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Strokes: Angles e tudo aquilo que não deve ser levado a sério

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Você conhece Strokes. Você já ouviu Strokes em toques de celular, no cinema e se for muito indie já até cantou Strokes. O problema com o novo disco vazado nesta semana – Angles – é que você mal vai reconhecer Strokes.

Esqueça Someday, esqueça Last Nite. Esqueça tudo aquilo que já fez parte de seu pequeno contingente de emoções reprimidas e concentre-se no disco novíssimo sem tentar compará-lo com aquilo que você lembra com carinho de cantar sozinho no chuveiro (é, porque você sabe que fazer isto publicamente é quase um suicidio social).

Eu pensei seriamente em fazer um release sério, falando de cada uma das músicas, mas com isto que tenta ser um disco é até um desperdício de tempo e energia. O que vale mesmo ser escutado é Taken For a Fool, se desprezadas as estrofes absurdas e considerado só o refrão digno de qualquer Is This It da vida. Under Cover Of Darkness – que foi lançada como single – por (apesar de ter aquela aparente falta de mão) lembrar muito daquilo que ainda ouvimos em First Impressions Of Earth. Ademais, considera-se até uma tentativa absurda de um remake de Little Joy (o que eu até me arrisco a falar que é uma bossinha meio pra lá de ruim) em Life Is Simple In The Moonlight, que é a faixa que encerra o disco.

O que veio aí foi uma banda que parece estar experimentando mais do que deve, o que deixa muita coisa no meio do caminho e meio sem ponto, vírgula ou mesmo um nó tão característico da banda. É claro que pode ser a falta de hábito com a novidade – e podem até me acusar de recalque -, mas não acredito em segundas, terceiras e quartas audições para melhorar o conceito de determinada música. É aquela coisa de “ou convence ou não convence”. E neste caso, Angles está pra lá de não me convencer.

PS1: Mas caso te convença, lembre-se de desligar o scrobble do Last.FM e o plug-in do Messenger. Você não vai querer ser acusado por compactuar com esta tentativa de produzir um disco.

Postado em 16/3/2011 por @madysl • Comentar »

Pneu rasgou num buraco, Curitiba

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Curitiba é uma cidade úmida, já ouvi dizer que é a capital mais úmida de toda a Federação. No verão, especialmente neste que estamos, tem chovido uma média de muitos litros por dia. O asfalto de vias menos importantes, que já não é um primor de qualidade, fica imprestável. Crateras se formam, problemas acontecem.

Ontem a noite numa via paralela atrás do Shopping Cidade, passei em um buraco que rasgou um pneu do meu carro, coisa de uns 10cm. Tive que parar naquele local super seguro para trocar o pneu. Desgraças a parte, provei que meus genes masculinos são ativos e concluí o serviço.

É costumeiro eu reclamar dos fatos simplesmente porque vejo erros em todo lugar, ontem até comecei a costurar uma reclamação a respeito com o acontecido com o pneu, pensei nas possibilidade (quem sabe abrir um processo no JEC contra a Prefeitura), mas quer saber o que eu queria de verdade? Informação.

O trânsito de Curitiba está um inferno, e o que a Prefeitura da cidade vai fazer? Reformar ruas do centro da cidade (todas com asfalto em ótimas condições). Gostaria de saber o PORQUE. Será que eles não chegam a conclusão que durante as obras o centro da cidade vai se tornar um caos maior ainda?

Outra coisa simples é adicionar uma faixa de ciclovia nas principais ruas. Quando um grupo de ativistas fez isso acabaram presos e multados. Qual é a implicância com ciclofaixas nas ruas? Funciona em um monte de cidades no mundo, por que não copiar um modelo de qualquer uma delas? As ciclovias atuais da cidade são nas calçadas e obviamente insuficientes. Outra coisa: estacionamentos para bicicletas (por que não criar uma lei de incentivo para prédios comerciais colocarem bicicletários?)

Por quê? Por quê?

Curitiba é vista como cidade exemplo só por pessoas de fora, quem mora aqui e conhece a realidade da cidade sabe que o transporte público está saturado, sabe que o trânsito está caótico, sabe que NÃO TEM INOVAÇÃO APARECENDO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.

Não vivi no boom que modernizou Curitiba, mas do pouco que li deu para ver que a cidade ainda se sustenta com a evolução daquela época. Não vai durar por muito tempo, chega uma hora que tapar buracos não resolve. Para cada dois tapados surgem dez.

