O trailer tem por objetivo criar expectativa, e fazer com que você vá até o cinema para assistir o filme. Alguns nos deixam com mais expectativa que outros, depende do tipo de filme que você gosta, depende do seu nível de exigência, de muitas coisas. O trailer do “Invasão do Mundo: batalha de Los Angeles” me deixou com uma expectativa bem peculiar: “vai ser muito bom ou uma merda completa”.
Recentemente muitos filmes de desastres, de fim do mundo, ets, tem me decepcionado absurdamente. Toda essa bolha imbecil de salvem o mundo o mundo está acabando o aquecimento global vai nos matar e tudo mais acaba impactando demais nas produções e geralmente a coisa fica uma nhaca ideológica horrível. O Invasão do Mundo quase cai nesse abismo dos filmes com motivos chatos, quase.
Por sorte, este filme foca muito mais no micro do acontecimento, mostra apenas um pouco do ambiente para nos contextualizar do que mais ou menos está acontecendo. A partir daí é um sargento ajudante lutando para manter seus comandados semper fi. Os míticos marines dos EUA parecem ser o motivo do filme, aquém de toda a invasão alienígena.
Mais um filme de marines? Yeap mais um. Nesse eles lutam contra uma força de origem desconhecida que começa uma investida surpresa, um ataque devastador contra dezenas de pontos na Terra. Aí que o filme é bom. São pouquíssimos os momentos em que a ação estaciona para dar lugar a um pouco de mimimi.
O “quase cai no abismo dos filmes chatos” fica por conta do motivo da invasão alienígena: água. Aqui você tem duas morais babacas:
1) Não damos o devido valor aos nossos recursos naturais: fica explícito isso quando afirmam no filme que a água presente na Terra é única no universo.
2) Os EUA sempre invadem os lugares em busca de petróleo, agora estão sendo invadidos: quando o cara parte uma nave alienígena no meio e percebe que eles usam ÁGUA como combustível, eu quase infartei, achei que o filme fosse descampar para essa coisa imbecil de americano criticando americano que invade o Iraque atrás de petróleo. Por sorte, essa moral ficou implícita.
O post está aqui escrito, compartilhei minha opinião e recomendo este que é um filme excelente para todos aqueles que se identificarem com o modo que escrevi este texto. Garanto que irão gostar!
Casey Speaks tornou-se viral na internet depois que um video em que ele revida violentamente outro garoto que o estava agredindo foi divulgado. Isto, antes da entrevista feita com Casey, poderia ter qualquer tipo de leitura. Poderia ser tomado com um ato violento, poderia ser chamado de bestialidade, poderia ser tido como ato de violência extrema se já não fosse criado um conceito em nossa mente ao ver um garoto com sobrepeso sendo agredido por outro garoto visivelmente padronizado, magro, acompanhado por outros amigos iguais a ele.
Não sei até agora o que me chocou mais, se foi o fato de ver naquilo o bullying em sua pior forma – que é quando atinge a violência física – ou ver que a violência escolar tornou-se tão assustadora que chegamos ao ponto de aplaudir pessoas que a praticam. Claro que há de se louvar o fato de Casey ter revidado. Isto é um alívio e uma bandeira a ser erguida por todos que sofreram como ele, por todos que ainda sofrem e por todos que ainda irão sofrer. Mas o que, reforço, me preocupa ao ponto de chegar a escrever sobre isto é o fato de agradecermos por isto ter acontecido, por ele ter dito um basta ao que estava sofrendo e até mesmo por ter revidado daquela forma, que como resposta à violência também foi violenta. Agradecemos, por fim, a um garoto que coloca a vida de outro em risco, agradecemos, por fim, a um gesto tão nocivo e desesperado quanto o gesto que o ocasionou.
Vendo isto tudo desta forma assusto-me por notar a proporção disto tudo que criou-se na sociedade. A violência moral, a violência física, as provocações, a estupidez humana atinge jovens que mal podem entender o mecanismo dela. Aterroriza crianças no mundo inteiro enquanto nós, que muitas vezes até passamos por isto, propagamo-nas em redes sociais, em nosso grupo de amigos e até em nosso núcleo familiar, elegendo ídolos e conquistando fãs e mais fãs para eles.
Não sei ao certo o que a atitude de Casey vai gerar. Se o começo de uma guerra onde todos os que sofrem nas mãos de bullys ou se um mínimo de reflexão por parte dos próprios bullys. Não sei se as crianças que são violentamente arrancadas de sua infância por seus demônios pessoais começarão uma reação em cadeia ou se, por mais medo ainda, ficarão cada vez mais caladas. Ao menos agora e diante disto, só sei que o que eu não quero é ver atitudes como esta se repetindo, na esperança de um dia também ver atitudes como a que desencadeou a ira reprimida de uma vítima também deixando de se repetir.
