Você faz coisas boas e boas coisas acontecem.

Ying Yang

Tentei enviar este texto ao novo-MUNDO no dia seguinte do ocorrido, mas o diretor para e-mails importantes do Gmail parecia estar de férias e isso afastou o texto de seu destino.
Quando ganhei o direito de escrever para o novo-MUNDO tentei várias vezes mandar textos e posts para a redação mas todos sem sucesso, e logo esse que eu já tinha desistido foi!
Então, vamos lá:


Não é de hoje que vemos noticias de outro massacre em escolas americanas, e sempre fazemos as mesmas perguntas:
O que leva alguém a cometer um ato tão desumano? Por que isso acontece tanto nos Estados Unidos?


Mas a maioria das respostas que ouvimos já são manjadas³.
Qualquer pessoa que assiste a uma Sessão da Tarde sabe como são tratados os estudantes “diferentes” nas escolas americanas. Diferentes que eu digo são aqueles que não seguem o modelo básico de aluno exemplo. Aqueles que, ao invés de entrar no time de ‘football’ prefere jogar RPG na biblioteca.
E o tratamento que eles recebem não é lá muito agradável, nos filmes eles fazem questão de mostrar isso.


No caso de Cho Seung-hui, o estudante de 23 anos que na semana passada matou a tiros 32 colegas e professores em uma universidade no estado da Virgínia, mais conhecida por Virginia Tech, não parece ter sido diferente.
Qualquer psiquiatra ou psicólogo pode diagnosticar rapidamente uma nova doença, transformando o autor desses crimes em monstro. É claro que o que Cho fez foi errado, matar nunca foi e nunca será a melhor maneira de resolver as coisas, a violência tira a razão de qualquer pessoa.


Mas a questão é: O que faz uma pessoa se transformar em um monstro?


Um bom exemplo de onde isso pode começar é a escola, o início da vida social. Se você não foi o bagunceiro lá do fundão você foi o nerd da primeira carteira.
Se você era o nerd, foi sempre zuado pelo resto da turma porque suas notas eram boas, mas seu físico era péssimo.
E a cada piadinha, a cada brincadeira sem graça, valia como uma gota enchendo o copo da paciência.
E inevitavelmente esse copo transborda, e tem suas conseqüências, às vezes apenas uma discussão, uma briga na saída da aula.
Mas infelizmente, aumentando as estatísticas, pode acontecer como aconteceu com Cho, com conseqüências trágicas.


Poderia escrever páginas e páginas sobre esse assunto, mas seria cansativo para mim, e para quem lê. Então para melhor explicar a idéia geral desse texto serei direto.
Todos sabemos que ações boas resultam em reações boas. E como diria Earl:


“Você faz coisas boas e boas coisas acontecem. É Karma!”


Que tal ser o primeiro a conversar com aquele aluno nerd? Que tal chama-lo para o seu time? Ele não sabe jogar? Ensine a ele! Já pensou nisso algum dia? Então pare e pense.
Em um mundo tão capitalista e injusto, onde é mais fácil achar o culpado do que a solução o melhor investimento sempre serão as pessoas.


Bom, é isso…
Espero escrever sobre assuntos mais agradáveis aqui no novo-MUNDO da próxima vez, e que seja contratado logo pelo Rafael, por enquanto sou apenas um estagiário. :P

14 amigos em “Você faz coisas boas e boas coisas acontecem.”

  • - Escreva corretamente, ou perto disso
  • - Não use palavrões
  • - Aqui não é lugar de orações, por favor
  • - Respeite e seja respeitado
  1. 1
    Rafael Slonik é:

    Tira ele do blockout, do recuo, sabe?

    Essa coisa de matar colegas de escola está acontecendo por aqui também, a diferença é que não temos uma mídia tão persuasiva quanto nos EUA.

  2. 2
    gnomo é:

    Nem tem o que comentar, você ja disse tudo, esse preconceito maldito com os nerds, ou qualquer cara que seja diferente é ridículo.

    Mas eu lembro sempre daquele discurso do bill gates (se é que foi dele, ou algum geek inventou), que ele diz, que os nerds da sua sala, provavelmente serão seus chefes no futuro. É o que eu digo, tem uns caras que nasceram pra empregar, e outros que nasceram pra serem empregados.

    E poxa! Os nerds são legais! Eles te passam lição de casa quando você esqueceu de fazer, e cola também! iouaehoiuaiae

  3. 3
    Anderssauro é:

    Estudei 13 anos na mesma escola, já fui nerd e já fui fundão.

    Preconceito é a coisa mais idiota que existe, e nunca acaba bem.

  4. 4
    Rafael Slonik é:

    Irmãos, assim como o medo, o preconceito tem seu lado bom!

    Ou você passa ao lado falando no celular de um bando de vagabundos que julgou antecipadamente sujeitos a te assaltar?

