
Nessa festa linux sem BSOD, eu vou encontrar uma garota pinguim. Dizia um cara de uns 28 anos vestindo camisa na qual havia um pinguim estampado com a legenda Freedom. Não compreendi logo de início, por causa do som alto emitido de alguma fonte próxima, posicionada a esquerda. Apressei-me em levantar, instintivamente bati com as mãos na camisa para tirar o resto de matéria escura presente nela.
A situação naquela sala estava completamente bizarra. Umas 8 pessoas vestidas de vermelho atrás de um computador, e outras 8 vestidas de azul atrás de outro computador. No resto das dependências pessoas acompanhavam o que estava acontecendo e outras pessoas procuravam algumas outras coisas.
Ninguém me viu chegar, também pudera, pareciam um bando de jogadores de futebol depois de marcar um gol tamanha era a gritaria. Aproximei-me de alguém que parecia são e perguntei sobre o que se passava. É uma competição de programação, os dois times competem para ver qual consegue criar um universo artificial primeiro, aposto no pessoal do azul.
Obrigado, e procurei pela porta. Enquanto caminhava uns duzentos metros já distante do edifício, ouvi uma explosão enorme. Aconteceu na posição da competição. Conseguiram, pensei debochando. Quando virei-me para continuar caminhando encontrei um telefone público, era o que eu precisava.
Alô. Aqui é o Robert Frissa, há pouco estava no posto 64 para ser transportado para a cidade de Berlin. Mas aconteceu alguma coisa e fui parar no meio de uma competição de programação. Responderam: Senhor Frissa, que bom que fez contato, onde o senhor está no momento? Iremos mandar uma equipe lhe prestar auxílio. Pedimos mil desculpas pelo ocorrido, senhor.
Em 6 anos viajando pelo sistema de tele-transporte é primeira vez que me ocorre uma dessas. Pelo menos foi divertido ver a festa de programação explodir, pensou Robert sentado no banco que trazia em sua carteira enquanto aguardava alguém buscá-lo.
















