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Como é feito um filme da Pixar

Voce já deve ter assistido a trilogia Toy Story, né? ou pelo menos um dos filmes da Pixar. Tambem já deve ter se perguntado como seria o processo de criação de um filme feito inteiramente por computador.

(E caso as respostas sejam NÃO e NÃO, sugiro que vá ler um outro post no novo-MUNDO, rs)

Confira um pouco do processo de criação do filme Toy Story 3, da Disney/Pixar.

1- Storyboard

O princípio de qualquer criação: O papel.

Esse é um dos cerca de 500 desenhos feitos por vários Story Artists para o longa.

O desenho mostra a recepção de Lotso aos novos moradores de Sunnyside.

2- Arte

É a hora onde o Diretor de arte pega a storyboard e adiciona cores, profundidade na cena e novos personagens.

3- Layout

Personagens e cenário modelados, hora do layout: preparar os objetos para animar.

As roupas ganham detalhes, mas ainda não é definitivo.

4- Animação

Fase onde a animação é criada. Todos os personagens, principais e secundários, são animados por keyframe, ou Quadro-chave.

5- Animação de roupa e iluminação

A última parte da animação.

As roupas são animadas por simulação dinâmica (no caso apenas a roupa da Barbie e do Ken são simuladas).

A iluminação é criada, e com ela o sombreamento aparece. Este quadro final mostra o sombreamento definitivo para o conjunto e todas as superfícies têm textura, cor, padrões e propriedades do material que irá responder adequadamente quando iluminado pelo Departamento de Iluminação.

O Departamento de Iluminação é responsável por integrar todos os elementos (personagens, peças de jogo, animação de pano, e assim por diante) para criar a imagem final. A iluminação é feita através da colocação virtual de fontes de luz na cena que iluminam nos personagens e no conjunto.

Dezenas de luzes são muitas vezes necessárias, bem como efeitos de iluminação, tais como os eixos da luz do sol visto nesta foto. Lotso era um personagem particularmente difícil para os departamentos de sombreamento e iluminação, porque ele é completamente coberto com peles.

Caso voce queira saber um pouco mais, assista o vídeo abaixo (em inglês) que mostra um pouco mais do processo, ou apenas avance para  2:05 e veja a cena mostrada no post.

Postado em 23/11/2010 por @leo_pco • 1 Comentário »

Passagens Aéreas a R$ 9,00 (NOVE REAU)

curitiba

Pelamor como está barato. Nove reais para viajar de avião. É a promoção da Webjet para comemorar os nove milhões de passageiros. Aproveito porque a próxima vai custar dez reais!

Para ver vôos partindo de outras cidades, acesse o site da Webjet. Se quiser comprar, faça isso também.

Postado em 19/11/2010 por rslonik • 2 Comentários »

Trailer de ‘Lanterna Verde’

Nunca fui de gostar de super-heróis, nem de super-poderes, nunca lí HQ’s (no máximo uns gibis do TIO PATINHAS rs), mas se tem uma coisa que eu, aficcionado por efeitos especiais, encho os olhos pra ver é a forma como levam esses personagens às telas de forma tão humana e real…

– Tá, mas CADÊ o trailer que você prometeu?

OPA, Foi mal. Confira o primeiro trailer de Lanterna Verde:

O filme tem estréia prevista pra 17 de junho de 2011, em 2D e 3D.

Postado em 17/11/2010 por @leo_pco • 1 Comentário »

Baader Meinhoff

raf

Alemanha, década de 70. Um grupo de pessoas se reúne para fazer revolução contra um Estado que acusavam ser Facista. Liderados por Andreas Baader fundaram a RAF (Fração do Exército Vermelho), organização que matou militares e civis, destruiu patrimônio público e privado, e teve fim oficial somente em 1998 após 28 anos de existência.

O filme The Baader Meinhof Komplex se baseia na obra de Stefan Aust, um trabalho de 3 anos que, segundo o autor, foi muito bem transposto para as telas do cinema, e também mostra o que foi o grupo Baader Meinhof com a “verdade histórica”.

Este nome foi atribuído ao grupo pela mídia. Baader foi o líder do grupo, e Meinhof provém de Ulrike Meinhof, uma conhecida jornalista alemã de extrema esquerda que abraçou as ações de luta armada.

O filme começa num dos eventos que motivou o começo daquele grupo, durante uma visita do Xá Iraniano em Berlim, estudantes protestavam e um deles acabou sendo morto pela polícia. Grudun Ensslin, namorada de Andreas Baader e também cabeça do grupo, escreveu o seguinte sobre o episódio:

Eles vão nos matar a todos. Vocês agora sabem o tipo de porcos contra os quais nós estamos lutando. Esta é a geração de Auschwitz. Você não pode dialogar com as pessoas que criaram Auschwitz. Eles tem armas e nós não. Nós precisamos nos armar!

Desde a fundação da RAF atitudes claramente terroristas eram tomadas no sentido de combater um Estado que acusavam ser capacho dos imperialistas norte-americanos, os quais estariam assassinando inocentes ou por ação (Guerra do Vietnã) ou por inação (Bilhões passando fome no Terceiro Mundo). Também tinham como base que o Estado Alemão continuava a ser controlado por fascistas, que o nazismo não tinha acabado.

Em todas as gerações vão existir grupos de pessoas contrárias a situação, lutando por mudanças. Robert Kennedy, Senador e Ministro da Justiça dos EUA, escreveu na década de 70 sobre a geração dos jovens que segundo ele “não entendiam” o que estava acontecendo, e o porque da guerra no Vietnã. Esta mesma geração que deu início ao movimento Hippie deu início a grupos guerrilheiros-políticos como a RAF. Era uma geração de jovens perdidos que não tinham visto os motivos que levaram à Guerra, mas que só viram os horrores causados por ela, e então lutavam pela paz, pregando o amor livre, o uso de drogas, e no caso da RAF, a luta armada.

