Uma guerra para a China

Chin procurava no seu livro por mapas geográficos. A aula não lhe interessava, preferia ficar olhando todas aquelas figuras e mapas no livro de geografia. Na sétima série estava aprendendo muita coisa nova, entre elas sua consciência crescia e algumas fagulhas de senso crÃtico apareciam.
Achou um mapa que julgava interessante, da guerra que acabara a menos de dez anos depois de devastar milhões de vidas e colocar seu paÃs no “comando do mundo”. Dias antes tinha acompanhado um trecho de um programa na internet, lembrava vagamente:
“…jamais poderiam imaginar que aquele pequeno conflito…”
Mas era tão óbvio, ele pensava. E continuou a lembrar:
“…começou quando a Geórgia desafiou uma região separatista apoiada pela Rússia, meses depois a disputa continuava contando mortos, foi quando tropas internacionais interferiram, mas foram covardemente aniquilados pelo exército russo. Vários paÃses europeus mais os Estados Unidos reagiram, fizeram o conflito evoluir no que chegou a ser chamado de Terceira Guerra Mundial, mas temendo que tal classificação pudesse enganjar mais governos e causar a destruição da vida moderna, as pessoas abandonaram tal definição e empenharam-se na luta pela paz.”
Na verdade foi tudo tão de repente, disse sussurrando para si próprio. Olhou pela janela, nada para ver além da poluição, porém ele nasceu respirando aquilo, então não ligava.
“…anos depois todos os paÃses envolvidos no conflito decidiram por um cessar fogo que foi suficiente para acabar com a guerra. A região em disputa tornou-se independe…(…) Vários analistas e historiadores afirmam que aquela guerra era iminente, mas a grande maioria concorda que foi imprevisÃvel. E tudo começou junto com a OlimpÃada em 8/8/8.”
TerÃamos nos tornado esse império gigantesco caso essa guerra não tivesse acontecido? Passou pela cabeça de Chin, que achou impossÃvel. Provavelmente os Estados Unidos continuariam no topo, sei lá.
A voz da professora chamou sua atenção: Qual a capital do Brasil? Chin, responda-nos. Atrapalhado disse Buenos Aires, ela corrigiu mas sabia que era um erro muito comum. Chin envergonhado voltou a prestar atenção na aula.










Nota 10
Ok, se for analisar só a ficção é muito boa. Mas sou um chato em questões assim:
O exército internacional enviado para a Rússia provavelmente seria americano, inglês ou francês. Ou ainda um combo de algum desses e muitos outros. Mas dificilmente eles iriam interferir desta forma, provavelmente dariam sanções ecônomicas no paÃs.
Acho que no nossos tempos algo do tamanho de envolvimento da Segunda Guerra Mundial dificilmente ocorreria, apenas se um paÃs ou milicia muito fortificado ataquesse dezenas de outros. Motivo: As grandes decisões hoje em dia são econômicas. “Econômia, idiota!”, é o lema. Veja, os EUA, o garoto esportista mais rico da cidade está tendo que pagar aluguel e tem entre os 10 maiores credores, Brasil e Méxixo, só por que resolveu ajudar um paÃs a derrotar uma milÃcia em teoria, desorganizada e muito mais fraca.
E mais, dificilmente na China perguntariam sobre a capital do Brasil e se ele respondesse muito mais dificilmente ainda responderia “Buenos Aires” isso por que o idioma deles não “absorve” os nomes dos lugares. Brasil é “PaÃs do Oeste” na lÃngua deles e “EUA” é “PaÃs Bonito”. Eles precisam de 5 anos para se alfabetizar (aqui é 3), nem ligam de ensinar sobre paÃses como esse.
Não da pra colocar no mundo real mesmo. Nem “sétima série” eles devem ter.
*8/8/2008
Ei, porque usar meu nome?!
Humpf.
E dizer que Buenos Aires seja a capital do Brasil deve ter um motivo… Será que Buenos Aires seja mais importante do que Brasilia?! Importante, significativo, representativo, algo assim?!
8/8/8… ainda acho que 6/6/6 deveria ter sido um marco histórico!
Quanto ao texto, sem comentários, tá demais….
hei porque usar o nome do meu chato de galochas?!
BOOM!