Star Trek e o teste nuclear da Coréia do Norte

Sedan Crater por itjournalist no Flickr
Sou um cara neo-old-style que acha de tudo sem provar nada, e não está nem aí. Quero angariar alguns amigos com este blog para espalhar minhas idéias retardadas, retrógradas e pacíficas. Quem me criou foram meus pais, a TV Cultura, foi a TV Globo, foi o Super Trunfo, o Super Nintendo e créditos sejam dados, um colégio católico.
Fui assistir Star Trek por causa dos trailers, do buzz e do JJ Abrão. Um cara que criou a série que acompanho a ANOS merece confiança. E cacete de agulha, que fime psicodélico. Muito laser, explosão, morte e violação das leis da física! Fico meio puto ao ver que a nave dos putões CAIU EM UM BURACO NEGRO E VOLTOU PARA O PASSADO. É como aconteceu com o último episódio do Lost naquele bolsão eletromagnético: a bomba caiu, os ferros foram puxados de dezenas de metros, mas nada AMASSOU, e pior, a corrente não expremeu a perna da Juliet.
Crimes à parte, o filme dá voadera em bundas (você leia: “vá assistir”).
Continuo o post informando um evento que aconteceu agora há pouco, a Coréia do Norte mandou ver num teste nuclear. A Coréia do Sul reagiu com sua arma para suicídas: medo. Mercados traçaram uma linha to hell (como twittado pelo LiveTrade).

Isso aí em 1349. Chegou a estar em 1315. E então:

Tem muito Coreano triste, e alguns pulando de alegria com seus DT maravilhosos do dia de hoje.
De fato, os Norte Coreanos meteram bomba de baixo da terra. O pior é ler as justificativas:
“(…) argues it has no choice but to build an atomic arsenal to protect itself in a hostile world.”
Construir um arsenal atômico para se proteger de um mundo hostil. Um prato cheio para quem sempre sonhou com futuros pós-apocalípticos depois de ler obras de ficção.
A parte em que mais paguei pau para o Star Trek foi aquela em que um discurso diplomático anunciava a declaração de guerra contra a Federação. Essa coisa formal entre guerra e paz mantida ou quebrada por um ato surpresa de ataque é fascinante. Os que conhecem a obra Fundação, do Asimov, com certeza ficam, assim como eu, impressionados com jogos diplomáticos.
Agora resta acompanhar as notícias sobre a Coréia do Norte, e quem sabe presenciar o início de uma guerra potencialmente mundial que, apesar de não ter matéria vermelha, pode destruir nosso planeta, ou pelo menos a nossa raça.
Entretanto, eu disse que sou um cara que acha coisas demais. É melhor não considerar muito as minhas opiniões.
