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Brasileiro burro

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Há uns dias uma estudante paulista de direito estava nervosa com a vitória da Dilma, e então resolveu colocar para fora sua indignação. Para ela, a “culpa” da vitória petista era dos nordestinos, e no twitter a moça escreveu algo como “faça um favor para o Brasil, afogue um nordestino”.

A liberdade de expressão que permitiu com que a moça desabafasse num momento de raiva, fez com que outros também “culpassem” as pessoas de origem nordestina pelo acontecido (sei lá, devem pensar que a Dilma vai colocar fogo no Brasil, estes babacas. Como se Presidente fosse Imperador, por aí).

A OAB de Pernambuco percebeu o caso, e levantaram sua espada de defesa do povo (que geralmente está no uso da defesa dos direitos dos ricos, ou melhor, levando o direito para aquele que paga pelos advogados com mais “conhecidos”). Processaram a estudante por RACISMO.

Aí pensei num Brasil desses, em que uma twittada em momento de raiva culmina em um processo judicial…

Eis que um Paulista chegou no escritório pela manhã, após seu time de futebol ter vencido um time tricolor do Sul na noite anterior. Resolveu “zoar” e enviou e-mails tirando sarro dos gaúchos, e no fim, em letras enormes, em rosa pink, afirmou: GAÚCHO É TUDO VIADO!

A OAB parou o churrasco quando viram aquele e-mail, processaram o maldito do paulista. Onde já se viu sujar o nome da raça gaúcha, que foi conquistado com muito esforço. Na acusação, gaúchos disseram que exigiam retratação, e que aquele gesto do paulista fora um exemplo de como eles eram motivo de chacota do país. Numa das frases usadas, o advogado acabou por escrever sem qualquer critério, disse: São Paulo sim, és um lugar onde existem muitas destas “bichas e travestis”.

Subiram nas tamancas. Não os paulistas, as bichas e travestis. “Existe uma ferida racista nesse país, somos vítimas de um preconceito sem tamanho, iremos à Justiça procurar nosso direito de brasileira, de não ser verbalmente agredida”. E assim o Brasil viu uma onda de processos atrás de processos, todos afirmando que “este é um país racista e preconceituoso”.

Quando viram, paulista estava de pau em carioca, que reclamava de preconceito contra seu sotaque, por parte dos catarinas, estes que também processaram paranaenses e gaúchos (“Nossas praias não são seu quintal, imbecis)”. Sem fim tudo isso. Até o pessoal do Amazonas se viu processando, porque onde já se viu esta piada chata de tirar leite do pau. Temos mais que pão de queijo e cachaça, bradava um mineiro na portinhola do boteco. Nosso raciocínio tem a mesma velocidade que o de vocês, protestava o baiano.

O país efervescendo em preconceito, tudo causado pela importância que se deu para declarações imbecis e irrelevantes.

O curitibano, do alto da sua ascendência européia, leu tudo na Gazeta, tomando seu latte machiatto. Riu, e disse para o amigo:

“O Brasil é um país de burros! Estão brigando por babaquisse, é tão bom estar longe dessa gentalha”.

Postado em 12/11/2010 por rslonik • 21 Comentários »

Ainda sobre o Brasil comparado a países de “primeiro mundo”

Civilidade

O comentário do Eliel Cezar no post “Por que eles conseguem e nós não?” ficou tão bem encaixado no assunto que resolvi postar aqui para todos que acompanham o novo-MUNDO vejam:

Desconfio de uma combinação letal de modelo de colonização com altas doses de cultura hibérica e catolicismo.

1. Modelo de Colonização: o Brasil, por possuir muitos recursos naturais, foi alvo de um modelo de colonização de extração de recursos, assim como a África. Dos colonizadores, ficou essa cultura do foda-se, se isso aqui é de todos, então não é de ninguém. Quando der, vou para um lugar melhor. Já Austrália e EUA foram colônias de povoamento. Ou seja, lá as coisas são de todos, de verdade, pois os colonizadores não pensavem em vazar.

2. Cultura Hibérica + Catolicismo: o jeitinho Brasileiro é original de Portugal. A cultura hibérica é cheia de “falhas de caráter”, e é uma das origens remotas da nossa malandragem. Some a isso o pensamento retrógrado da Igreja Católica, e temos como resultado todo um continente fodido (América Latina).

Inclusive se olharmos para a Europa, veremos que Espanha, Portugal e Grécia (alguns dos países tradicionalmente submissos à Igreja) também são os de economia mais frágil. Quanto a Itália, muitos economistas defendem que ela poderia ser uma potência Européia, não tivesse o Vaticano dentro de si, como um câncer.

Já os países como Alemanha, Inglaterra, Austrália e EUA são de tradição protestante, com uma filosofia que encoraja o progresso e o bem estar dos cidadãos.

Mera coincidência?

Sobre o jeitinho brasileiro apontado pelo Eliel como sendo traço da cultura hibérica, tem um outro comentário no mesmo post, feito pelo rafelos:

Bem, eu não virei aqui apontar motivos e tal, mas como pessoa que mora na Alemanha (aproveitamento de estudos pela universidade), posso dizer que a maior diferença que encontrei foi a ausência do jeitinho. Não se pode dizer que os alemães sejam mais inteligentes ou educados. Há de tudo aqui. O que não há é o nosso vício de querermos ter vantagem em tudo. Estou falando usando o ‘nós’ para não ficar aquela impressão de falar somente dos outros. O fato é: o mal do Brasil está no ‘jeitinho’ e isso é cultural, não se extrai fácil. Há muito tempo acho que políticos são apenas exemplos de brasileiros a quem deram a chance de pegar mais. Ser honesto em nosso país é ser visto como otário.