Nem tudo que se fala aqui é necessariamente novo, mas pode-se dizer que é nova para ti que nunca ouviu. Deve ser até por isto que eu escrevo, para que você que não conhece estas belezinhas comece também a ouvi-las.
Não vou me ater a uma apoteótica descrição, pois isto ficará por sua conta. Seria uma carta de apresentação para falar daquilo que ouço e do que ouço e ainda merece ser ouvido por você.
Letuce
Seria rock a palavra certa para designar aquilo que Letuce é? Ritmos novos, ousados e imagens se formam a cada vez que se dá o play. O EP Couves deve falar bem sobre isto, já que conta com algumas releituras de pagodes finos e uma própria que é realmente a cara da banda.
Ouça Baliza e Your Love is King – EP Couves
Lestics
De nova não tem nada, mas com o disco “Aos Abutres” Lestics se consagrou uma das queridinhas da minha playlist. Pesada, leve, doce, azeda e amarga. Consegue combinar tudo isto de uma só vez enquanto faz carinho. Assistir a um show é uma experiência inesquecível e imperdível.
Ouça Dorme que Passa e Parto Normal – Aos Abutres
Marcelo Jeneci
Pupilo da “cena” atual, seu disco encabeçou listas dos melhores de 2010 por todo o país. Aqui já é top 10 para uns 10 anos. Nem vale a pena dizer quais músicas ouvir porque o disco “Feito pra Acabar” foi feito mesmo para se ouvir inteiro, seja numa viajem, seja num momento qualquer que precisa de relaxamento intenso e liberdade para sentir o que quer que seja.
É sempre difícil fazer listas ou classificações de quaisquer espécie. É difícil para tentar ordenar de qualquer forma aquilo que não tem necessariamente uma hierarquia ou escala de gosto. Por esta razão foi difícil escrever este post sem sentir um tanto bem grande de culpa. Mas tentemos mesmo assim:
House
Há quem diga que é drama ou mesmo uma série de investigação, mas eu prefiro sempre pensar que o médico viciado é mais ficcional do que seriam os personagens de ambos os estilos.
Quem aqui nunca riu das piadas ou do egocentrismo sem fim do House? Quem nunca achou graça nos conflitos simplistas de sua equipe? Ah, vamos. House sempre foi humorístico. Os dramas ali só fundamentam aquilo que digo e até você concorda com isto.
How I Met Your Mother
Não tenho nem o que falar desta série. Já em seu sexto ano com humor romântico, mas sem ser água com açúcar é quase impossível não rir dos desastres sentimentais de Ted e dos seus nobres amigos.
E posso até apostar que você já quis ter amigos como os dele.
Modern Family
É claro que com uma lupa sem tamanho é que se conta a história das três famílias. Nos três núcleos encontramos um pouco daquele dramalhão nosso de todo dia, mas com uma grande dose de irreverência inusitada. Vale a pena por cada uma de suas duas temporadas.
The Big Bang Theory
Se até o Golden Globe e o Emmy já premiaram Jim Parsons (Sheldon) por sua atuação no seriado é porque certamente ele vale muito a pena ser visto. Críticas à parte (vale lembrar que o tratamento que se dá à ciência é meramente ficcional), o seriado conquistou os mais diversos corações com uma pitada de nerdismo nas telas já tão açucaradas do humor.
Outros dois seriados que merecem ser vistos são Traffic Light e Mad Love, mas por estarem no começo eu é que não vou arriscar meu nome colocando a mão no fogo por eles.
Se me foi dada a responsabilidade de blogar sobre música e cultura (às vezes inútil) geral, deve ser também importante falar como se descobre coisas boas por aí – o que tem sido cada vez mais difícil com esta linha de montagem de bandas que emulam descaradamente outras bandas e que nascem aos montes em cada esquina, blog, myspace e garagem -, já que para descobrir coisas novas a coisa anda cada vez mais fácil com a popularização das mídias sociais também usadas por músicos.
Mas uma das formas mais simples é ficar sempre atento ao que falam as pessoas que publicam sobre seu segmento preferido. Se o seu caso – assim como o meu – é o bom rock, buscar informações no Popload ou no Scream Yell é fundamental. Blogs independentes sobre música (como o Defenestrando e o Blog do Bracin) são sempre ótimas ferramentas para não só saber o que está acontecendo na música como ler opiniões bem fundamentadas sobre a temática.
Agora, se você é o tipo que não está muito empolgado para ler, basta criar sua conta no Last.fm e acompanhar tudo que o site indicar para ti ou mesmo seus vizinhos indicarem. Apesar de ser algo fundamentado muito mais na opinião de usuários do que de gente especializada, pode ser útil para descobrir outras coisas boas e parecidas com o que você já está habituado a ouvir.