Certo dia tornou-se lucrativo roubar fios da rede elétrica. O Cobre é bem pago em ferro-velhos. Mas roubar fios era um problema porque pessoas ficavam sem energia. Sendo assim, a polícia fechou o cerco contra os bandidos ladrões de fios da rede elétrica. O que aconteceu?
Estamos em uma luta constante contra as consequências dos nossos atos. É assim que anda o Brasil. Ao invés de adotar atividade física constante, tomamos remédios para emagrecer; ao invés de dar a vara, entregamos o peixe-família. Esta visão que tenta se justificar pelo imediatismo de soluções (ou soluções de menos de 4 anos) acaba sendo completamente inútil.
Em reportagem na Gazeta do Povo (PRano89n28518), Marcos Xavier Vicente denunciou a nova prática da bandidagem Curitibana: roubar cercas de ferros. Já que ficou difícil o Cobre, recorre-se ao ferro.
A foto que ilustra a reportagem (por Ivonaldo Alexandre) é de uma ponte a qual passo embaixo todo dia. Eu nem tinha percebido. Aquele pedaço de ferro pronto a despencar não chamou minha atenção, aquele pedaço de ferro não conduz eletrecidade e nem interfere no meu lucro. Por isso, fica lá desse jeito, até cair na cabeça de alguém e haver alguma consequência.
O que aconteceu? A Prefeitura fez uma licitação em regime de urgência para substituir a grade, e a polícia vai investigar o caso. Pronto. Com a grade perfeita ficará mais difícil ainda perceber o real problema.
A ponte quebrada é um sinal de quê precisamos capacitar jovens e dar emprego a eles. Um mínimo de dignidade para que não seja necessário roubar para se alimentar. Mas infelizmente isso não se faz em 4 anos para que alguém leve o crédito.
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dezembro 2nd, 2007 at 12:13 pm
É por isso que o país nunca vai crescer, o brasileiro sempre tentar tomar vantagem em qualquer coisa, não foi a favor de politicas sociais, tipo bolsa escola, gás, família, presídio e afins, é como você mesmo disse, é da a vara pra pescar - ensinar as pessoas a produzir e não favorecer dos outros, coisa difícil?
Políticas a curto prazo só piora, mas ainda acho que algum dia vai ter um homem (ou mulher quem sabe) com punho e fibra pra tomar as redias do jumentinho do Brasil e guia-lo pra estrada de barro correta!
Abraço!
dezembro 2nd, 2007 at 1:17 pm
Oloco, nem citou o dhamer q é o dono da tirinha, sacanagem…
http://www.malvados.com.br
Então.
Sobre o probleminha bem focado q são as instalações públicas de todos os tipos. Fazer esse tipo de coisa com materiais q possam dar lucro de revenda é fogo, tampa de bueiro de ferro e tudo mais, isso é pedir pra alguém roubar. Isso seria um detalhe de projeto q a galera devia considerar mas acaba passando pq todo esse processo de licitação é muito, mas muito, malacabado e cheio de caixa 2.
Sobre dar a vara ou coisas do tipo q salvam a sociedade, acho mais fácil falar do que fazer, sem querer defender nenhum lado, nunca.
ou não também…
dezembro 3rd, 2007 at 8:42 am
sou corintiana, tenho certeza que o nosso time entrou numa maré baixa, mais corintiano ée sofredor, e vamos superar esta, lembra do palmeiras na segunda divisão.
dezembro 4th, 2007 at 8:35 am
Muito legal! Parabéns pelo texto.
A muito tempo não vejo um texto desse em seu blog senhor menino de ouro.
Acho realmente que os problemas devem ser encarados e resolvidos em sua raiz e não de “tampa buracos”.
Até!
dezembro 5th, 2007 at 12:11 am
Rafael, valeu pela citação do meu trabalho. Gostei do seu comentário sobre a minha reportagem.
Abraço
Marcos Xavier Vicente (Marcão)
dezembro 6th, 2007 at 3:51 pm
Chorar pelo pobre povinho miserável que é forçado a roubar é uma simplificação perigosa. Ladrão GOSTA de roubar, em muitos e muitos casos. Para muitos outros, matar a vítima é mais emocionante ainda. Contravenção tem um gostinho bom pros caras. Facínoras se formam em todos os lugares e em todas as categorias sociais que se inventarem para rotular o bicho humano. Educação não erradica o crime completamente por si só.