Anfetaminas
As anfetaminas são drogas estimulantes da atividade do sistema nervoso central, isto é, fazem o cérebro trabalhar mais depressa, deixando as pessoas mais “acesas”, “ligadas” com “menos sono”, “elétricas”, etc. É chamada de rebite principalmente entre os motoristas que precisam dirigir durante várias horas seguidas sem descanso. Também é conhecida como bolinha por estudantes que passam noites inteiras estudando, ou por pessoas que costumam fazer regimes de emagrecimento sem o acompanhamento médico.
Tais substâncias agem de uma maneira ampla, afetando vários comportamentos do ser humano. A pessoa sob sua ação tem insônia, inapetência - perde o apetite -, sente-se cheia de energia e fala mais rápido ficando eufórica.
As anfetaminas não exercem somente efeitos no cérebro. Agem, também, na pupila dos nossos olhos produzindo uma dilatação, chamado na medicina como midríase.
Se uma pessoa exagera na dose todos os efeitos acima descritos ficam mais acentuados e podem começar a aparecer comportamentos diferentes do normal, como por exemplo a agressividade, irritação, delírios persecutórios, entre outros. Dependendo do excesso da dose e da sensibilidade da pessoa pode aparecer um verdadeiro estado de paranóia e até alucinações, psicose anfetamínica. Os sinais físicos ficam também muito evidentes: midríase acentuada, pele pálida (devido à contração dos vasos sanguíneos) e taquicardia. Essas intoxicações são graves e a pessoa geralmente precisa ser internada até a desintoxicação completa. Às vezes durante a intoxicação a temperatura aumenta muito e isto é bastante perigoso pois pode levar a convulsões.
O consumo destas drogas no Brasil chega a ser alarmante, tanto que até a Organização das Nações Unidas vem alertando o Governo brasileiro a respeito. Por exemplo, entre estudantes brasileiros do 1º e 2º graus das 10 maiores capitais do país, 4,4% revelaram já ter experimentado pelo menos uma vez na vida uma droga tipo anfetamina. O uso frequente (6 ou mais vezes no mês) foi relatado por 0,7% dos estudantes. Este uso foi mais comum entre as meninas.
Outro dado preocupante diz respeito ao total consumido no Brasil: em 1995 atingiu mais de 20 toneladas. Pode-se citar como exemplo de drogas do tipo anfetamina a Dietilpropiona (ou Anfepramona), Fenproporex, Mazindol, Metanfetamina e Metilfenidato.
URL: http://www.unifesp.br/dpsicobio/cebrid/f olhetos/anfetaminas_.htm









