…e finalmente ele completou-se como um ser virtual, sua morada agora é o domínio binário. Nem mesmo de ficheiros ele se compõe, somente de dados mutáveis. Tornou-se um Deus.

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…Largou as faculdades morais e pôs-se a pensar, enclausurado por sua própria mente. Por vezes no meio de multidões, mas só.

Seu estado de aparente sinestesia suspensa não condensava nada, não fazia idéia que uma caixa de Pandora constituia-se dentro de sua alma.

Do início ao fim do universo em um piscar de olhos, assim talvez estaria satisfeito. Sua busca por algo ao menos próximo de tal ideal imaginário começaria agora, despertara de seu sonho intelectual.

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Ademar não acreditava que morte era o fim. (…) Sua filha casara-se com um rapaz digno e não havia mal ou mau que o fizesse triste naquele momento.

Dias depois, postado em seu confortável sofá assistindo a um concerto da sinfônica de Nova York numa tarde limpa de abril, fio acometido de um fortíssimo desejo de ver toda sua família. Nem tempo de acompanhar o fim daquela peça de Bach, caiu sobre o tapete raro, colocou a mão no peito, rolou duas vezes para a esquerda e despertou em um lugar completamente diferente, indescritível à nossa atual compreensão.

Ao estar naquele estado lembrou-se de sua antiga vida, e usando uma maneira ainda primitiva, exclamou uma idéia: “verdade!”

Agora vira que a morte realmente não era o fim, há algo além, agora sabe, e permanece feliz.

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Divagações escritas em uma aula sobre ética&responsabilidade social. Ficou claro que eu não estava prestando atenção na aula.

Se você quer ler alguns contos rápidos e cheios de significado, leia o e-book do Walmar Andrade, com 9, recheados de interpretações!