Eu tinha um amigo nordestino que quando ia ao banheiro obrigava todos a saírem da casa. Não importava o tamanho da casa. Alguns diziam que ele era podre por dentro, outros achavam que ele tinha o DNA manipulado para causar mais fedor. Ele dizia que eu exagerava, afinal no nordeste todo mundo come coisas mais “pesadas”, segundo ele, e por isso é mais generoso com o vaso sanitário.
Esse fato vem para justificar a frase que causou um pouco de polêmica na postagem sobre as proletárias dos shoppings. “Pois que num novo mundo estas seriam renegadas a pior das atividades: limpar privadas de obras onde todos os trabalhadores são nordestinos e comem muita pimenta.”
A questão não limita-se a estereótipos. Cada ser humano - ou não humano - tem suas milhões de características combinadas de uma forma que evita que ele seja igual a outro ser. É psico-social-biológico, é a verdade.
Então eu digo para os caros defensores do “somos todos iguais”, “todos merecem o mesmo” e outros mantras igualmente inúteis que: ninguém é igual a ninguém. Imagina qual a graça de um mundo onde todos comem McDonalds, gostam do Faustão e jogam bocha toda noite. É triste.
Como um corno aí certa vez me disse: nesse país você tem que ser minoria para ter direitos. Concordo e endosso a idéia. Inclusive tenho que apoiar o lema da campanha da Coca-Cola: Viva as diferenças.
Aproveitando a oportunidade gostaria de expressar que fico muito curioso para saber no que resultaria a cruza entre aqueles dois seres do final da propaganda.













