
Leia o texto enquanto este GIF carrega.
Curitiba é uma cidade organizada, limpa e feliz. Assim que reza a lenda. A verdade é outra.
Quando dirigir em Curitiba, GRUDE no carro da frente. Para evitar que um bando de espertos tomem seu lugar. Inclusive em rodovias. Amarelo aqui é verde, no sinal, pode passar a vontade. Placa de proibido virar a direita ou esquerda? Ignore. São somente enfeites.
O trânsito desta cidade é um dos pontos inglórios. Mesmo vendo de perto a zona que é no Rio de Janeiro e pela TV os congestionamentos de São Paulo, afirmo que Curitiba tem um trânsito ruim.
Falácia? Curitiba é a capital com mais carros por pessoa no Brasil. 1 para cada 3 habitantes.
Apesar de tudo, dirigir neste trânsito maluco compensa pela paisagem. A não ser em dias de chuva.
5 minutos de chuva forte no dia de hoje foi suficiente para causar centenas de acidentes, dezenas de árvores caídas e muita notícia para os jornalistas.
Chame os home
E foi ouvindo a Band News FM que a ironia do universo sorriu pra mim. Enquanto a âncora citava uns dez acidentes dos últimos minutos, um motoboy furou o sinal e bateu no meu carro.
Primeiro pensei: vagabundo, viado esse motoboy. FUROU o sinal.
Segundo: desbloquear a rua (já estavam buzinando, mesmo com o motoqueiro sentado no asfalto). Puxei o carro para um canto e desci. Puxei a moto do cara para cima da calçada.
Terceiro pensamento: será que o cara se machucou? Só o que falta mesmo. Se machucou aí cara?. Acho que quebrei o pé. Mas você tá PISANDO no chão; Quer que eu chame ambulância?. Não precisa.
Quarto ato, danos materiais: Cara, você FUROU a porra do sinal vélho, que cagada sua hein; Fudeu com a porta do carro, e agora? O carro não é meu cara, tu tem que me ajudar a pagar essa coisa aí, nem que seja uma parte.
Chame os home, os trânsito aê. Sorte que não quebrei a perna, senão não ia alimentá meus fio hoje. Chame os home se quisé porque eu não vou pagar porra nenhuma.
Desonestidade Deslavada
- Beleza, falei para o motoboy. Se não pode pagar pelo menos me passa teu telefone cara. Pra qualquer coisa eu ligar.
- 5 8 3 4 5… (ele estava falando número por número pausadamente. E em Curitiba nenhum número de telefone começa com 5)
Aí disse que apertei uma tecla errada no celular e pedi para ele repetir o número.
- 3 2 8 2…
- Você tá inventando números cara. Tá querendo me enganar.
- Ah, chama os home aí então se quiser.
Dois lados da moeda
1 - O motoboy estava errado. Furou um sinal vermelho. Dane-se a família dele. Eu devia ter chamado a polícia e ferrar com aquele animal. Fazer ele pagar a porra da porta. Ignorante. Garanto que pegar vagabundas ele aprendeu na adolescência, estudar que é bom não né? Daí ele bate no meu carro e eu me ferro. Se ele é pobre bem pobre, azar o dele.
2 - Coitado do cidadão. Trabalhando desesperadamente para pagar as contas e alimentar os filhos. Furou o sinal porque o trabalho o obriga a isso. É motoboy pois não teve oportunidade na vida. Provavelmente os pais não deram nem educação pra ele.
Saldo
Olhando por cima parece-me que gastarei algo entre 300 a 500 reais com a cagada do motoboy. A moto do cara não estragou, e nem o pé dele.
Amanhã ele provavelmente vai bater em outros espelhos e portas. Dificilmente vai aprender. Eu? Tô afim de fechar motoboys no trânsito; perdi mais um pouco de fé nesse país.
Conclusão
O Motoboy furar o sinal e bater no meu carro, e não ajudar a consertar, exemplifica muito bem a situação depravável do nosso país. Na minha opinião, esse fato pode ser comparado com a política. Quando um político faz uma cagada e não conserta.
Taí o por quê do Brasil ser uma bela porcaria.
___________________
Jackson Five
indicado pelo Carbono