Ubuntu

Fui lá eu testar o Ubuntu pela terceira vez. Na primeira havia desistido no primeiro sinal de complicação para desenvolver páginas web nas ferramentas que nunca tinha visto na vida. A segunda foi um misto de erros de instalação das fontes do Windows e problemas com um modem USB. Mas decidi tentar mais uma vez, na versão 8.04 hardy, do Ubuntu.

Para começar bem, tive suporte do Zé, que me ajudou a configurar as partições e todos os programas essenciais para tornar o Ubuntu mais bonito, melhor usável inclusive que o Windows. Nisso o Ubuntu ganha disparado do Vista. Depois do primeiro contato com aqueles efeitos do Compiz, instalação de alguns programas e algumas outras personalizações fui para o trabalho do dia-a-dia. Mas espera, o wireless não funciona.

Wireless no-experience

Nem a pau Juvenal. O Wireless do meu note HP Pavilion dv6000 não funcionou de jeito algum. Passei dias seguindo e reseguindo tutoriais que mandavam instalar dezenas de pacotes, editar arquivos, colocar um galho de arruda no drive de cd, mas nada foi suficiente. Na verdade o Wireless funcionava, mas era quando ele tinha vontade e depois de muito mexer no péssimo sistema de administração de Rede do Ubuntu. A Intel até disponibiliza drivers para este dispositivo que uso, mas nem eles foram capazes de fazer o sem fio funcionar normalmente.

Voltando para o Vista

Acabei de instalar o Windows Vista através da recuperação da HP. Péssima experiência. Primeiro que eu não queria perder minha instalação do Linux, pretendia dar um jeito de recuperar o GRUB e ficar com os dois instalados, mas o programinha da HP não te dá opções. Segundo problema desse software ridículo da HP é que ele instala MUITA porcaria no computador. Pragas das quais todo mundo deve fugir, como Norton Antivírus, Vongo, Toolbar do Yahoo, HP Easy Care, Roxio Dvd Creator e outros.

Noites mal-dormidas

O Notebook não faz barulho e por isso deixo ele ligado por mais tempo possível. Com o Windows o único problema são as atualizações automáticas. Ele mostra uma janelinha dizendo que irá reiniciar em quatro minutos, se você não apertar “Depois” ele reinicia sem dó, mesmo apertando “Depois” a porcaria continua a te importunar. Enfim, a minha média de Uptime com o Windows é de uma semana. Já no Ubuntu não passava de dois dias. Problemas com o modo Dormir (Suspender) não faltam. Depois de alguns dias passei a não confiar mais no ato de abaixar a tampa. Várias vezes o Ubuntu não dormia, o que esquentava o notebook e o fazia travar. Se funcionava bem, quando eu abria a tampa era ficar na torcida para que a rede funcionasse, o que não acontecia com frequência exigindo um reboot.

Wine ainda não chegou lá

Fireworks é uma ferramenta não tão poderosa, mas extremamente simples e útil. Faz parte do meu trabalho assim como o Firefox. Como o GIMP é muito estranho para mim, consegui instalar o FW no Ubuntu através do Wine, porém a integração ainda não é boa o suficiente. Achei legal ele “Ver” a área de trabalho do Ubuntu, mas achei impossível de trabalhar quando percebi a deficiência de capturar o conteúdo da área de transferência e colar direto no Fireworks.

Insetos, insetos, insetos

Mais um ponto extremamente ruim do Ubuntu é o tal pulseaudio. Quando eu estava escutando música no Rythimbox - péssimo programa, diga-se de passagem - não podia usar o áudio no Firefox! E vice-versa. Além de problemas bizarros com o Flash Player que deixava de tocar vídeos do Youtube e semelhantes; e erros dos pacotes Java.

Nem tudo é crise

Os fanboys que chegaram a este parágrafo devem estar completamente putos de ver mais um post falando mal do Ubuntu, então falemos de alguns pontos ótimos, como o tempo de boot. O Windows é um gato para acordar, enquanto o Ubuntu é um cachorro. Quem conhece os animais sabe da velocidade com que eles despertam.

O terminal do Linux é uma ferramenta muito boa. Aprendi a usar muitos comandos que com certeza me farão alguma falta no Vista. O Compiz é bonitinho para impressionar os amigos, mas você desliga ele após alguns dias, começa a ficar cansativo, até mesmo aquela coisa de girar a tela como um cubo que é bonito mas pura inutilidade.

Conclusão

No final, minha conclusão é que o Linux Ubuntu precisa melhorar muito para ser adotado por usuários que executam trabalhos gerais no computador, o que provavelmente vai acontecer, mas ainda vai demorar uns anos. Apesar de tudo, o Linux é uma louvável e impressionante iniciativa na qual as pessoas trabalham gratuitamente compartilhando seu conhecimento, isso quebra barreiras e funciona como mais uma prova da globalização e da sociedade do conhecimento.

Até a próxima Ubuntu. :)