
Certo dia tornou-se lucrativo roubar fios da rede elétrica. O Cobre é bem pago em ferro-velhos. Mas roubar fios era um problema porque pessoas ficavam sem energia. Sendo assim, a polícia fechou o cerco contra os bandidos ladrões de fios da rede elétrica. O que aconteceu?
Estamos em uma luta constante contra as consequências dos nossos atos. É assim que anda o Brasil. Ao invés de adotar atividade física constante, tomamos remédios para emagrecer; ao invés de dar a vara, entregamos o peixe-família. Esta visão que tenta se justificar pelo imediatismo de soluções (ou soluções de menos de 4 anos) acaba sendo completamente inútil.
Em reportagem na Gazeta do Povo (PRano89n28518), Marcos Xavier Vicente denunciou a nova prática da bandidagem Curitibana: roubar cercas de ferros. Já que ficou difícil o Cobre, recorre-se ao ferro.
A foto que ilustra a reportagem (por Ivonaldo Alexandre) é de uma ponte a qual passo embaixo todo dia. Eu nem tinha percebido. Aquele pedaço de ferro pronto a despencar não chamou minha atenção, aquele pedaço de ferro não conduz eletrecidade e nem interfere no meu lucro. Por isso, fica lá desse jeito, até cair na cabeça de alguém e haver alguma consequência.
O que aconteceu? A Prefeitura fez uma licitação em regime de urgência para substituir a grade, e a polícia vai investigar o caso. Pronto. Com a grade perfeita ficará mais difícil ainda perceber o real problema.
A ponte quebrada é um sinal de quê precisamos capacitar jovens e dar emprego a eles. Um mínimo de dignidade para que não seja necessário roubar para se alimentar. Mas infelizmente isso não se faz em 4 anos para que alguém leve o crédito.
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