Imagens exibidas pela TV RBA durante o programa Barra Pesada na tarde de sexta-feira 17 de agosto de 2007, que mostrou um homem sendo linchado até a morte por populares, causou polêmica na sociedade paraense e um questionamento ficou no ar: Até que ponto as pessoas podem tirar a vida de outra, mesmo que seja com a desculpa de realizar a famosa “justiça com as próprias mãos”?

Foi o que aconteceu com um rapaz com idade entre 20 e 25 anos, no conjunto Cordeiro de Farias, bairro do Tapanã. Ele foi morto a pauladas e pedradas após assaltar uma moça e roubar seu celular. Ela estava acompanhada pelo namorado, que reagiu e saiu em perseguição ao bandido. A poucos metros do local do assalto, ele foi alcançado e iniciou-se uma sessão de linchamento. Várias pessoas começaram a se aglomerar e participar da tortura, jogando paus e pedras no acusado, que gritava por clemência.

Até que ponto. Esta expressão deve ser usada para questionar os dois lados: até que ponto viveremos com medo dos bandidos? Até que ponto a sociedade pode reagir?

Fatos como esse que aconteceu em Belém mostram a raiva e o ódio guardado dentro de todos nós. O pagodeiro de cabelo amarelo de deu muito mal, na verdade foi morto. Isso foi justo? É difícil dizer que não, e também é difícil dizer que sim.

A LEI já não recebe tanta confiança da população, porque é óbvio aos olhos de qualuqer cidadão que ela não está funcionando. Estamos sendo destruídos por uma cultura extremamente cruel, que cria e depois mata seus bandidos.

Deu a louca no Brasil!