Liberdade, Ordem and Liberdade
Já sei onde quero me hospedar na europa: Prisão Austríaca
O prédio acima é do Justizzentrum Leoben. Deduzo que seja Centro de Justiça, onde o pessoal passa uma temporada para aguardar seu julgamento.
E eu que nem um tongo pagando uma fortuna para morar num quartinho com uma das janelas emperrada e as portas cheias das manhãs. Do contrário de mim, tem gente que nasceu com sorte: quando vai preso, cai num lugar desses.
As celas são sujas, apertadas e mal decoradas:
O espaço social, para banho de sol e lazer, tem jardim e uma mesa de tênis:
Eles tem até uma sala de conselho Jedi, deve ser para aulas de arte, ou aulas de como fazer caixotes:
Tem mais algumas fotos num site que fala sobre o projeto.
Jericho
Neste final de semana que acabou de morrer eu fiz duas coisas. Aprendi muita teoria sobre Serviços. E assisti uma nova série entitulada Jericho - como será que a Globo diria isso?
AVISO: Sim, tem Spoiler. Muitos. Mesmo.
A história basicamente pode ser descrita assim:
1 - Uma bomba atômica explodiu
2 - Porrha! Várias bombas atômicas explodiram!
3 - Precisamos sobreviver
Jericho é uma cidadezinha no interior do Kansas onde a história se passa. Num dia lindo a população vê no horizonte o belo cogumelo da maravilha atômica. Eles supõe que a explosão foi em Denver.
No começo o importante é se proteger da maldita chuva radioativa que chega após o acontecido. É essencial dizer que o telefone não funciona, na TV e no rádio só passa o canal da estática e a página não pode ser exibida na internet.
Começa a causar friozinho no estômago quando eles conseguem captar alguns segundos de transmissão de TV: um telejornal chinês com o mapa dos EUA no fundo com vários pontos vermelhos nele. Instigante.
Depois acontece o básico de toda série do tio sam, enrolação. Passada a enrolação, passam caças e bombardeiros no céu. Vários pacotes com ajuda humanitária descem de paraquedas. Junto com a comida, água e um grande gerador estão belos folhetos: Não Lute. A China é sua amiga.
Dammit. Seriam os chineses? Pelo que parece não. Fato é que a série demonstra como seria um ataque atômico do ponto de vista dos cidadãos. Em certo momento podemos ver um mapa num posto de trocas dizendo que existem agora seis capitais, seis presidentes. Depois da comida o que mais falta é informação.
Na TV, Internet, telefone e rádio começam a ser divulgados anúncios de “fique onde está, a ajuda está a caminho”. Enquanto isso assistimos a mais alguns capítulos de enrolação até que chega um grupo de militares na cidade, com blindado e tudo.
Os marines vem com essa: “vamos ajudá-los agora que ganhamos a guerra”. Epa! Guerra? “Irã e Koréia do Norte. A Korea cedeu as bombas e o Irã financiou os terroristas”. Mas já no episódio quinze a coisa se abriu assim? Claro que não.
Para saber mais: Jericho Brasil.
Ganhe dinheiro sem trabalhar
Imagine uma sociedade socialista perfeita. As pessoas são valorizadas igualmente e todos tem moradia, estudo, alimentação e lazer.
Rogério é porteiro de um prédio público que ganha o mesmo salário daquele seu inimigo nerd de infância que hoje tem uma alta patente no setor responsável pelas tecnologias de informação e comunicação do estado.
Jonas é responsável pelo planejamento quinzenal de abastecimento de cebola. Se ele não fizer seu trabalho bem feito as pessoas podem ficar sem cebola, seria um caos. Sua ex namorada, do colégio, tem um emprego melhor. Melhor no sentido de mais cômodo.
Lívia, a ex do Jonas, não trabalha, passa o dia lendo, conversando com alguns amigos e praticando alguns hobbies. Ela ganha o mesmo que ele, que o porteiro Rogério e o que inimigo deste.
Moral da história: eu adoraria viver num regime socialista utópico. Passaria o dia de pernas para o ar escrevendo em um blog sem se preocupar se ele está rendendo ou não.
Arame Farpado? Não! É Elemento Cortante.

As meninas super poderosas tinham que ver isso. É um perigo para elas se o Macaco Louco tiver acesso ao Elemento Cortante.
Certo que isso não é didaticamente um Arame Farpado. Mas fico pasmo - pasmem gente - que alguém coloque a coisa como Elemento. Destaque para a mão segurando a cruz, um primor de símbolo.
Eu NÃO quero trabalhar no Google
Um cara que ainda está cursando a primeira graduação fez um site para chamar a atenção do Google. Ele quer um emprego por lá.
Será que eles contratam estagiário de limpeza? Numa dinâmica tipo Karatê Kid: “depois de 2 anos limpando essa privada você aprendeu que para trabalhar no Google não é só querer”.
Não gosto de meter meu grande bedelho - e meu grande nariz - n’onde não fui chamado. Mas acredito que alguém está muito precipitado ao pedir um emprego na maior empresa de internet deste planeta sem ao menos ter um diploma de faculdade na mão.
Aproveitando a situação gostaria de expor que eu não quero trabalhar no Google como muitos acham - nota mental: odiar mais o achismo . Já disse que quero concorrer com eles, porém isso não é verdade. Sei que isso seria muito pretencioso da minha parte. Então eu quero apenas ser maior e melhor que o Google.
Eu não sei como é ser empregado. Nunca trabalhei sob ordens. E quando uma professora minha diz “vocês vão cumprir ordens nas empresas, essa é a verdade”, eu ignoro sumariamente e lembro do quanto é bom escolher a hora em que vou trabalhar.
Isso não é para desmerecer quem trabalha em alguma organização. Quando Darwin criou o universo ele nunca disse que as pessoas não devem ser empregadas. Este texto tem o caráer exclusivo de alegar que meu way of life é ser livre da garra mais afiada do capitalismo.
É isso: não quero trabalhar no Google. Minha atual relação de parceria com eles já é suficiente. E para o cidadão que tanto quer sua vaga no Google: Boa sorte, mas lembre-se que o Google também demite, pode demorar, mas demite.
















