Bob Esponja

Bob Esponja. Dá até um fio de vergonha revelar que passei quase todo meu sábado e domingo travado na frente da tv jogando Bob Esponja: A Batalha pela Fenda do Bikini. Mas digo para alertar vocês do perigo deste jogo. Vicia. Que bom.

Antes você diz: “bah, mas nunca que vou jogar esta mherda”. Depois de 5 minutos jogando se esquece até que tem que se alimentar. É pior que jogatina de poker. Vício absoluto nível 9. E enquanto você não está com as 100 espátulas de ouro, não pára, a vontade só aumenta.

Para se ter idéia de como me aprofundei no jogo, percebi que os personagens são caricaturas de personalidades comuns que temos por aí.

Bob Esponja é o cara feliz, sempre disposto a ajudar os outros sem pedir nada em troca. Eu conheço pessoas assim. Você também deve conhecer.

Patrick é o melhor amigo. Burro ao quadrado. É daquele tipo que não está nem aí pro que acontece. O máximo que ele faz é olhar. Sujeito alienado-feliz. Certo momento do jogo a senhora Puff lhe agradece por uma tarefa cumprida, ele responde assim: “ãnh, você tem algumas bolachas aí?”

Siriguejo é dono da lanchonete Siri Cascudo. Só pensa em dinheiro, tanto que no jogo ele troca a grana do Bob por espátulas de ouro (objetivo do jogo). No desenho fica bem claro: explora os funcionários e passa a perna até em criancinhas. Quase que me identifico, eia.

Lula Molusco é o tal que acredita piamente que seu universo é regido por Murphy. Azarado ao extremo. Em minha opinião isso acontece com ele devido a sua maneira de encarar a vida. Sabe “pense negativo e sua vida será péssima”? Então, é isso.

Sandy, esquilo e amiga do Esponja, é aquela pessoa alegre por fora mas uma bomba de nervos por dentro. Pise fora da linha e ela te empurra no abismo.

Plânkton, o vilão, quer dominar o mundo da mesma maneira que o Cérebro: planos mirabolantes que nunca darão certo. Jamais será feliz porque só pensa em ferrar com a vida alheia ao invés de cuidar da própria.

Porém, não é só a relação com o universo real que me atrai no jogo. O universo fantástico das estórias do Bob Esponja desemboca em situações hiláricas (como diria uma professora minha). Os exemplos são muitos. Pra ter idéia, o vilão (Plânkton) cria uma máquina de criar robôs destrutivos - no jogo ele disse que até registrou patente - mas liga a máquina com uma alavanca no modo Don’t Obey (Não obedecer). A coisa é muito sem sentido. Show!

Se for além, dá para se divertir ainda mais. Há uma “fase” em que você joga nos sonhos do Bob Esponja e da patota. No sonho do Lula Molusco está o Siriguejo. Então o Bob se espanta: “O que você está fazendo no sonho do Lula Molusco?”. Adquiriu a mensagem?

Recomendo que joguem, mas como eu disse acima estou viciado e por isso minha opinião é duvidosa. Posso afirmar com absoluta certeza que este jogo se compara ao Super Mario World 3 de Super Nintendo, cada qual com sua época. Com esta comparação muitas pessoas vão entender do que estou falando. Mas como eu já repeti logo acima: minha opinião sofre recentes influências.