
IM LARNIN UR GANIZATION
Para complementar a aula de hoje - no meu célebro - vou escrever um pouco sobre Organizações que Aprendem. Learning Organizations, em inglês, para parecer mais bonito.
Então, vamos comigo: você é um funcionário de uma grande empresa e num belo dia há uma palestra na qual alguém explica que a partir de agora a empresa terá um Portal Corporativo, ou um Wiki, resumindo: Gestão do Conhecimento. Dizem que sua colaboração é de extrema importância, afinal você é um colaborador, A-HÁ!
No primeiro momento você vê aquilo como mais uma porcaria que um consultor qualquer está implantando na empresa. Depois disso há uma trifurcação:
a) no segundo momento você continua achando que aquilo não passa de mais uma baboseira;
b) você percebe que está colocando informações vitais para a manutenção de sua pessoa no posto de trabalho e começa a ficar com medo;
c) sua empresa só tem babacas, inclua-se, e a Gestão do Conhecimento vai por água abaixo;
Opções A e B são desinteressantes. Vamos tratar da B.
Nonaka e Takeuchi, dois japinhas espertos, defenderam que existe conhecimento tácito e explícito. Sendo o explícito aquele que tu consegue escrever.
Exemplo: como fazer um omelete? quebre o ovo, jogue na frigideira e pronto.
Conhecimento tácito é um pouco mais complicado e não pode ser transcrito.
Exemplo: andar de bicicleta. Você pode até descrever o processo de subir na bicicleta, mas jamais explica como funciona para ter equilíbrio, isso leva experiência. A-HÁ!
O fato é que, os autores orientais acreditam que a Gestão do Conhecimento é um processo que funciona como ganha-ganha entre empresa e funcionário porque a cultura deles permite. Japoneses geralmente ficam décadas no mesmo emprego, japoneses pensam no coletivo, japoneses fundaram a Yakuza.
O processo de Gestão do Conhecimento que aplica-se no Brasil acaba tendo que se adaptar a nossa linda e maravilhosa cultura. As pessoas tem medo de compartilhar todas as suas informações porque temem perder o emprego, por exemplo. Aí o que se faz é um processo de aprendizado matematizado: temos 30 conhecimentos aqui diretor, olha que legal. Ha ha ha.
Enfim, no texto que li, o autor comentava que se as pessoas tivessem a noção de quanto elas valem por conta de seus conhecimentos, não haveria empresa que pudesse arcar com salários. Outra afirmação dá conta da falta de atenção para a questão social da Gestão do Conhecimento, afinal o que as empresas ocidentais querem é se ver independentes até dos próprios funcionários.