Filme Par Perfeito: o mundo dentro da cabeça das mulheres é diferente
O mundo dentro da cabeça das mulheres é totalmente diferente da realidade. Fui assistir esse filme aí, Par Perfeito, num dia em que estava irritado. Confirmei duas coisas: a primeira é que odeio gente; e a segundo é as pessoas são imbecis na sua maioria.
Vou começar criticando o cinema do Shopping Palladium de Curitiba: não dá para erguer o apoio de braço que há entre as poltronas, as poltronas fazem MUITO barulho, e se você coloca o pé na poltrona da frente vem um funcionário CHATO pedir pra tirar (VAI À MERDA! No Cinemark eles não ligam tanto). Mimimi sobre as coisas inanimadas presentes na sala do cinema, e agora sobre as coisas animadas. Aqueles imbecis fazendo barulhos.
Adolescentes são IMBECIS por natureza. Quando vão em grupo no cinema ficam piores, querem aparecer e ficam de gritinhos e risadas histéricas. Eu, já muito irritado, comendo meu frango empanado em formato do pipoca e tomando refrigerante, relaxei na poltrona barulhenta e comecei a curtir o filme.
Não de todo mal, o filme tem uma atriz qualquer com peitos bonitos. Ela faz papel de uma mulher certinha com pai rígido e mãe engraçada e bêbada. A família está indo para as férias em Nice, na França. Já na França, dirigindo uma Ferrari, está o Aplusk, que faz personagem de agente secreto assassino mega fodão matador pegador.
A mulher dos peitos encontra com o Aplusk no elevador, ele sem camisa, os adolescentes no cinema gritam igual bichas vendo Glee, a moça fica igual uma imbecil sem jeito, e permanece dentro do elevador que volta para a recepção do hotel. Ela sai caminhando e ele atrás. Blá blá ele conversa um pouco e chama a moça pra jantar blá blá.
Eis que eles saem, jantam e vão até um clube qualquer, NAONDE a mulher enche a cara. Chegam no hotel, e ele gentilmente a coloca para dormir e senta na poltrona. Tá, porque é claro que um cara não iria querer praticar o animalesco ato do coito. Saem no outro dia novamente e já se tornam apaixonados, ele diz que confia nela e ela nele. WHAT THE FUCK NÉ NÃO ZÉ BORNEL?
Ele conhece os pais dela e diz ao pai da moça que pretende SE CASAR com ela. Nesse ponto as mulheres no cinema sentem um frio na barriga enquanto os homens (que sabem por uma deixa do roteiro que ainda nem rolou sexo entre o casal) pensam em como resolver aquele problema do trabalho de amanhã.
Passam-se três anos, eles estão casados e ele abandonou a vida de agente secreto mega fodão para ser um marido feliz com uma vida feliz. Então em um dado momento alguns assassinos toscos vem atrás do cara para matá-lo, blá blá blá, sobrevive, blá blá blá final feliz ela grávida blé.
As únicas coisas que prestam no filme são: o imponente bigode do pai da moça, o carro e a morte do primeiro assassino e os peitos da atriz protagonista.
O que esse filme mostra para nós, homens, é uma das verdades mais horrendas do mundo moderno: o mundo dentro da cabeça das mulheres é totalmente diferente da realidade. Dentro da cabeça dos homens homossexuais também (principalmente autores de novelas da Globo).
Enfim, se tiverem a oportunidade de fugir do tal filme, o façam. Senão, compre bastante comida e enjoy your lanche dentro do cinema enquanto o lixo passa na tela.
NOTA: 1/10

