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Só pode ser uma viajem na Batatinha
NOVE REAIS. Num punhado de batata frita.
Ok, arredondar para cima pode ter sido exagero, mas no caminho inverso o preço continua um exagero. Com oito reais dá para comprar mais de 10 KILOS de batata!
Aí a turma do contra se manifesta diretamente lá do fundão: mas ela tá frita. Então compare com a Batata Elma Chips, que já vem devidamente frita. Enquanto o tubo de OITO reais tem 175g de batata frita, o pacote com DUZENTOS gramas de batata frita Elma Chips custa R$3,85. Que abesurdo.
A turma que faz antena nem pense em se manifestar a favor da batata em tubo que eu jogo voodoo em cima de vocês.
O SindiBatata não quis comentar o caso.
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Frite seu estômago para ajudar as criancinhas. Esse é o lado Coca-Cola da Responsabilidade Social
Eu bebo o líquido preto da morte a torto e a direito. Mais que água, cerveja ou qualquer outra coisa. Tenho ciência que em poucos anos meu estômago vai derreter e vou morrer. Mas não me importo com isso, especialmente nesta semana.
O grande demônio capitalista chamado Coca-Cola está doando 2 centavos de cada produto vendido para ajudar quem precisa. Neste caso, quem precisa é o Instituto Coca-Cola* - doações para o Instituto novo-MUNDO aqui.
O nome da campanha é Cada gota vale a pena. Se eu tivesse criado o nome ele seria menos criativo e mais realista: cada golão vale a pena, principalmente se for misturado com vodka.
E eu não sabia porque aquela Coca-Cola de 1 litro que estava uma pexinxa no Mercadorama sumiu de uma hora para outra dando lugar às caras embalagens de 600ml. Dois centavos é uma grana considerável.
De qualquer maneira é bom saber que mantendo meus hábitos estarei fazendo minha parte. Responsabilidde Social da Coca-Cola me fazendo socialmente responsável. Pelo menos nessa semana.
*Etruscos, troianos e gregos: O Instituto Coca-Cola é uma coisa séria. Eles mantém diversos programas legais por todo o Brasil. Va lá conhecer.
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Fani do BBB na Playboy (ou na Sexy?) por 800 mil
“Depois da eliminação com 89% dos votos no décimo paredão do BBB 7, Fani agora entra na disputa pelas cifras milionárias da Playboy. A moradora de Nova Iguaçu já deixou claro que não tira a roupa por menos de R$ 800 mil.” Broxa News
Supervalorização. No mundo que não existe chamariamos isso de “coisa estranha que não deveria acontecer”. No mundo em que vivemos chamamos isso de “coisa estranha que não deveria acontecer”.
- Com 800mil você pode alimentar milhares de cabeças de gado para produzir toneladas de alcatra e picanha mal passada pingando sangue.
- Com 800mil você dá a entrada em uma Ferrari das boas.
- Com 800mil você compra uma cobertura em um bairro nobre na região nobre de uma cidade nobre.
- Com 800mil você financia um golpe de estado em um pequeno país africano.
Vejam quantas coisas melhores pode se fazer com 800mil. Existem muitas outras alternativas, mas que prefiro prender por entre meus neurônios para não assustar os leitores.
Bem que a Playboy poderia ser inteligente e contratar celebridades que no momento estão em baixa, fazer as fotos, e só publicar quando a pessoa voltar ao topo. Isso se chama investimento.
Enfim, se você quer ver as fotos da fani pelada, completamente nua, zero de roupa, ao vivo, o que é melhor do que na Playboy, eu recomendo o Sonho Lúcido. Boa sorte.
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Isso é um Tubo ou o inferno?
Senhores e senhoras, a foto é só para despistar, preparai-vos para uma narrativa recheada de chuva, política, anestesias, ônibus, raiva e espírito socialista. Minha semana foi tenebrosa.
