
Babaca sendo feliz
Sei que parece coisa de vagabundo essa história de trabalhar em casa, mas não é. Eu trabalho em casa há quase um ano, com meus blogs. No começo todos os olhares eram de desconfiança, então comecei a comprar coisas e assim as pessoas começaram a respeitar meu trabalho. Materialismo? Que nada.
Então Solon Brochado - é o nome do cara, acreditem - estava fazendo uma matéria freela para a Capricho e decidiu que seria legal convidar aquele carinha de 18 anos que estava ganhando um dinheirinho, o carinha sou eu, era, sei lá :P.
Sair na Capricho foi muito importante para me consolidar frente a família. Imaginem só aquele nerd vagabundo - raiva de quem não sabe o que é nerd realmente - que passava dezenas de horas na frente do PC, sair em uma publicação nacional, tá bem que é uma revista altamente miguxa, mas tá valendo.
De lá pra cá a família e os amigos sabem que eu trabalho com o blog. Geralmente os parentes e amigos perguntam Como vai o blog? Mesmo sem saberem o que é de fato um blog. Respondo que melhor impossível. Protocolo cumprido.
Chego a desanimar vez ou outra pelo desafio de provar o valor do meu trabalho ter sido realizado. Não há mais aquela gana de mosrar para os outros que aquela porcaria que eu faço, eu faço bem e por isso vivo disso.
Para contornar a inércia, trabalho com novos horizontes, primeiro estou tentando estabilizar outras facetas da vida para não morrer de ataque do coração jogando bola com 25 anos. Uma vida equilibada, segundo os preceitos da minha religião.
Nesse tempo - o meanwhile - desenvolvo novas idéias e estudo para pô-las (!) em prática. Quem sabe no futuro eu não consigo ser mais do que um blogueiro profissional? Dono de algumas empresas e um blogueiro profissional, vejo isso no meu futuro e tenho certeza que vou alcançar. Até lá. Nos vemos na encruzilhada.