Orlando é Brother

Meu pai é Promotor de Justiça e banca a minha vida de playboy surfista. Tenho um veículo Polo, uma prancha massa pra caralho e alguns amigos (todos filhos de gente rica). Curtimos curtir a vida viajando pelo Brasil e pelo mundo atrás da onda perfeita e de mulheres gatas. Hoje conheci o Orlando, o cara mais foda que o Brasil já viu se desenvolver por estas terras.
Orlando nasceu no interior do Espírito Santo em um lugar esquecido por Deus mas que o nome Orlando ainda lembrou de me contar. Era uma cidadezinha com menos de cinco mil habitantes chamada Portanópolis. Orlando saiu de lá na idade de 12 anos, levado pelo Pai que matou um vereador por causa de uma discussão na mesa de jogo. O pai de Orlando o levou para o sul, primeiramente moraram em Joinville-SC, depois numa pequena cidade do interior paranaense chamada Reserva, um ano depois estavam residindo em Pelotas-RS, e então acabaram por conhecer e ficar em Curitiba. Neste momento Orlando já tinha 15 anos e viu o pai ser morto por PM’s quando fugia de um assalto realizado a uma agência bancária.
A vida fora dura com Orlando, sem lugar para ir caiu no mundo das dorgas, salvou-se pela primeira vez quando conheceu a Igreja do Pastor Silas, porém pouco tempo depois conheceu uma garota de nome Leandra que o levou para o mundo dos rachas de carros. Leandra deixava Orlando pilotar o Kadet 1.8, e Orlando detonava. Até que um acidente tirou a vida de Leandra. Orlando roubou uma CG de um cara na rua e fugiu em direção ao nordeste.
No nordeste Orlando apresentou-se como Lando. Conheceu a filha de um deputado federal em uma festa na qual foi convidado por um amigo. As dorgas rolando solta na festa e a garota se entregou para Lando. E se apaixonou por Lando.
O tempo passou e Lando ficou noivo da filha do deputado. Conheceu a alta sociedade nordestinense e prestava serviços sujos para pessoas ricas e importantes. Depois de mais alguns anos casou-se. E anos adiante tinha tanta informação que era respeitado em todas as esferas da sociedade nordestinense.
Mas Lando não estava feliz, então um dia largou tudo e foi viver a vida como uma aventura, de praia em praia. E aqui na praia de Ponta Grossa é que conheci Orlando. Como ele foi tão gente fina me contando a história da sua vida emprestei meu Polo para ele ir até o posto de gasolina comprar mais lenha para minha fogueira aqui na praia.
Foda é que ele tá demorando pra cacete, será que ele tá contando sua história pro cara do posto?
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Proponho aos leitores escrever a MORAL DA HISTÓRIA nos comentários.
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foto: dolarz.
