Criança rezando

É possível que uma criança tenha religião? Minha opinião é não. Crianças estão descobrindo o mundo, aprendendo como funcionam as coisas, dizer que uma criança de 5, ou até mesmo 9 anos é Católica, Hinduísta, Evangélica, seja o que for, é privação de uma liberdade básica. É alienação. É tornar um ser que não tem maldade alguma em um ser carregado de responsabilidades que ele nem conhece o significado.

Uma priminha nos primeiros anos da escola recebeu um trabalho no qual precisou fazer pesquisa sobre religião alheia. O papel bem dizia: escolha uma religião que não a sua e pesquise costumes e etc. O primeiro problema do “trabalho” é sugerir a obrigação de uma criança ter uma crença, sendo que a religião da criança é a escolha dos pais. NÃO É A RELIGIÃO DA PRÓPRIA CRIANÇA. O batismo de bebês é uma farsa.

Minha religião é a liberdade. Quando perguntam-me sobre Deus eu permaneço em silêncio. Estudei na escola em questão toda a minha vida, é um colégio de freiras onde rezávamos pelo menos um Pai Nosso e uma Ave Maria TODOS os dias pela manhã. Além disso, fiz catequese, primeira comunhão e sou crismado. Então se tive toda essa educação “religiosa” por que diabos (trocadilho santo ;D) tenho tal aversão pela Igreja?

Esse é meu ponto. Crianças não tem a capacidade de decidir sobre religião. Foi só eu crescer e passar a pensar um pouco para enxergar tantas inconsistências e inverdades que existem nas religiões.

Pelo amor que vocês tem ao seu Deus: não enfiem uma religião goela a baixo das crianças; incentivem a imaginação e a criatividade delas, e quando chegar a hora elas irão decidir sozinhas por alguma crença.

Se existe um direito em que todos concordamos, é que temos direito a liberdade.

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