
O Alex Castro, escritor falido, foi passear em Cuba e registrou suas experiências em um livro. O cara é um herói. Dos poucos trechos que já li no blog do livro, Radical Rebelde Revolucionário, consegui minutos de diversão preciosa. Cuba é uma ilha da fantasia, tudo lá é fantástico no sentido mais semântico da palavra. Obrigado Alex, pelos relatos.
“Na verdade, essa loucura monetária teve duas interessantes conseqüências. A primeira, intencional, é tornar Cuba o lugar do mundo onde o dólar vale menos.”
“No cinema, um ingresso pra turista custa 2 pesos conversíveis (2 CUC = R$ 4,8) e, pra cubano, 2 pesos nacionais (2 MN = R$ 0,20).”
“Em nenhum lugar do mundo, a informação tem tanto valor ou a diferença entre os preços de quem sabe e quem não sabe é tão grande.”
“Antes, gritavam aos exilados: “¡traidores!”. Hoje, o grito é outro: “¡trae dólares!”"–
“Todos os jornais são editados pelo governo: o maior, o “Granma”, é o informativo oficial do comitê central do Partido Comunista, oito pagininhas diárias em formato tablóide que todo mundo lê. Deixa eu contar uma coisa que vocês vão achar que é mentira, mas vá lá. Em Cuba, falta tudo; quando tem, é racionado; pra comprar além da sua quota, é caríssimo - inclusive papel higiênico. Já o “Granma”, subsidiado pelo governo, é diário e baratíssimo (0,20 MN = R$ 0,02). Então - vocês já entenderam, ¿né?”
Então, o cara andava em táxis cubanos para não pagar um absurdo nos táxis para turistas. Dá pra perceber que ele é pobre, idealista e maluco. Para ajudá-lo a continuar as aventuras por lugares quase bizarros (ele enfrentou o Katrina), compre o e-livro Radical Rebelde Revolucionário, por R$20 (algo em torno de 200 dinheiros de Cuba).
Eu vou comprar já meu exemplar. Pohrra, quer algo mais legal do que o castelinho de areia vermelha chinês ou cubano? Não existe!