O terceiro comentário do mesmo post que gostaria de destacar me surpreendeu pelo fato e ideia, aulas de Civilidade, feito pelo plumbob:

Em algum dado momento, a Austrália decidiu dar aulas de civilidade, de convivência comunitária. Esse tipo de aula fica enraizada na cultura do país e por isso os australianos conseguem construir cidades fantásticas e surfar ao mesmo tempo.

O Brasil nunca teve aula de convivência civil, nem nos melhores colégios você encontra aulas do tipo. É por isso que aprendemos a não devolver o troco que o caixa entregou a mais sem querer. E essa cultura de “não ser otário” continua e se perpetua por toda a vida.

Mesmo que hoje quase todas as crianças estejam no colégio, elas continuam apredendo essa cultura, vendo os colegas, os professores e os próprios pais agindo da maneira “que se dane o outro, o meu primeiro”.

Isso explica os assaltos terem aumentado apesar de o povo ter muito mais poder de compra do que antigamente. O poder de compra não substitui a cultura da violência.

Há duas coisas a serem feitas:

1. Forçar o governo a incluir aulas convivência comunitária.
2. Parar de ensinar seu filho a ser um bostinha.:

Aulas diferentes como Civilidade, Ética e Educação Financeira, para crianças a partir da quinta série, realmente fariam uma enorme diferença num futuro bem próximo. Se tantos países conseguiram mudar tanto em uma geração, como a Coréia do Sul, será que o Brasil também não é capaz?

Postado em 10/11/2010 por rslonik • 15 Comentários »

Até ontem

Em 1989 encerrou-se a divisão da Alemanha no ato simbolico da queda do muro de Berlim. De um lado um país em vias de primeiro mundo no aspecto econômico, e do outro lado o resultado de uma experiência comunista soviética de manter influência sobre a Europa. Ambos os pais dos dois lados da Alemanha, EUA e URSS, possuidores de armas nucleares.

A Segunda Guerra elevou os EUA ao cargo de donos do mundo, ou meio donos, ao lado da URSS. Passavam-se os anos e conflitos surgiam em vários lugares, Coréia e Vietnã tiveram o mesmo destino da arrasada Alemanha, ficaram partidas ao meio. Um lado para americanos e outro para os comunistas de Moscou.

A China no século XIX viveu em sofrimento puro, a opressão da Ingleterra na Guerra do Ópio e do Japão em outras oportunidades calejaram o sofrido povo chinês que na déc de 60 era pouco mais de 700 milhões com uma renda per capita anual de 85 dólares. O orçamento de toda a China girava em torno de 17 bilhões de dólares.

Os Estados Unidos sempre viu a China como um território hostil no qual acordos não surgiriam. Principalmente com as revoluções internas que remexiam o país e faziam com que o comunismo encontrasse terreno para crescer. Eis que a China entrou para o hall de países com armas nucleares. Os EUA então foram obrigados a aumentar suas garantias para um aliado da região, a Índia. Paralelamente, acontecia a ruptura entre China e a URSS.

Até ontem o mundo vivia uma história que parece completamente diferente da qual estamos inseridos. O mundo muda rápido, amanhã tudo pode mudar, e nós o que podemos fazer? Pouca coisa.

Postado em 10/11/2010 por rslonik • 2 Comentários »

Primeiro Web Culto do Brasil

Aprovado.

Postado em 8/11/2010 por rslonik • 3 Comentários »

A volta da CPMF e a Guerra Cambial

lula-loco

A CPMF vai voltar. Dilma Rousseff prometeu em campanha que o tributo que cobrou mais de 200 bilhões dos brasileiros em 11 anos de existência jamais iria voltar. A eleição passou, ela ganhou e agora o discurso é outro.

O governo já aponta a criação da CSS para tirar a saúde do caos, presidente do PT disse, em um tom de desculpa-justificativa, que todos os governadores querem a volta da “contribuição” do povo brasileiro para a saúde.

O que fica no ar é: para onde foram os mais de 200 bilhões em 11 anos de CPMF? Por que temos a impressão que a saúde continua a não funcionar?

Outro assunto quente por aqui (e no mundo) é a tal da Guerra Cambial. O pai deste belo nome é nosso homem da moeda, o Guido Mantega, que está se debatendo para desvalorizar o Real, a fim de manter a competitividade das empresas brasileiras.

A medida que Mantega julgava eficaz para valorizar o dólar fez a moeda gringa subir 2 centavos no dia do anúncio (e talvez nem seja efeito da medida, porque no mesmo dia a China divulgou dados econômicos). O aumento do IOF não funcionou, então resolveu que um aumento na taxarão de investimentos estrangeiros através do mesmo mecanismo (IOF) resolveria. Adivinha só!

O caminho mais plausível para o Brasil é fortalecer o mercado interno, assim as empresas não irão depender tanto da exportação, além de permitir que as importações aumentem, causando a saída da moeda do país, e consequentemente alta do dólar. Sem contar a taxa de juros do Brasil que fica acima de 10% ao ano, isso é um atrativo espetacular para capital estrangeiro. No Japão a taxa básica de juros fica entre (acredite você) ZERO e 0,1%; nos EUA é de 0,25% ao ano.

Mas parece que não veremos isso tão cedo, com um imposto de importação na casa de 60% para pessoas físicas (uma reserva de mercado fake), imposto de renda em 27,5%, IOF comendo pelas beiradas, ICMS, IPVA, ISS, IPI, IPTU, CSLL, e agora quem sabe CSS, o destino do brasileiro é sustentar a máquina pública que não retorna uma saúde pública decente, nem educação decente, nem segurança, nanica de nada.

O pior é ver Lula dizendo que o Brasil não tem uma pesada carga de impostos. Haja amor ao Brasil para viver aqui hein.

Postado em 5/11/2010 por rslonik • 16 Comentários »