Esta é com certeza uma das piores semanas da minha vida. Começou na segunda-feira quando o examinador do Detran resolveu que eu seria a vítima da sua cota de reprovações. O carro estava completamente dentro da porcaria da linha amarela, alinhado ao meio-fio, e o senhor tomou pelo menos 20 segundos para inventar que o pneu da frente não estava na linha e eu teria que repetir. Fiz isso, mas segundo ele reprovei por 5 segundos.
Algumas horas depois eu já estava conformado e em um ônibus em direção a Curitiba. Nos mais de 100km fui obrigado a escutar a ladainha de duas senhoras sobre um pastor de igreja evangélica. Elas diziam quase emocionadas uma para a outra que no último culto o pastor via um anjo tocando gaita de boca. E elas pareciam realmente acreditar nisso.
Ainda no ônibus o ar condicionado estava totalmente mal regulado. O frio era intenso e eu estava sem blusa para me proteger. Ao chegar na rodoviária todo o meu pescoço parecia congelado, doendo muito. Estava chovendo em Curitiba na hora em que desembarquei. Cinco quadras sob um guarda-chuva. Guarda-chuvas não são efetivos.
Ok, ok. Meu pensamento era muito positivo. Em algum lugar do meu cérebro estava cravada a idéia “assistir alguns episódios de Heroes vai curar essa raiva”. O que aconteceu? A Net Vírtua me deixou na mão com aquela miserável taxa de download.
Como se não bastasse tudo isso surgiu um trabalho para entregar no outro dia na faculdade. Lá se foi minha última esperança: ir dormir cedo para acabar com a segunda-feira. Ainda estamos na segunda-feira.
Terça-feira começou com aquela coisa especial, uma dor de cabeça. Só percebi que era necessário um meio-litro de Anador quando já estava a caminho da faculdade. Durante e após a aula o dia foi péssimo. O Anador só fez efeito lá pelas quatro da tarde. Perdi o dia.
Acredito que grande parte dos leitores do novo-MUNDO sabem que vivo exclusivamente da atividade de blogar. Então, na minha semana maldita os ganhos resolveram que era hora de despencar. Eu ainda agüento.
A manhã de quarta me revelou uma surpresa. Ofuscamento da visão seguido de uma dor de cabeça nível 9. Aconteceu na primeira aula que era justamente diante de um computador. Olhei pela janela e consegui focar por meio segundo a estufa do Jardim Botânico. E juro que eu ví um boneco de voodoo correndo no teto do ponto turístico apontando uma agulha para mim.
Cheguei da aula e fui dormir. Novamente quase que o dia se vai. Acordei as 16h. Como eu não estava disposto a me entregar à esse voodoo fui ao cinema assistir o Motoqueiro que pega fogo. Nada de azarado me ocorreu no cinema e pensei que o efeito do voodoo tinha acabado.
Ledo engano Mr. Freeman. Hoje é quinta-feira. Durmi muito mal, acordei mal, e fui para a faculdade. Eu tinha destista marcado para as 17h30m e é esse fato que, torço eu, fecha com o voodoo.
Eram 16h quando o céu que estava azul de repente se tornou cinza e resolveu que era hora de chover. Não desisti, não aqui, no rabo da semana. Havia três opções: a) chamar um táxi; b) ir a pé com o guarda-chuva; e c) andar cinco quadras e pegar um ônibus para os 3km do trajeto.
Não fui besta: escolhi a opção do ônibus. Ir é sempre mais fácil e me custou R$1,80 mais um pouco de saco para descer no tubo - “tubo” são as estações de ônibus de Curitiba - do Shopping Estação e então embarcar em outro ônibus até a praça de fronte ao Shopping Curitiba.
Pronto, eu havia chegado um pouco molhado mas vivo ao dentista. Antes de iniciar o tratamento fui pagar a conta de R$205,00 com meu dinheiro de plástico. Foram três as tentativas, e em todas as máquina disse que a operação não poderia ser realizada nem a pau.
