Apesar que eu gostaria de ter um Golf 1.6

Trabalho por comida

A Companhia me explicou a Etnografia de um Arigó:

O arigó é a unidade mais simples e desprovida de poder em um coletivo empresarial (…) Arigós são paus-mandados, trabalham na firma, aproveitam o intervalo do almoço para checar e-mail pessoal, o orkut e ver sacanagem (…) O sonho de consumo de um arigó é comprar um Golf 1.6 semi-novo e instalar um som porrada (…) O pior que pode acontecer para um arigó é ser demitido e não poder pagar a prestação da Casas Bahia. (…) Arigós não são promovidos, eles sofrem mutação.

Divagando quase por dentro do assunto…

Se tem uma coisa que me deixa com raiva são professores de universidade - pelo menos a maioria deles - falando sobre o mercado de trabalho.

Ficam idealizando sobre “O” profissional que você deve ser, até aí não me incomoda o bastante; pois começa a chateação quando decidem fechar o cerco e falar sobre o que as empresas esperam…há, as benditas empresas:

- Hoje em dia as empresas querem pessoas pró-ativas, capazez de resolver problemas rapidamente, etc, etc, etc…Você, na maior parte da vida, vai trabalhar para uma, se prepare!

Uta Alienação, qual é? Só existe a possibilidade de se tornar um funcionário, um infeliz arigó, nesse planeta!?

Deveriam é incentivar disciplinas de empreendedorismo, ajudar a encontrar nichos para os futuros empresários e coisas do tipo.

Porque, meus professores, fiquem sabendo, eu não tenho a genética para ser um arigó, não mesmo.

Sem comentários em “Apesar que eu gostaria de ter um Golf 1.6”

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  1. 1
    Grande Líder da Silva é:

    Há uma nova classe de professores sugindo por aí, aqueles que não são apenas acadêmicos e que tem contato com o mundo real. Alguns deles são até bons professores, mas o que os diferencia é essa mutação para o empreendorismo.

    Mas tem uns professores que parecem ainda viver na década de 80…

  2. 2
    Antonio José é:

    Esses professores, acho que movidos a USDs, querem mais é que se formem antas semi-robóticas, capazes de tomar iniciativa nenhuma ou de aprender sozinhos o que quer que seja. Formar empreendedores não é lucro para as empresas que dominam o mercado e que fazem das pessoas o que querem.

  3. 3
    MauricioTakahashi.com » Blog Archive » A falta do empreendedorismo é:

    […] Olha só que legal o post do blog novoMUNDO sobre os arigós e a falta de empreendedorismo. […]

  4. 4
    Cris Zimermann é:

    Oiê, tudo bem por aqui?!

    Ninguém nasce empreendedor, portanto, não é para qualquer um. Mas a necessidade tb obriga. No Brasil, não conheço melhor empreendedor do que o homem do saco, que todo dia anda horas e horas atrás de latinhas, papelão, restos de comida… faça chuva ou sol. O problema é direcionar esse homem do saco, pois a persistência ele tem para sobreviver. Fazê-lo economizar, investir, arriscar etc. Para isso, com certeza, um professor saco, não ajuda.

    E tem também o risco do empreendedor tornar-se um empreendedor arigó, ou seja, aquele que não sabe (ou não quer) parar, passar o bastão, delegar, promovendo-se a empresário. Taí uma grande diferença.

    Bom final de semana!

    Ah, o BOB agora está non-stop, vai ter posts aos Sábados e Domingos tb. Te espero lá!

    Bjsss!!!

  5. 5
    Th.Ramone® é:

    infelizmente, meu caro, o ensino, seja ele público ou privado, está quase todo voltado ao mercado, forçando e fazendo com que seu colega de classe não seja seu colega e sim seu concorrente… Falta mais dinheiro para ser investido em pesquisas, e o camarada que comentou acima, Antonio José tem grande razão… os bancos escolares estão aí para servir ao sistema atual e formar robôs humanos alienados e desinteressados com o seu redor…

  6. 6
    Blog do Jônatas » Mais sobre arigós é:

    […] Pois é um complemento perfeito à discussão sobre arigós: Apesar que eu gostaria de ter um Golf 1.6. […]

  7. 7
    sergio é:

    Partilho contigo minha experiência acadêmica. Concordo contigo quando você afirma que os professores acham que seremos todos arigós, alguns deles nem tem experiência como administradores. Mas o problema maior não é esse. Eles acreditam que todos nós seremos arigós de uma “grande corporação” (500 funcionários no mínimo) e que já entraremos lá comandando. Conseguir isso em uma lojinha de esquina já é difícil. Tudo bem que existam aqueles que são capazes dessa façanha, mas quantos? Se chegasse a 50% teria que tirar o chapéu. Os tempos são outros. Entrar hoje em uma grande corporação como diretor exige muito mais do que anos de estudo em uma universidade. Ainda bem que nem todos os professores são assim. Alguns poucos tem uma visão mais realista da realidade (deeerr)!!! Pelo menos no meu caso, são justamente aqueles que possuem experiência como empreendedores. Abraços.

  8. 8
    Rafael Slonik é:

    Outra coisa que me deixa louco é a cultura brasileira de aprender a trabalhar só na faculdade.
    Não poderiam ensinar as pessoas a ser auto-didatas no ensino médio? Que tal, não seria mais prático?

    Qualquer dia vou fazer um post sobre isso.

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