Coincidência e Probabologia
Seria coincidência?

via Swivel, discurso pode ser encontrado transcrito no site da ABC.
A Luminária Bivolt

Sou bem esperto. Tão esperto que comprei uma luminária no Balaroti (material de construção) sem olhar a voltagem. Cheguei no apê, o qual é um apartamento de pobre e contém apenas voltagem 110v, e percebi o problema. Sem problemas, amanhã vou lá e troco.
Amanhã fui lá e troquei pelo mesmo modelo. E quando cheguei em casa olhei atentamente para a caixa: 220v. Não pode ser, o vendedor disse que essa era bivolt. Olhei mais de perto e uma etiqueta apontava 110/220v. O problema era a etiqueta com letras minúsculas que estava cubrindo o 110v. A etiquetinha começava no 1 e terminava logo após a barra, dando a entender que o aparelho era 220v.
Ou seja, talvez eu tenha sido a primeira pessoa a trocar um aparelho bivolt por problemas com a voltagem. Maldita burrice.
E se existir um céu com um Deus?

Já perguntaram muitas vezes se acredito em Deus. Respondo sempre com um “Coca-cola bem gelada é boa”, ou um “Pede mais uma cerveja pro garçom”. Minha visão é simples, odeio a mítica visão de Deus como um grande palermo que simplesmente existe e ama. Mas por outro lado toda essa energia do universo é alguma coisa.
Não acredito em Deus e não desacredito Deus. Não sei se o Tal existe, assim como nenhuma pessoa viva. E por via das dúvidas…
Morri. Todo aquele espetáculo de luz fluorescente, pessoas que já morreram - mais detalhes sobre o processo de morrer, postarei no dia 23 - e então finalmente chego a uma fila. Sou um morto brasileiro, espera o quê? Brasileiro e fila tem uma relação de amor e ódio, mas sempre estão juntos. Quando chega minha vez o Pedrão começa a tirar sarro:
- Vejam quem chegou aqui. Rafael, aquele que não tinha crença no Senhor. Se arrepende de uma vida descrente, Rafael?
- Pera lá cara. Isso aqui é tudo real? Morri e vim pra fila do céu? Existe Céu, Deus e Inferno?
- Responde minha pergunta Rafael. A fila tem que andar. Detalhes sobre o Céu e Inferno você já leu na Divina Comédia.
- Me arrependo. Deus me ama e eu amo Ele.
Pedro manda um carimbo azul numa fichinha, me entrega, e diz para seguir até a próxima fila.
Isso seria sensacional.
O nome do seu neto no Brasil em 2048

CHI-FRU-DO
No ano de 2048 muita coisa não mudou. Por exemplo: força física ainda dói no coro dos nerds. A diferença é que são muito mais nerds do que no começo do século. O Brasil - apesar de 2048 ser futuro para você - continua a ser o país do futuro. E a quantidade de pobres está inalterada há 40 anos. A diferença neste aspecto é que os pobres tem computador e internet.
Jonesley Wellinghton da Silva vivenciou como um exemplar a revolução digital que aconteceu entre 2020 e 2030. O número de computadores no Brasil disparou, assim como conexões com internet. Foi aberto o Orkut 2 e o Orkut 3 para suportar os 180 milhões de brasileiros online. Jonesley tinha 2 anos quando em 2028 seus pais compraram-lhe um Apple Genérico - o governo brasileiro quebrou patentes de grandes fabricantes de computador e passou a produzir Apple e Dell a baixíssimo custo.
Em 2048, com 22 anos, Jonesley tem um trabalho estável como programador de computador numa subsidiária da maior empresa de Software da Índia. Casou-se com Hagadê Matilde Lima, uma das garotas do telemarketing. Tiveram um filho e o registraram com um nome especial.
Nomes ligados a computadores era novidade no começo do século, quando nasceu o pequeno Google na China. Hoje é comum ver lindas garotinhas chamadas Eméssene, piralhos de nome Orkut, e outros tantos filhos com nomes do tipo DDR Rodrigo Silva, Painel LCD Florença, Widescreen de Souza, Driver Burnin Matias Matos, Daniel Leptop da Silva e outros tantos.
Jonesley e sua amada Hagadê, desde que souberam que seria um filho homem, já tinham um nome para ele:
Wifi Webson Webcam da Silva. Ou como eles preferiam chamálo: WWW da Silva.
Coincidências e um monitor de 24 polegadas

Igual o meu! Mas 5” polegadas a mais.
Um dos gurus gringos está fazendo um concurso no qual os blogueiros de qualquer canto tem a oportunidade de ganhar um monitor de 24”. Para participar basta linkar algumas coisas, como farei no parágrafo abaixo:
O blog John Chow dot Com, quer que linken-no com o texto: make money. Quem fizer isso, estará concorrendo a um puta monitor de 24″ wide screen LCD monitor! Esse espetacular concurso tem foi patrocinado por uma empresa de hospedagem, a BlueFur, hosting Canada.
Um segundo monitor WideScreen LCD ajudaria a aumentar a minha produtividade e postagens no novo-MUNDO. Segundo? Pois é amiguinhos. Resolvi comemorar meus 19 anos me dando de presente um monitor de 19”. Seria uma linda coincidência eu ganhar este concurso.
Tragédia no Supermercado

Essa história é verídica e aconteceu de verdade. Um garoto no supermercado parecia o cão. Estava cantarolando enquanto tentava se decidir qual doce iria pegar para extorquir os pais. Passei ao lado, peguei minha Ruffles e fui procurar outros itens.
Após alguns minutos eu estava me aproximando do caixa quando percebo um carrinho de supermercado vindo a toda velocidade. Olhei o destino: um display de garrafas de cerveja. O carrinho se aproximava com fúria desumana (afinal, não é humano mesmo) e a cada milésimo de segundo que passava podia-se ver a tragédia que seria aquele monte de cerveja quebrada.
Nada estava no caminho do enfurecido carrinho de supermercado. Nesse momento a mãe do garoto começava seu longo grito a meia velocidade - aqueles gritos de filmes, em câmera lenta. O garoto apenas levou as mãos à cabeça.
Olhei para o garoto, para a mãe dele, para as cervejas e para as costas da garota mais ali à frente.
-E agora? Pensei apavorado. Isso não pode acontecer!
Rezei para que as rodas daquele carrinho travassem. Não funcionou. Torci para que o display de cerveja assumisse seu lado animado e andasse. Não aconteceu. Mentalizei uma parede à frente do display. Nada apareceu.
O carrinho ainda não desistira da missão que lhe foi imposta pelo garoto. As cervejas estavam com o seu destino selado.
Não! Algo aconteceu! De algum lugar profundo do meu cérebro veio a idéia: coloque seu pé na frente! Sem esperar o crivo da minha razão e nem da visão, a ordem se cumpriu. Pháaah, foi o barulho. O display de cerveja fora salvo.
Entretanto, como todo vilão malvado que preste, o carinho assumiu uma nova direção: o display de revistas de fofoca. Desta vez não sobrou tempo para tanta história e as revistas foram lançadas dentro dum raio de dois metros.
Alguns dos funcionários se aproximaram para ajuntar as revistas enquanto o menino levava consecutivos tapas na cabeça, proferidos por sua mãe. Todos os presentes observavam a cena.
Antes de deixar minha posição e me dirigir ao caixa pude ouvir o garoto dizendo algumas palavras abafadas pelos violentos tapas de sua genitora:
- Mas no GTA não acontece assim. E eu me enganei!







