
Infelizmente essa não é a minha geladeira
Relato de experiência pessoal.
Rafael sentado em seu confortável sofá de colchão velho apoiado na parede no quarto de seu apartamento quando decide sair para comprar uma geladeira. Comprar geladeira não é coisa que homem deve fazer, comprar talvez, mas a escolha deve ser de alguma mulher, mas enfim, preciso gelar a cerveja.
(momento para criticar o trânsito curitibano)
Esta cidade cravada no coração da europa do sul, chamada Curitiba, está se tornando uma filial do inferno. O motivo são os carros. Em alguns momentos é passível dizer que estão cem carros onde deveriam caber no máximo, apertados, dez. É um ford ka subindo meio-fio, é corsa parado na faixa de pedestre, é civic costurando, brasília estourando e de vez em quando uma carroça para piorar.
(fim do momento Curitiba de merda)
Depois de dois estacionamentos LOTADOS, consegui vaga.
A primeira loja foi uma Pernambucanas. Entrei e fui pra perto das geladeiras, havia dois vendedores ao meu lado, parados conversando entre eles. Eu olhava a Brastemp, olhava para o vendedor. Os dois continuavam conversando e desviando o olhar. Beleza, fui para as TV’s. Mesma coisa. Dois vendedores parados. Eu sem atendimento.
Acredito que eles pensaram que um carinha com cara de 18 não vai comprar nada mesmo. Ok, direito deles de pensar. Dever de quem pensa assim é se ferrar. Pernambucanas é uma porcaria (opinião pessoal hein).
Lojas Colombo, Magazine Luiza e Multi Loja repetiram o erro. Todas um atendimento péssimo. Todas localizadas na Av Marechal Floriano (para título de localização).
Ponto para Ponto Frio
Fui em duas lojas da Ponto Frio, ambas na mesma avenida, a uma distância de uns cem metros uma da outra. Na primeira tão logo que pisei para dentro me atenderam. Na segunda a mesma coisa. Acabei comprando a geladeira na Ponto Frio. Uma Brastemp que estava por 1799 levei por 1500.
15,71. Escutei o vendedor falando pro gerente. Creio que foi a margem de lucro que sobrou para eles.
Num mundo em que todos os preços são iguais, atendimento faz a diefrença, como pude comprovar.
Depois só fiquei pensando no que escutei na Pernambucanas. Um cara de meia idade, provavelmente o gerente, falando para uma senhora com cara de rica:
“Meu foco aqui é resultado, sempre”
















