1 ponto negativo para o Governo do Paraná
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Desde 14.09.2006, por decisão do Governo do Paraná, O Itaú está impedido de receber o pagamento de tributos e taxas estaduais, tais como ICMS, IPVA, ITCMD e outras.
Mais uma vez quem se ferra é o povo, o usuário. Neste caso sou eu mesmo que vou ter que ir para a pior fila depois do INSS aqui na minha cidade, a do Banco do Brasil.










Para conhecimento em geral:
Esforçou-se sobremodo, mas equivocadamente, o conselheiro, para descaracterizar minha obra.
Cara Chefe do Setor de Editoração,
ROSI GLÓRIA ZANDONÁ LOPES SALOMÃO.
Finalmente obtenho uma resposta que dá fim à questiúncula, levanta por mim, aliás.
Fico sabendo que o “parecer desfavorável à edição foi levado à votação e decidiu-se pela aprovação do parecer do Conselheiro. Parecer aprovado”.
Todas aquelas informações recebidas anteriormente, como “não vem ao encontro dos propósitos deste órgão de cultura” - que entendi como resposta absurda, já que a SEEC, tem o fito primordial de preservar e divulgar a cultura tinguí, paranista, paranaense, parananiana… da terra dos pinheirais…
Aproveito o ensejo para informá-la que o Conselheiro que analisou o texto está vergonhosamente despreparado para a função, já que não conhece os regionalismos/léxicos paranistas, ou então vejamos:
Para embasar sua conclusão, relacionou uma série de vocábulos que considerou impróprios à preservação e/ou resgate de nossa identidade, de nossa cultura tradicional:
1) Palavras de uso corrente em nossa Pátria – língua portuguesa – interpretou-as como sendo do linguajar gauchesco: “brasido, charla, cruza, estancieiro, guaiaca, herdada (de herança), solilóquio, solito, tapuio”, todas constantes nos dicionários Michaelis (Melhoramentos), Brasileiro (Britannica) e Dicionário Escolar (Ministério da Educação).
2) Listou vocábulos constantes no “Dicionário Sociolingüístico Paranaense”, de F. Filipak, editado pela Imprensa Oficial do Paraná, como sendo somente do linguajar do RS: “piá, matear, guaxo, matungo, vizindário, fatiota, vianda, cincha, coxilha, lombilho, china, pilchado”.
3) Diminutivos em “ito” (trotezito, igualzito, passito) em vez de “inho”, do linguajar típico da Comarca de Curitiba como nos ensina o acadêmico da APL, Francisco Filipak (boletim do IHGPR, nº LIV, de 2003), e o primeiro autor paranaense, Salvador José Correia Coelho, em “Passeio à minha terra” de 1844, o analista, equivocadamente, considerou gauchismo.
4) Até palavras inexistentes no texto foram arroladas pelo membro do Conselho, para justificar seu parecer contrário à edição: “serralho, viajanda, guaiaca ferrada”.
5) Aas palavras “estância” e “ginetaço”: A primeira é de conhecimento geral, em nosso meio, mesmo que de uso regional. A segunda corresponde ao superlativo de “ginete” e, que na falta de sinônimo no vernáculo pátrio, é usual em textos técnicos ou literários, estrangeirismos/universalismos, como “mouse, cáspite, curriculum, paranismo, overdose, celebret, dies, ok…”. Ainda, sobre “ginetaço”: o sufixo “aço” forma substantivo que pode exprimir efeito, aumento… (cansaço, mulheraço, ricaço, ginetaço…).
6) Para ilustrar, o conselheiro apartou um texto onde aparece a palavra “sentada” significando parada inesperada do cavalo que galopa. Novamente cabe o exposto no item anterior, já que não há sinônimo para aquele vocábulo.
7) Questionou até o “mui”, forma sincopada de “muito” em uso corrente na época focada, usado por José de Alencar e Eça de Queiroz (para citar apenas dois literatos de nossa língua).
Lamentável a escolha do tal figura que, até se envergonha de seu próprio parecer, ao não assiná-lo, e com razão, pois não sabendo o significada da palavra “solilóquio”, deve ser um intelectual que fala muito com seus botões.
Por fim lamento pelos transtornos causados à Ouvidoria Geral, que foi envolvida pela falta de objetividade de vossa parte.
Saudações Paranistas!
Carlos Zatti
Escritor
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Nota: Paranista, não do Paraná Clube, mas defensor do PARANISMO.
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—–Mensagem original—–
De: Secretaria de Estado da Cultura [mailto:seec@pr.gov.br] Enviada em: quarta-feira, 23 de julho de 2008 11:06
Para: carlos.zatti@uol.com.br
Assunto: Re: Fale Conosco
Em resposta à solicitação do Ouvidor da SEEC/PR, sobre o protocolado número 9.547.447-0, o que temos a colocar é o seguinte: o solicitante requereu a apreciação do Conselho de Editoração, para a publicação de um trabalho de sua autoria, CEVANDO O MATE NOS CAMPOS GERAIS. A obra foi encaminhada para análise, na reunião realizada no dia 22/08/2007 e retornou com o parecer de um dos Conselheiros, na reunião do dia 13/11/2007, segundo consta em ata:
“9.547.447-0 - Cevando Mate nos Campos Gerais de Carlos Zatti. Parecer desfavorável à edição, sendo levado à votação, decidiu-se pela aprovação do parecer do Conselheiro. Parecer aprovado”.
Como é de praxe, foi enviado ao autor a decisão do Conselho, em correspondência datada de 19/11/2007, e o parecer do Conselho, a pedido, foi enviado posteriormente, em 07/12/2007.
A equipe do Setor de Editoração da Secretaria de Estado da Cultura, se coloca à disposição do interessado para outros esclarecimentos necessários, pessoalmente na Rua Ébano Pereira, 240, ou pelo telefone 3321-47-38.
Atenciosamente
Rosi Lopes Salomão
Chefe do Setor de Editoração da SEEC/PR
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