Enquanto seguimos sem informação, parados no trânsito caótico, espremidos nos ônibus, se aventurando de bike nas canaletas, temos que viver com a sorte. Ontem levei azar, e um puta de um preju. Valeu aí @Curitiba_PMC.

Postado em 4/3/2011 por rslonik • 1 Comentário »

Só pra avisar que o filme Bruna Surfistinha é uma merda

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Assisti por esses dias o filme Bruna Surfistinha. Não sou crítico de cinema para apontar o que faz o filme ser uma porcaria, nem sou pseudo-crítico de cinema para chorar sobre a experiência coletiva da porcaria do filme. Mas não posso deixar de registrar que o filme é, sim, uma porcaria.

Porcaria por porcaria tem lá no congresso, 11 dias de feriado de carnaval para os deputados, férias financiadas com o meu e o seu dinheiro, seu idiota (porque morar no Brasil e ser honesto é atestar-se idiota, imbecil, daí pra baixo).

O filme Bruna Surfistinha, assim como o congresso, é financiado com dinheiro público (não todo, acho). O romance da vida da puta, e mal tratado ainda. Você não percebe um personagem sendo criado, o tempo todo é a Deborah Secco feia, mostrando peitos, sexo tratado de forma tosca, etc. E o filme roda nisso.

Tenham dó: a família não tratava a adolescentezinha como ela esperava, aí ela vai pagar boquete para ser amada pelo garotinho do colégio, se fode, como obviamente aconteceria. Vira puta pobre, e aí entra com seu trabalho duro. Trabalho de encapar duro.

Se vicia em cocaína, começa a receber clientes top. Briga com a amiga, se afunda. Ah filme ruim de merda. Sorte que paguei meia, senão minha revolta seria maior.

E o final triunfante, “darei minha petequinha somente mais 800 vezes porque quero ser independente”.

Se você quer um relato inteligente sobre a vida de uma garota de programa, leia no Profissão LOL o texto Garota de Programa de Luxo.

Postado em 3/3/2011 por rslonik • 20 Comentários »

Manipulação da informação

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No Estadão a manchete na capa do site diz isso: “Ex-presidente fala durante 40 min e ganha cachê de R$ 200 mil“, quando você acessa a matéria a chamada muda para “Ex-presidente falou durante 40 minutos em evento na capital paulista; profissionais da área estimam em R$ 200 mil o cachê pago

Todos os jornais estão noticiando que o Spielberg comprou os direitos de dois livros que contam sobre a vida do Julian Assange, e que o famoso diretor irá fazer um filme sobre a vida do Assange e o Wikileaks. Mas nenhum jornal prestou atenção o suficiente para encontrar essa declaração no twitter do @Wikileaks:

“This is how bullshit ends up being history: Spielberg lines up WikiLeaks film based on books by opportunistslink

Grifo nosso, atenção sua.

Tudo manipulação de informação, contudo todavia porém entretanto, nenhuma informação jamais será publicada em um jornal sem que seja manipulada! Pensemos no verbo manipular e nos usos que ele tem em outras áreas, como por exemplo, remédios manipulados.

A informação precisa ser manipulada, o resultado pode ser bom ou ruim, e isso depende de muitos fatores, sendo o principal deles a capacidade do leitor de entender e ler as entrelinhas. #fikdik

 

Postado em 3/3/2011 por rslonik • Comentar »

Atropelamento de ciclistas e outros crimes de trânsito

Tenho o costume de parar para que os pedestres atravessem, principalmente se existe uma faixa de pedestres no local. Aí pensando a respeito disso cheguei a uma conclusão sobre o atropelamento de dezenas de ciclistas em Porto Alegre, um crime bárbaro.

Os pedestres tem medo de colocar o pé na rua, se forem atropelados é capaz de o motorista descer do carro xingando. O pedestre precisa da licensa do motorista para se aventurar com uns passos no asfalto, e se estiver devagar, ouve buzinadas.

A falta de educação no trânsito é crônica, e deveria ser tratada como doença. Se temos tantas pessoas habilitadas a dirigir porque tantos crimes acontecem no trânsito? Não é extremamente falho o sistema de permissão para dirigir? Os órgãos de trânsito não deveriam endurecer as regras para que imbecis sejam proibidos de sair por aí como se tivessem a preferência sobre a vida alheia?

O que acontece com os órgãos de trânsito? Ah, lembrei, estão ocupados emitindo multas para os péssimos motoristas que eles formaram. Crie seu público, lucre.

Postado em 1/3/2011 por rslonik • 6 Comentários »