter que ficar retornando nesse post antigo) pode se sentir à vontade: capa [arroba] fclar.unesp.br. O [arroba] é para evitar que Search Engines peguem o email e mandem SPAM.

K. 15/4/2008 às 5:17 am

Ah, sim, e se alguém quiser continuar esse debate por email (para não ter que ficar retornando nesse post antigo) pode se sentir à vontade: capa [arroba] fclar.unesp.br. O [arroba] é para evitar que Search Engines peguem o email e mandem SPAM.

Rafael Slonik 2 15/4/2008 às 3:20 pm

Porque uma coisa é gastar 80 reais comprando um livro, tomando cerveja ou indo ao cinema. São gastos arbitrários, destinados à formação do sujeito como pessoa (e se você nunca tomou um porre e acordou arrependido no dia seguinte, então não deve esta fazendo nem idéia do que estou falando). Nada justifica que um estudante deixe de ir ao cinema (e o que ele vai assistir é problema dele, não nosso) porque deu os oitenta reais que tinha para uma companhia de ônibus.

Escolhas meu caro, se ele tem 80 reais e prefere beber do que ter acesso a livros e a escola. Azar será o dele.

Então que criem programas no qual o cidadão trabalha para a comunidade em troca do passe livre. Porque eu acho uma puta sacanagem eu pagar um absurdo de imposto todo mês e não ver muito retorno na sociedade.

Se hoje eu tenho dinheiro para pagar domínio próprio, carro, combustível, é porque lutei por isso. De certa maneira tive privilégios no meu desenvolvimento, mas pessoas que tiveram os mesmos privilégios e optaram por festas ao invés de ficar um sábado a noite estudando não merecem os confortos que tenho agora.

Eu poderia ter gasto toda a grana (juntei durante anos) e paguei em um carro em noites e noites de bebedeira. Minhas escolhas no passado determinaram meus privilégios do presente.

O dinheiro que hoje gasto em um chopp Heineken foi aquele que economizei de um vinho barato de um dia de aula que poderia ter cabulado. (Y)

Rafael Slonik 2 15/4/2008 às 3:20 pm

Porque uma coisa é gastar 80 reais comprando um livro, tomando cerveja ou indo ao cinema. São gastos arbitrários, destinados à formação do sujeito como pessoa (e se você nunca tomou um porre e acordou arrependido no dia seguinte, então não deve esta fazendo nem idéia do que estou falando). Nada justifica que um estudante deixe de ir ao cinema (e o que ele vai assistir é problema dele, não nosso) porque deu os oitenta reais que tinha para uma companhia de ônibus.

Escolhas meu caro, se ele tem 80 reais e prefere beber do que ter acesso a livros e a escola. Azar será o dele.

Então que criem programas no qual o cidadão trabalha para a comunidade em troca do passe livre. Porque eu acho uma puta sacanagem eu pagar um absurdo de imposto todo mês e não ver muito retorno na sociedade.

Se hoje eu tenho dinheiro para pagar domínio próprio, carro, combustível, é porque lutei por isso. De certa maneira tive privilégios no meu desenvolvimento, mas pessoas que tiveram os mesmos privilégios e optaram por festas ao invés de ficar um sábado a noite estudando não merecem os confortos que tenho agora.

Eu poderia ter gasto toda a grana (juntei durante anos) e paguei em um carro em noites e noites de bebedeira. Minhas escolhas no passado determinaram meus privilégios do presente.

O dinheiro que hoje gasto em um chopp Heineken foi aquele que economizei de um vinho barato de um dia de aula que poderia ter cabulado. (Y)

Rafael Slonik 2 15/4/2008 às 12:20 pm

Porque uma coisa é gastar 80 reais comprando um livro, tomando cerveja ou indo ao cinema. São gastos arbitrários, destinados à formação do sujeito como pessoa (e se você nunca tomou um porre e acordou arrependido no dia seguinte, então não deve esta fazendo nem idéia do que estou falando). Nada justifica que um estudante deixe de ir ao cinema (e o que ele vai assistir é problema dele, não nosso) porque deu os oitenta reais que tinha para uma companhia de ônibus.

Escolhas meu caro, se ele tem 80 reais e prefere beber do que ter acesso a livros e a escola. Azar será o dele.

Então que criem programas no qual o cidadão trabalha para a comunidade em troca do passe livre. Porque eu acho uma puta sacanagem eu pagar um absurdo de imposto todo mês e não ver muito retorno na sociedade.

Se hoje eu tenho dinheiro para pagar domínio próprio, carro, combustível, é porque lutei por isso. De certa maneira tive privilégios no meu desenvolvimento, mas pessoas que tiveram os mesmos privilégios e optaram por festas ao invés de ficar um sábado a noite estudando não merecem os confortos que tenho agora.

Eu poderia ter gasto toda a grana (juntei durante anos) e paguei em um carro em noites e noites de bebedeira. Minhas escolhas no passado determinaram meus privilégios do presente.

O dinheiro que hoje gasto em um chopp Heineken foi aquele que economizei de um vinho barato de um dia de aula que poderia ter cabulado. (Y)

taxa 15/4/2008 às 1:44 pm

Eu pago a minha facudade e a gasolina do meu carro com o dinheiro do meu trabalho e ñ fico reclamando que ñ posso pagar, simplesmente ñ gasto em coisas q são de uma serta forma despensaveis. O brasileiro gosta de tudo nas mãos,pagar metada da passagen é aseitavel mas ñ pagar é mas uma forma de ficar nas cordas, aqui no RS-POA a passagen é 2,10.

O saldo de "Flavia vivendo em coma" 17/4/2008 às 1:28 pm

[...] com motivos , Prefeitura instala Wifi para curitibano “socializar” , Juvenal and the Antennas , Passe Livre é , Photoshop , ABr Seleções e algumas citações interessantes , Esenquetes no novo-MUNDO’s , [...]