Disse à moça para esperar eu ir no Shopping Curitiba atrás de um caixa eletrônico. Peguei mais chuva mas consegui voltar com o dinheiro - transferido da poupança - para pagar minha tortura. Verificando minha conta neste momento encontrei um pagamento de R$214 à Bovespa pela compra de 5 ações da Petrobrás que eu pensei ter cancelado a tempo. Por isso que a máquina não aceitava debitar a grana.
Meu medo de deitar na poltrona da morte - cadeira do dentista - era crescente a cada milésimo de segundo. Porém eu não iria negar um serviço que me custou 200pila. A simpática Dra Tatiana tacou a broca no meu dente que teoricamente teria um canal feito. Mas que estranho: havia dor, muita dor. Um rápido raio-x (percebam que até radiação tomei nesta semana) revelou que a coisa de canal não estava feita. Vamos fazer então: mais R$250.
Xico Xavier bem dizia: nada está tão ruím que não possa piorar. Saí da clínica e me assustei com a fila para entrar no tubo. Debaixo de chuva lá fui eu. E até levei empurão de uma gorda ignorante, contudo consegui embarcar no primeiro ônibus.
Lembram da troca que fiz para ir? Precisa ser feita para voltar. O problema foi que na minha parada, o tubo do Estação, não existia mais o tubo porque por tudo que existe eu juro que aquilo era o inferno. Sem exagero algum eu posso afirmar que pelo menos 300 pessoas estava entulhadas em alguns metros quadrados, e em forma de tubo.
O empurra-empurra despertou em mim algo que eu desconhecia mas que tomou meu ser naquele momento: o espírito socialista. Num primeiro momento eu estava proferindo palavras de ordem. Pouco tempo depois já eram críticas ao sistema de coletivos. E para fechar soltei no meio da gritaria: tragam o Beto Richa pra vir pegar esta mierda de ônibus.
Depois de uns vinte minutos de empurra de todos os lados possíveis e impossíveis, pessoas gritando, estudantes fazendo baderna, mulheres chorando e passando mal, idosos perdidos, pessoas sendo presas nas portas, mais pessoas tentando acessar o tubo, mulheres parindo - tá, mulheres parindo foi exagero - é que consegui ser cuspido para dentro do ônibus que eu queria.
Saí do inferno direto para a porcaria da Terra. Desci alguns km à frente e cheguei ensopado em casa. Um demorado banho quente me fez pensar em escrever este texto.
Cá estou. Com raiva, com trabalho pra fazer, pensando o que vou fazer com cinco ações da Petrobrás que eu não queria comprar, com a cara toda anestesiada e com medo do que pode vir a acontecer amanhã. Pois sexta-feira é o último dia útil da semana. Desta semana que eu não desejo nem mesmo para pessoas com poderes especiais.
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Ouvi na Bloomberg
O presidente da General Motors do Brasil é um japonês, ou chinês, ou coreano ou tailandês. Bem, tem olhos puxados, é originado de lá do outro lado do mundo.
Numa entrevista para a Bloomberg ele respondeu com seu português aprendido com diversos “pobrema” “gineal motos” e outras coisas engraçadas. Mas isso não é digno de risadas tanto quanto a entrevista feita com um consultor.
A Standart&Poors (não sabe o que é? procure no Google) setou uma nota BB+ para o Brasil. Isso significa que o país está, economicamente, em bons lençóis frente a outros emergentes, que nunca emergem.
Então o cidadão disse que era positivo e toda aquela caracteristica encheção de linguiça economica e no fim disse algo como:
Melhor essa nota do que se fosse uma Big Brother, BBB.
A pessoa estuda muito na vida e se torna um bom empregado. Depois de milhares de ordens recebidas ele ganha respeito. Para num dado momento da vida fazer uma comparação ridícula em uma entrevista. O que ele merece?
Johnny Blaze diria “You are guilty”. Tenho certeza.
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