A Apple, mãe do iPod, apresentou seu telefone-faz-tudo há uns dias, o tal de iPhone. Com uma porrada de novidades como o multitouch (”aperte a tela”) ele veio ser mais um colhedor de almas.
Falar mal de Apple no meio dos geeks é pedir para levar porrada. O pessoal é evangélico daquela empresa. Defendem-na fervorosamente com a própria vida se for necessário. Pra fazer uma referência posso usar Grenouille: na apresentação do iPhone foi como se todos respirassem O Perfume. Ficaram embriagados e loucos de prazer e desejos.
Entretanto o iPhone é uma porcaria. Toda aquela tecnologia pra no fim fazer o quê? Se comunicar, de longe. Aí que fica minha indignação. Já não chega aquela porcaria de iPod afastar as pessoas do mundo real agora lançam outra.
Na metade do ano passado presenciei uma cena um tanto quanto triste, mas retrato dessa sociedade individualista do consumo. Numa concessionária os pais de uma garota de ~14anos estavam comprando um carro novo - um carrão por sinal - e ela enconstada na escada com aquele precioso nas mãos, hipinotizada: fora da realidade. My ipod, my precious.
Além de pregar o individualismo, esta porcaria (permita-me referir-me deste modo àquilo) tem diversos problemas de usabilidade. A tela vai riscar fácil fácil e mexer com uma só mão é quase impossível.
Então evangelistas da Apple: façam sopa. Prefiro meu Walkman de K7 para corridas no parque. E só lá de vez em quando, ainda dou prioridade para companhia humana.