  5. 5
    John Artmann Jr é:

    São esses pequenos acontecimentos da infância que vão se acumulando e formando o caráter das pessoas.
    É por isso que sempre devemos cuidar com os pequenos preconceitos que temos com os modos de vida das pessoas ao nosso redor.
    Devemos primeiro olhar pros nosso umbigos.
    Quem sabe, não estaremos evitando que novos psicopatas existam.

  6. 6
    Ronaldo é:

    A dica é interessante mas duvido que funcione. Zoar os “caras da frente” é coisa de adolescente, e adolescente apresenta comportamento de manada, cada um faz o que os outros fazem, o que é popular. É uma regra não-escrita, e todo mundo morre de medo de quebrar a regra e passar a ser considerado, também, um “cara da frente”.

    É cruel, mas é assim que funciona. Nesse momento, outros Chos estão sendo forjados nas salas de aula.

  7. 7
    cardoso é:

    Teoria interessante, mas não funciona. Se o Japa (ok, ele é coreano, japa é um excelente xingamento pra eles) fosse bonzinho (se é que não tentou) não adiantaria NADA.

    Se você tentar ser legal com os valentões no colégio, eles só vão se tornar mais valentões. Karma my ass, isso só vale se você está em posição de vantagem.

    O Erro do japa foi ficar introjetando tudo. Se tivesse estourado ANTES não teria apelado pros extremos que apelou.

    Não precisava muito, bastava arrebentar o nariz de um na parede, ou empurrar um bully escada abaixo, e no dia seguinte passaria a ser respeitado.

  8. 8
    Cab é:

    Tem um episódio de One Tree Hill que explica muito bem o fato e o problema. o 16 da terceira temporada se eu não me engano, vale a pena assistir. =P

  9. 9
    Thiago Berti é:

    Cardoso, mas vai que ele tentou quebrar o nariz de alguém na parede e não conseguiu?

    Tudo bem que num caso em que o procedimento da certo tudo fica bem, mas se da errado só piora, pois além de apanhar ele ia ser zoado mais ainda.

  10. 10
    Professor é:

    Junte a ignorância e o desafeto social com o fácil acesso a armas de fogo e você tem bombas psicopatas esperando por uma fagulha no estopim.

  11. 11
    el_poland é:

    Eu já estive na posição de nerd zuado por todo mundo.
    Mas, ao contrário do Cho, não resolvi na bala. Resolvi na mão mesmo…

    Briguei algumas vezes no colégio, e realmente isso me rendeu mais respeito.

    Mas era só mudar de colégio que a zuação recomeçava. Depois de certo tempo, resolvi me tornar o que eu mais odiava: um cara da turma do fundão. Foi a melhor coisa que eu fiz. Me tornei uma espécie de nerd-bully.

  12. 12
    Danilo é:

    Excelente comentário do Rafael Slonik, isso existe muito aqui mesmo no Brasil, não se enganem.

    Outra coisa importante de ser lembrado é que não foi somente o fato de ser “excluído”, inclusive o Cho não foi bem excluído pois várias pessoas tentavam aproximar-se dele. Também não é o caso de nerds nem de valentões.

    Casos como este são raros e são feitos por pessoas que tem vários outros problemas acontecendo em sua vida, inclusive doenças psíquicas.

    Mas depois de tudo que escrevi concordo 110% com a ‘moral da história’ do post: inclusão. Falem, conversem, percam preconceitos e coisas bobas de crianças, acabem com panelinhas.

  13. 13
    Erivelton L. é:

    Fontes seguras me informaram que ele (o Cho Xing Ling) tinha esquecido de tomar seu GARDENAL.

  14. 14
    Rafael Motafer é:

    Eu posso dizer que fui um desses nerds que Slonik cita no texto, sendo que minha experiencia sempre foi na base da resignação quanto a atitudes mais bruscas em relação a provocação dos colegas.

    Eu era o “gordin”… esse era meu nome quase que ia para a lista de chamada assim também, a exlcusão era impossivel de não ser notada ,não me chamavam pro futebol, não era da turma que lanchava junto, não me chamavam sequer pra matar aula como sempre faziam as sextas feiras.

    O que perdi com isso?

    Posso dizer que quase nada, por que hoje me sinto um cara feliz, as pessoas que considero amigos hoje são realmente meus amigos o que provavelmente não deve ter acontecido entre aqueles que eram tão próximos naquela epóca.
    ( seria isso uma desculpa compensátória???)

    Logicamente perdi um pouco da auto confiança que o convivio social traz ao ser humano, estou então aos 22 anos tentando criar bases para isso,nunca pensei que nem o CHON (japones ou koreano não sei?, que matou os 32 lá nos EUA)Em tentar aniquilar todos que o desprezavam não. Minha loucura vingativa nunca passou em mostrar boas notas e humilhar do meu modo de suposta superioridade intelectual.A revolta passou até por pensamentos suicidas mas nunca assassino.

    Por isso galera( Obrigado Slonik por essa oportunidade )Vejam pessoas especiais que estão ao seu lado que as vezes nem se percebe,note o quanto pode aprender com elas, valorize cada pessoa como assim você se valoriza.

    DESCULPA o imenso texto ! Me empolguei…

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