
No meio de tanto brutamontes tive que fazer peito de pomba para aparecer para as mocinhas na balada. E foi estufando o peito que saí do banheiro e avistei uma garota que parecia tá me dando mole. Ninfetinha, blusinha verde musgo apertada definindo o tesão no abdômen e um sorriso de quem quer dizer “quero dar para você”.
Contei os passos cambaleando até o bar para manter o peito estufado a a falsa aparência de sarado que aquela camisa apertada causava em mim. Do bar eu poderia olhar melhor a garota e esperar até a hora do ataque.
- Uma caipira, cara.
- Não tem caipira aqui.
- Porra! como não tem caipira aqui!? Me dá uma dose de whisky, então.
- Não tem whisky. Só tem cerveja.
- Cê tá de sacanagem, tô vendo aquele Johnny Walker alí na estante.
- É enfeite.
- Dá a cerveja então.
- Não tem cerveja mais, acabou.
Se eu fosse bem macho teria dado um murro na cara do barman, mas as aulas de Yoga fizeram de mim um homem mais calmo.
Já não era mais cedo então levantei naquele instante e fui até a mocinha que estava com duas amigas rindo pra cacete.
- Olá moças. Parece-me que a conversa está boa, posso saber do que se trata?
- Não. Não tem nada pra você aqui.
- Que arrog…
A moça interrompeu fazendo um sinal para o segurança. O armário se aproximou para dizer que não tinha nada pra mim alí e que eu deveria ir embora. Quis argument… Saia já cara. Não entendeu? Quer que eu faça você entender?
Quase chegando na porta, a derrota me tomou, meu peito desinflou. Sem o peito de pomba, o segurança ficou com dó de mim, deixou eu ficar na casa e o barman pediu desculpas e me serviu uma caipirinha e uma dose de whisky de graça.
Mas daí a ninfetinha não olhou mais para mim.
















