A violência no Brasil
Vamos fazer uma pesquisa rápida enquete entre os leitores, responda abaixo:
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Sou uma pessoa que sai muito pouco de casa, mas já fui assaltado na rua 2 vezes, e roubado 1. Foram pequenas coisas, um pouco de dinheiro em uma das vezes e noutra um boné. O roubo foi de uma bicicleta, onde o ladrão teve a audácia de entrar pelo portão, caminhar alguns metros atá a garagem e levar minha querida BMX.
O Tiago Madeira rebateu minha solução de sair do país com outra: Mude-se para o mundo virtual. Ele “foi vítima da violência” 2 vezes nas últimas semanas. Perdeu uma bicicleta na primeira e na segunda foi abordado quando estava a caminho do shopping com sua namorada. Os assaltantes pivetes ainda tiveram a impáfia de negar o humilde celular do nosso amigo.
A morte do garoto João Hélio foi chocante até para os mais conformados com a violência. Esse fato sucitou a discussão acerca da maioridade penal e a pena de morte. Sou contrário as duas soluções. Ambas funcionariam tão bem quanto preferir uma dose de morfina a estancar os ferimentos num paciente que está morrendo por causa de uma hemorragia.
Entretanto a violência é tanta que me pergunto se a solução não seria armar a população e partir logo para a selvageria, olho por olho e dente por dente.
O pior monstro que toda essa violência vai gerar é o preconceito naqueles que serão os líderes da sociedade amanhã. Tosco, mas inevitável. Vivemos presos enquanto os infratores vivem livres, então dizer que a sociedade evoluiu de maneira errada se torna factível.
Eu diria que o mundo está perdido se eu não tivesse fé. Fé que, por mágica alguma coisa vai mudar. Fé que os marginais terão espaço na sociedade e vão abandonar o crime. Fé que o sistema de justiça vai ser justo algum dia. Sei lá, não sou religioso, mas tenho a impressão que somente com a esperança cega, a fé, eu vou conseguir sobreviver em meio a esse caos.





