Ganhar dinheiro com blog

O que vou contar-lhes advém da experiência pessoal e será um conselho para aqueles que estão começando agora nessa vida de ganhar dinheiro com blogs.
Lá pelas épocas em que 2006 era quase findo, um avião caiu, eu postei e fiquei com uma boa posição no Google para pesquisas com relação a este acidente. Pronto, fiquei rico (rs). Mas para dar mais emoção à história vamos aos detalhes.

Esta acima é uma imagem dos meus ganhos diários, como podem ver, tomou proporção após o fatídico dia de 29 de setembro.
Piá de bosta que era, fiquei imediatamente deslumbrado. Lembro-me de no período das férias fazer projeções de US$5 a US$10 de ganhos diários e, SEI LÁ COMO, viver com isso. Eu era um estudante em primeiro ano de faculdade com a vida financeira da maioria dos estudantes de primeiro ano: sustentado pelos pais. Quando o dinheiro começou a entrar por via deste meio, resolvi me empenhar para melhorar a situação. E foi o que aconteceu.
Convenhamos que Saddam Hussein era um cara mau. Sua morte foi a felicidade de muita gente, inclusive a minha.

Ele morreu no dia 30 de dezembro de 2006. No dia 2 de janeiro ultrapassei pela primeira vez na história a marca dos US$100.
Um pouco antes ainda no mês de dezembro, estava eu postando uma foto do cheque recebido do Google. Quando meus pais viram aquilo acharam muito, muito estranho. Era dinheiro chegando pelo correio.
O valor deste cheque é referente a ganhos do mês de novembro. Os ganhos de dezembro foram de R$ 2342,76, conforme documentei no Blog Verde. E os ganhos auferidos no exercício de janeiro de 2007 atingiram R$4372 (post no Blog Verde). Daí para frente, só alegria.
Além do Adsense, já ganhei um pouco de dinheiro com o tal do Post Pago. Uma agência de publicidade quer que você fale bem de um produto, eles te pagam, e você faz uma grana rápida. Os ganhos de posts desse tipo, no entanto, nunca foram relevantes se colocados ao lado dos ganhos com o Adsense. E também com o Hotwords (que na minha opinião é o único programa brasileiro que funciona).
Acredito que um dos primeiros posts que fiz em troca de grana foi contato da Giseleh, numa campanha para a AXE. Podem ver dois AXE na primeira foto, desde aquele post eu compro AXE sem me preocupar, afinal vai demorar um bom tempo para gastar em AXE o que a AXE me pagou. Risos.
Vários me perguntam quando eu comecei com o blog, se sabia que poderia ganhar dinheiro, etc. A resposta é que o novo-MUNDO existe deste agosto de 2004, quando eu tinha 16 anos. Mas só passou a ser lucrativo no final de 2006. Eu sou um monstro criado pelo Cardoso, foi lá que tive o primeiro contato com a possibilidade de ganhar dinheiro com blog. Cumpri com a tradição e criei diversos outros monstros, como o Anderssauro.
Mas por que cacete de agulhas voadoras Rafael está a fazer um post desses? Você, querido leitor, deve estar se perguntando. Porque deu vontade, é essa a única razão pela qual eu blogo. Quando não ganhava nada esse era meu motivo, quando passei a ganhar continuou sendo meu motivo, quando postava coisas paraquedistas esse era meu motivo. Tinha disposição para escrever sobre tudo que escrevi, era divertido. Muito divertido, registre-se.
E hoje em dia tudo virou futilidade. Vejo sites paraquedistas com criatividade zero, que estão lá só para beliscar um pedaço do Adsense Steak. Fico triste gente. Triste por ver tanta concorrência, mas principalmente por não ter mais tesão de postar todo dia, de correr atrás de rankings, de tudo isso.
Este texto é como se fosse uma despedida da blogosfera. Meus blogs continuarão rendendo, eu continuarei postando quando der vontade, mas já não me considero Blogueiro Profissional ou qualquer rótulo semelhante. Simplesmente não há mais diversão.
Andando no calçadão da Rua XV em Curitiba, alí na Boca Maldita vi a revista que está na foto de abertura do post. LUCRE COM BLOGS. Foi como ver realizado o fim de uma carreira que começou em 2004, passou por 2005 sem ganhar um tostão, começou a render em 2006, me sustentou bem em 2007 e 2008 e terá o fim em 2009.

A foto também é BRINKS, o texto é real.
A mudança é perene.
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