Tanto estranho é ver que o grupo que queria mudar o mundo para melhor levava consigo pensadores como Mao Tse-Tung, a quem é dada responsabilidade pelo “O Grande Salto” e depois pela “Revolução Cultural”, dois movimentos que mataram pelo menos 50 milhões de chineses, e no caso do segundo, acabou com as instituições de Ensino Superior porque estas seriam “ninhos” de contra-revolução.

Tanto estranho é ver comunistas fumando cigarros produzidos por empresas multi-nacionais que pagam miséria para trabalhadores que sofrem no cultivo do fumo. Mais ainda no caso do Baader Meinhoff, é por sua origem, jovens que tinham recursos e oportunidades.

Apesar de suas ações grotescas, a RAF ganhou força e os nomes dos seus fundadores foram aos poucos tornando-se fortes mitos que traziam mais e mais jovens para a luta. A segunda geração de guerrilheiros da RAF causou tanto terror na Alemanha Ocidental que algumas de suas ações no segundo semestre de 1977 são conhecidas como Outono Alemão. O autor do livro sobre o grupo afirma que o Outono Alemão é para os alemães o que o 11 de setembro é para os Estados Unidos.

O filme é fácil no começo mas se torna pesado, 150 minutos de vídeo é um tanto quanto cansativo. Mas recomendo para quem gosta de tentar entender o que se passa na cabeça das pessoas. O destaque do filme é, com certeza, a atribuição de “culpa” ao grupo que chegou a ter apoio de 25% dos alemães com menos de 40 anos, e que conta com simpatizantes até hoje. Afinal, Baader Meinhof foi uma organização terrorista, que usou métodos que eles mesmos condenavam, comportamento repetido em muitos lugares do mundo na mesma década.

Postado em 16/11/2010 por rslonik • 12 Comentários »

Novo Estados Unidos da América

imagem

Por uma piada do twitter @O_Bairrista sobre o 15 de novembro comecei a pensar que, agora com a liberdade de cada cidadão, liberdade de expressão em uma dimensão maior, surgem algumas coisas que antes estavam reprimidas. Dizer em piada que gaúchos não deveriam comemorar o 15 de novembro mostra que, na realidade os gaúchos ainda pensam a respeito do movimento sulista separatista, e que no futuro muito provavelmente esse sentimento voltará.

Afinal, o que é ser brasileiro? Essa pergunta tem me perseguido nos últimos dias e a maior expressão de brasilidade que encontrei foi o futebol. Desde Porto Alegre até Recife, Manuas, Natal, Curitiba, em qualquer lugar que você chega o futebol pode ser puxado como um assunto e acontece a identificação imediata, este é brasileiro, o futebol é a maior expressão de identidade para nós, brasileiros.

É tão forte que ao falar de futebol com um argentino ou um chileno nos sentimos como irmão deles.

Então, e parece que isso vai acontecer, o futebol perde força e não se encontra mais identidade comum entre um gaúcho e um cearense. Parece-me cada hora mais claro que um dia o sul irá novamente tentar se tornar independente, um outro Brasil.

Estados são formados por pessoas, e pessoas tem religião, tem origem, tem gostos e preferências. A China e a Índia são superpotências separadas pelo Himalaia, e pela religião. O que pode acontecer no Brasil é continuar unido através de um sentimento de “juntos é melhor, somos mais fortes”, mas sempre irá perdurar as diferenças gigantes entre sul e nordeste, entre norte e sudeste e por aí segue. Como nos EUA, em que o Alabama está no mesmo país que NY.

A religião no Brasil já está longe do monopólio católico, os protestantes que eram 15% em 2000 serão muitos mais daqui 10 anos, estima-se que 50% dos brasileiros. O protestantismo é visto como motivo de países ricos serem RICOS. Aí o futuro de um Brasil unido e protestante que já vem crescendo forte nos últimos anos é a riqueza e desenvolvimento econômico. Mais um fato apontando o Brasil como um novo EUA.

O Brasil já tem tantos indícios que segue a risca o modelo dos Estados Unidos da América que chega a ser engraçado. A Justiça é severamente requisitada com questões babacas. Se meu vizinho deixa o cachorro dele mijar na minha calçada, eu processo! Além disso, shoppings se proliferam rapidamente e o consumo é incentivado desde a tenra infância. Para se ter idéia do nível em que chegamos com isso, na expansão recentemente inaugurada por um shopping de Curitiba, existe um “banheiro teen”, todo cor de rosa, com TV, doces, e outros mimos para as adolescentes de 13 anos viverem no conto de fadas do consumo.

De duas, uma. O Brasil se torna a grande potência capitalista que Lula tanto abominava mas brilhantemente ajudou a construir, ou nos tornamos como aqueles países do leste europeu, que a cada década se dividem, e o que era Iugoslávia vira pó. Pensando bem a probabilidade de divisão é muito pequena porque a origem brasileira é muito diversa e misturada, além do governo ter controle total sobre o território, não existirem traços de milícias separatistas, e a burocracia reprimir qualquer vontade a respeito.

Comecei o texto pensando que poderíamos um dia vir a ser uma República Sulista, como um dia quase fomos, e encerrei afirmando que seremos o novo Estados Unidos da América. Para mim, de um jeito ou de outro está ótimo.

Postado em 12/11/2010 por rslonik • 17 Comentários »