
Meia dúzia de pessoas é o suficiente para fazer um mega-protesto, uma festa rave ou uma Parada Gay no Second Life. Acredito que o motivo da super valorização do SL são os Jornalistas early-adopters (”antenadinhos”). Decidiram que é cool fazer reportagens sobre aquele simulador de vida e estão fazendo isso.
Só que deveriam medir a importância real do SL. Dos milhões de usuários cadastrados, somente uma pequena porcentagem continua a usar ativamente o programa depois da primeira semana. Sinal de que aquilo é um pé no saco.
Colocando o contexto todo particular de Brasil na jogada, fica interessante fazer uma análise, mesmo que superficial, da imbecilidade da imprensa que cobre coisas que acontecem no Second Life.
O computador popular do Brasil é aquele com 256mb de memória, com placa de vídeo onboard e conexão discada. Na melhor das hipóteses a ADSL é de 200kb. Então, mesmo dentro das especificações mínimas de memória e conexão, falta a placa de vídeo. Não é difícil afirmar que a maioria absoluta de brasileiros não tem placa de vídeo, nem uma Gforce2.
Dessa vez, o Estadão publicou uma reportagem sobre a Parada Gay que aconteceu no Second Life. Público? “Picos de 36 participantes”.























