O assunto eleições no Brasil vai pegar fogo no segundo round. Assim como uma estrela que está no fim da vida as eleições irão comprimir sua energia, adquirir o máximo de dela em estado potencial e depois explodir.
De um lado está o Lula, com 4 anos na presidência não afundou o Brasil. O Real está mais forte e estável do que nunca, a Petrobrás e outras big estatais caminham tranquilamente e, inédito no país, a diferença entre os mais ricos e os mais pobres diminuiu.
Já do outro lado da rua, está Alckmin. Moço que lutou e cresceu na vida, foi vereador aos 19 anos e blá blá blá. A fama é de ser insosso, mas parece honesto.
O que estraga é o background de cada um. Lula tem por trás de si uma corja se políticos que não sabem nem esconder suas falcatruas e por isso acabam presos e dando abertura para a produção de mega-escândalos para a imprensa populista se deliciar. Com Alckmin, tem-se um partido que declaradamente é assistencialista. Algo como: “você é pobre? alimento sua pobreza, mas voto em mim que melhora”. Que situação hein.
O que mantém esta situação é a esperançosa idéia brasileira de que teremos um salvador. Virá e dará grandes salários aos que hoje sofrem, juros de zero vírgula alguma coisa, mulheres aos que não tem, inteligência para os burros e vai dispensar a necessidade de viagra para aqueles que sofrem da paumolescência. Por causa disso vota-se na pessoa e não no partido e então temos essa situação em que ambos os candidatos são bons, mas suas ideologias são atravessadas.
Nem o Sr Burns tapa esse sol.












